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EPISODE · Mar 12, 2026 · 29 MIN

Bruno Engler | Café com Política

from Café com Política · host Jornal O TEMPO

O deputado estadual Bruno Engler (PL) admitiu que a direita pode chegar dividida ao primeiro turno das eleições de 2026 em Minas Gerais e se unir apenas na etapa final da disputa. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o deputado disse que o apoio do PL ao vice-governador Mateus Simões (PSD) depende de um alinhamento nacional com o projeto presidencial do partido.Segundo Engler, o principal obstáculo para uma eventual aliança com Simões é o fato de o governador Romeu Zema (Novo) ser apontado como pré-candidato à Presidência da República. Para o deputado, nesse cenário, o vice-governador teria “obrigação moral” de apoiar o chefe do Executivo estadual, o que dificultaria uma aproximação com o PL. “Hoje o Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República e a gente sabe que o Mateus tem uma obrigação moral de apoiá-lo. Não existe a gente fazer campanha para o Mateus sem o Mateus fazer campanha para o Flávio Bolsonaro. A não ser que haja uma composição, que o Zema venha nos apoiar já no primeiro turno, não tem como caminharmos com o Mateus”, afirmou.Diante desse cenário, Engler defendeu que o PL considere lançar uma candidatura própria ao governo de Minas. Entre os nomes que, segundo ele, poderiam representar o partido está o de Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O deputado também citou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como um nome competitivo. “Eu acho que a gente pode sim lançar um nome próprio do PL. Podemos buscar um quadro qualificado para governar o Estado. Na própria imagem que vazou do Flávio Bolsonaro tinha o nome do Flávio Roscoe, que é uma figura muito respeitada e tem capacidade para governar Minas”, avaliou.Apesar das divergências no primeiro turno, Engler avalia que a tendência é de união da direita na fase final da disputa. “O importante é que no segundo turno estejamos todos juntos contra um eventual candidato de esquerda, se a gente não conseguir matar essa eleição no primeiro turno”, afirmou.Questionado sobre a estratégia do PL para a eleição ao Senado em 2026, o deputado disse que o partido ainda avalia se lançará um ou dois candidatos e que a decisão dependerá da viabilidade eleitoral e das possíveis alianças para o governo do Estado. Ele citou como nomes colocados para a disputa os deputados federais Domingos Sávio e Eros Biondini. “Eu adoraria ter dois candidatos ao Senado. Acho que quanto mais senadores dispostos a enfrentar a tirania do Supremo Tribunal Federal, melhor. Mas também não adianta lançar dois nomes e não eleger nenhum”, disse.Engler também comentou a relação política com Nikolas Ferreira (PL) e negou qualquer racha entre os dois. Segundo ele, a mudança na estratégia eleitoral ocorre porque o deputado federal busca ampliar sua própria base política. “A minha relação com o Nikolas é muito tranquila. Acho que ele faz um trabalho brilhante no Congresso Nacional. Agora ele está tomando a iniciativa de buscar outras parcerias, montar uma base própria. Acho que é direito dele”, afirmou.Na esfera municipal, Engler fez críticas à gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). Embora tenha reconhecido pontos positivos, o deputado apontou decisões que, na avaliação dele, são equivocadas, como o aumento no número de radares na capital.

O deputado estadual Bruno Engler (PL) admitiu que a direita pode chegar dividida ao primeiro turno das eleições de 2026 em Minas Gerais e se unir apenas na etapa final da disputa. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o deputado disse que o apoio do PL ao vice-governador Mateus Simões (PSD) depende de um alinhamento nacional com o projeto presidencial do partido.Segundo Engler, o principal obstáculo para uma eventual aliança com Simões é o fato de o governador Romeu Zema (Novo) ser apontado como pré-candidato à Presidência da República. Para o deputado, nesse cenário, o vice-governador teria “obrigação moral” de apoiar o chefe do Executivo estadual, o que dificultaria uma aproximação com o PL. “Hoje o Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República e a gente sabe que o Mateus tem uma obrigação moral de apoiá-lo. Não existe a gente fazer campanha para o Mateus sem o Mateus fazer campanha para o Flávio Bolsonaro. A não ser que haja uma composição, que o Zema venha nos apoiar já no primeiro turno, não tem como caminharmos com o Mateus”, afirmou.Diante desse cenário, Engler defendeu que o PL considere lançar uma candidatura própria ao governo de Minas. Entre os nomes que, segundo ele, poderiam representar o partido está o de Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O deputado também citou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como um nome competitivo. “Eu acho que a gente pode sim lançar um nome próprio do PL. Podemos buscar um quadro qualificado para governar o Estado. Na própria imagem que vazou do Flávio Bolsonaro tinha o nome do Flávio Roscoe, que é uma figura muito respeitada e tem capacidade para governar Minas”, avaliou.Apesar das divergências no primeiro turno, Engler avalia que a tendência é de união da direita na fase final da disputa. “O importante é que no segundo turno estejamos todos juntos contra um eventual candidato de esquerda, se a gente não conseguir matar essa eleição no primeiro turno”, afirmou.Questionado sobre a estratégia do PL para a eleição ao Senado em 2026, o deputado disse que o partido ainda avalia se lançará um ou dois candidatos e que a decisão dependerá da viabilidade eleitoral e das possíveis alianças para o governo do Estado. Ele citou como nomes colocados para a disputa os deputados federais Domingos Sávio e Eros Biondini. “Eu adoraria ter dois candidatos ao Senado. Acho que quanto mais senadores dispostos a enfrentar a tirania do Supremo Tribunal Federal, melhor. Mas também não adianta lançar dois nomes e não eleger nenhum”, disse.Engler também comentou a relação política com Nikolas Ferreira (PL) e negou qualquer racha entre os dois. Segundo ele, a mudança na estratégia eleitoral ocorre porque o deputado federal busca ampliar sua própria base política. “A minha relação com o Nikolas é muito tranquila. Acho que ele faz um trabalho brilhante no Congresso Nacional. Agora ele está tomando a iniciativa de buscar outras parcerias, montar uma base própria. Acho que é direito dele”, afirmou.Na esfera municipal, Engler fez críticas à gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). Embora tenha reconhecido pontos positivos, o deputado apontou decisões que, na avaliação dele, são equivocadas, como o aumento no número de radares na capital.

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