EPISODE · Feb 19, 2022 · 32 MIN
Begins… Do sonho de Deus ao fundo do Poço: José é traído por seus irmãos (Gênesis 37) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
A raiz da inveja é a comparação. O invejoso primeiro olha e despreza. Depois lamenta: “Por que eles têm, e eu não?” Depois reclama: “Eu também quero, eu mereço”. Dar importância à aparência das pessoas não é bom (Provérbios 28.21a). Não por acaso, a inveja é o único sentimento condenado nos Dez Mandamentos dados por Deus a Moisés (Êxodo 20.17). O invejoso colhe as folhas da amargura e da tristeza. Portanto, não adianta ceifar os ramos ou recolher os frutos. É preciso radicalizar, de dentro para fora, se não queremos ser consumidos e cometer o mesmo erro dos irmãos de José. Se nos amamos, não devemos nos comparar com o outro, por amor a nós mesmos. Se amamos o nosso próximo, devemos ficar felizes com o que ele tem, como ele está, mesmo que, aparentemente, esteja melhor que nós. O que nós somos, o que nós temos, não depende do que o outro é. Quando a tentação da comparação chegar, atentemos para os seguintes cuidados: 1. Primeiro, admitamos que sentimos inveja, de vez em quando ou como um estilo de vida. 2. Então, corajosamente, chamemos a inveja pelo que ela é: pecado. Pecado porque se trata de uma suspeita de que Deus não está sendo justo conosco. 3. Pensemos também no que ela fez conosco, na pessoa amargurada que nos tornamos. 4. Depois, cortemos a raiz e a lancemos fora. Paremos de nos comparar aos outros. Nós sequer os conhecemos. Não sabemos se são o que parecem ser. Se têm o que parecem ter. 5. Reavaliemos os nossos desejos. Se são legítimos, devemos cultivá-los até os realizar. Isso nos trará paz. E “a paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer” (Provérbios 14.30). 6. Lembremos que tudo é graça, tanto o que recebemos quanto o que o outro recebe. Talvez o outro não o mereça. Nem nós. Mas o que é recebido de Deus não é merecido: é graça. Tenhamos como objetivo viver pela graça. Nesse compasso, não há nem inveja amargura. A comparação é filha da ignorância: não conhecemos o outro a quem nos comparamos; nada sabemos da sua história, das suas oportunidades, dos seus fracassos. Sabemos tão pouco sobre nós mesmos que somos incapazes de responder à simples pergunta: por que somos como somos? A comparação é a mãe da inveja: o outro não merece ter o que tem, diferentemente de nós. E a inveja é o campo onde cresce a amargura. É o campo fértil no qual o crime é concebido. AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia
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