EPISODE · Aug 19, 2016 · 3 MIN
Bem vindo a Luantown
from Luan Bião · host Luan Bião
Gente que tem muito, muita gente pouco tem Quantas gramas se descola com uma nota de cem? A distância relativa, descreve o teorema Libera o fator quântico que aqui não tem problema Díficil de encontrar, quase impossível sair Demoraria anos para falar tudo que vi Encontrei esse lugar seguindo o coelho branco Num pensa que é Matrix ou a Alice do conto Para achar essa entrada, levei muita porrada Assim é minha vida, vou ao rumo sem o mapa Como saber o que achei? É díficil definir Mas a ciência comprova, da Lapa e do Pery Que o tóxico no sangue já nem faz mais efeito Preciso ir prum lugar e recomeçar direito E a cidade escolhida com certeza é a mais legal Na placa vem escrito: Bem vindo a Luantown Não tem lado, não tem lei, não tem física, nem sabor Não tem ontem, nem talvez, aqui o tempo já passou Não tem dentro, não tem fora, não tem ele, não tem eu É diferente das cidades que você já conheceu Não tem vida, não tem nome, não tem data, nem família Não tem amor, nem guerra, nem história, nem preguiça Não tem rima, não tem rap e nem tem definição Uma cidade diferente onde se vive de emoção Quando cheguei no lugar, ampliei minha visão É o efeito de estar ali na quinta dimensão Tudo se cria que a cria recria que sem alarde Como se a minha mente passasse a ser um lápis Expandindo no papel, animais metamorfos Evoluem constantemente e vão formando algo novo Se misturam e me confudem, em sinergia com os outros Ou você ainda achou que aqui só morava um louco? Transição de ideias, nuvens que tranpõe o são A leveza e a diferença vai compondo a informação Importâncias e compromisos, distinções e motivos Aqui não faz sentido, se num ta aqui pra isso Mas vai com calma aqui, que o lugar num é perfeito O problema da cidade é simplesmente o desejo Se começa a brisar nela e ela vai sumindo Mostrando o seu preço, seu pensamento abatido Não tem lado, não tem lei, não tem física, nem sabor Não tem ontem, nem talvez, aqui o tempo já passou Não tem dentro, não tem fora, não tem ele, não tem eu É diferente das cidades que você já conheceu Não tem vida, não tem nome, não tem data, nem família Não tem amor, não tem guerra, não tem história, preguiça Não tem rima, não tem rap e nem tem definição Uma cidade diferente onde se vive da emoção Do jeito que a coisa vem, do jeito que a coisa vai Mas sempre deixa na boca um gostinho de quero mais Remoendo ali na banca, o motivo, a razão Porque a busca do desejo que gera a satisfação? Não tem livro, não tem santo, nem mahati ma Gandhi É fácil ser um bosta e meter que sabe de monte E saber pouco de si, agindo igual criança Vivendo remoído aguardando a esperança Eu to aqui também, construindo o meu portal Certeza igual você que um dia vou passar mal Overdose de sentidos que nem tem onde guardar Será que evoluir é não ter mais como voltar? Não tem dentro, não tem fora, não tem ele, não tem eu É diferente das cidades que você já conheceu Não tem rima, não tem rap e nem tem definição Uma cidade diferente onde se vive da emoção
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