PODCAST · news
Café com Política
by Jornal O TEMPO
Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
-
527
Ben Mendes | Café com Política
O pré-candidato ao governo de Minas Gerais Ben Mendes (Missão) defendeu uma política de “alta eficácia na letalidade” no combate às facções criminosas no Estado. Em entrevista ao Café com Política, exibida nesta quinta-feira (14/5), ele afirmou que policiais terão respaldo para agir em confrontos e criticou adversários da disputa ao Palácio Tiradentes.“Minas Gerais virou um ambiente no qual as facções criminosas estão já achando que vão se criar em Minas e já estão dominando territórios em Minas. Isso é um poder paralelo”, afirmou.Segundo Ben Mendes, o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer “com letalidade eficaz”. “O próximo governador do Estado, que serei eu, se assim Deus permitir, nós vamos combater veementemente o crime organizado, as facções criminosas, com uma política de alta eficácia na letalidade”. O pré-candidato afirmou ainda que “a tropa está autorizada a prender ou matar”. “Se não oferecer resistência, vai prender. Se oferecer resistência ostensiva ou resistência tácita, o policial do Estado de Minas Gerais estará autorizado a neutralizar esse sujeito”. Na entrevista, Ben Mendes também fez críticas ao vice-governador Mateus Simões (PSD), ao ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e ao senador Cleitinho (Republicanos)Sobre Mateus Simões, o pré-candidato do Missão afirmou que ele “representa o Centrão”. “O Mateus é do PSD. O PSD é o partido do Kassab. O Kassab é o típico Centrão”, avaliou. Ao analisar Alexandre Kalil, Ben Mendes citou a condenação por improbidade administrativa. “O Kalil foi condenado por desonestidade administrativa. Como uma pessoa que é reconhecida formalmente como desonesto como administrador se coloca como pré-candidato ao governo do Estado?”, questionou.Já sobre Cleitinho, Ben Mendes afirmou que o senador “é de esquerda”. “O Cleitinho é de esquerda. Todas as vezes que o Cleitinho tem para votar com a esquerda, ele vota com a esquerda”, argumentou. Questionado sobre a pré-candidatura, Ben Mendes justificou a entrada na política afirmando que o cenário nacional motivou a decisão de aceitar o convite do Partido Missão. “O Brasil está vivenciando um tempo muito complicado. Nós estamos em um país quebrado, um país rumo ao colapso”. O pré-candidato afirmou ainda que recusou convites de outras legendas antes de se filiar ao partido.“Os outros partidos têm sido quase que balcão de negócios”, criticou.Durante a entrevista, Ben Mendes também descartou a possibilidade de usar a pré-candidatura ao governo para negociar outro cargo nas eleições de 2026. “Eu sustentarei essa pré-candidatura até se tornar candidatura. O eleitor não merece ser enganado”, afirmou.
-
526
Paulo Brant | Café com Política
Vice-governador durante o primeiro mandato de Romeu Zema (Novo) no Executivo de Minas, Paulo Brant diz que não se “encanta” com a pré-candidatura do ex-correligionário à Presidência da República por considerar a visão política dele “pobre” para os tempos atuais. Além disso, apesar de considerar que o ex-governador teve “boas intenções” à frente da administração estadual, Brant acredita que a gestão não teve capacidade política de viabilizar os projetos que tinha em mente. A avaliação foi feita durante o programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (13/5) no canal no YouTube de O TEMPO.Para Brant, a postura de Zema ocupa um lugar “sincero” de indignação. Na pré-campanha, o ex-governador tem adotado uma postura crítica e de embate com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Brant afirma que não teve desavenças pessoais com Zema quando participou do primeiro mandato dele, entre 2019 e 2022. Entretanto, no momento, tem uma visão política diferente da do presidenciável.“Não é uma candidatura que me encanta pela visão de mundo que ele tem. Mas respeito. Eu entendo que a visão de mundo dele é um pouco pobre do ponto de vista dos tempos de hoje, do respeito à política, à participação do Estado. Eu acho que a visão do Partido Novo é ultraliberal, liberal demais no sentido de dar um peso muito pequeno à importância do papel do governo, do bom governo.”Para o ex-vice-governador, a preocupação, atualmente, deveria ser tornar o governo mais eficaz e com melhor atendimento para a população. Ele cita, como exemplo, as pautas de privatização.“É impensável no século XXI uma sociedade sem governo. Então, essas propostas muito radicais de ‘vamos privatizar a Petrobras’, isso não é o relevante, o relevante são outras coisas.”Ao ser questionado sobre uma avaliação dos dois mandatos de Zema, Brant considerou a tarefa difícil. Ele também foi filiado ao Partido Novo e adotou uma postura de ‘mea culpa’ sobre os problemas de articulação política da legenda.“Quando eu entrei no Partido Novo, eu tinha muita expectativa em relação ao nosso governo. Aquela época era meu governo também. Por quê? Porque a gente entrou completamente livre para fazer o que a gente entendia que era melhor, porque a nossa eleição não teve apoio de deputado nenhum, de prefeito nenhum”, explica. “Mas o partido, e aí eu me incluo, porque eu estava ali dentro, nós não tivemos capacidade de construir apoios políticos.”Por conta disso, Brant acredita que a gestão de Zema não conseguiu tirar alguns projetos do papel. “Acho que o governo ficou devendo, ficou devendo porque ele não teve capacidade política. Havia até boas intenções, mas não teve capacidade política de viabilizar os projetos que ele tinha em mente.”
-
525
Domingos Sávio | Café com Política
A cúpula do PL vai se reunir nesta terça-feira (12/5) em Brasília e deve decidir sobre o rumo das eleições em Minas Gerais. Ao Café com Política, o deputado federal Domingos Sávio (PL) reforçou que há, no momento, três caminhos. Os mais prováveis são o lançamento de uma candidatura própria ou uma possível aliança com o senador Cleitinho (Republicanos), para unir a direita em torno das eleições para o governo estadual. O deputado reforçou que a terceira hipótese, de o partido estar junto de Mateus Simões (PSD), só poderá ser viabilizada se Romeu Zema (Novo) não estiver como cabeça de chapa, pois Simões precisaria estar na campanha junto do senador Flávio Bolsonaro (PL).Nesta semana, Domingos Sávio está deixando a presidência estadual do PL para se dedicar à pré-campanha para o Senado Federal. Ao Café com Política, ele também falou dos planos de expansão do partido, que pretende aumentar a bancada mineira no Congresso Nacional e também o número de deputados estaduais em Minas. Criticou ainda a decisão do ministro Alexandre de Moraes, de suspender a aplicabilidade da Lei da Dosimetria.
-
524
Bruno Pedralva | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o vereador Dr. Bruno Pedralva (PT) fez duras críticas à decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de promover cortes e demissões no Sistema Único de Saúde (SUS), com impacto direto sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Médico e em seu segundo mandato na Câmara Municipal, Pedralva afirmou que a medida compromete o atendimento à população, especialmente em um momento de alta demanda provocada por doenças respiratórias. “A saúde já opera no limite. Reduzir equipes significa aumentar o tempo de espera e, no caso do SAMU, isso pode custar vidas”, declarou.Segundo o parlamentar, a opção do Executivo por cortar gastos na saúde é politicamente equivocada e socialmente injusta. Ele citou pesquisas eleitorais recentes que apontam a saúde como o principal problema da capital e questionou a priorização orçamentária da Prefeitura. Pedralva comparou as demissões no SAMU com despesas em outras áreas, como subsídios ao transporte público e cargos comissionados, e afirmou que não há “gordura” a ser cortada no SUS. Para ele, atribuir à saúde a responsabilidade pelo déficit municipal ignora o crescimento dos repasses federais e o papel de Belo Horizonte como polo regional de atendimento.Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o vereador também destacou que o tema provocou uma mobilização incomum na Câmara, reunindo parlamentares de diferentes campos políticos, como PT e PL, contra as demissões. De acordo com Pedralva, ao menos 16 vereadores já se posicionaram publicamente pela suspensão dos cortes, e o Ministério Público foi acionado para avaliar a legalidade das medidas. Ele alertou para os riscos operacionais de reduzir equipes do SAMU, especialmente em atendimentos de alta complexidade, como casos de parada cardiorrespiratória, e disse esperar uma decisão judicial que garanta o direito fundamental à saúde.Além da saúde, Pedralva criticou a atuação da gestão do prefeito Álvaro Damião (UNIÃO) em áreas como infraestrutura, educação e políticas para a população em situação de rua. Na avaliação do vereador, falta capacidade de gestão e diálogo com servidores e movimentos sociais. Ele defendeu a negociação com professores em greve, o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências científicas e se posicionou contra propostas de internação compulsória como regra para dependência química, classificando-as como ineficazes.Ao final da entrevista, Pedralva confirmou que é pré-candidato a deputado estadual em 2026, afirmando que pretende levar para a Assembleia Legislativa a defesa do SUS, dos direitos sociais e das pautas que, segundo ele, têm sido negligenciadas pelo Executivo municipal. Mesmo com a pré-candidatura, garantiu que seguirá atuando na Câmara de Belo Horizonte e liderando a oposição aos cortes na saúde.
-
523
Larissa Dias | Café com Política
No Café com Política de hoje, recebemos Larissa Dias, assessora especial do governador de Minas Gerais, Matheus Simões.Na entrevista, ela detalha os primeiros passos do novo governo, as prioridades da gestão, o projeto de “governo presente” no interior e os principais desafios até o fim do mandato.A conversa também aborda temas como: Diferenças entre as gestões de Romeu Zema e Matheus Simões Investimentos em saúde, educação e segurança Escolas cívico-militares e políticas públicas Situação fiscal de Minas Gerais Cenário eleitoral e projeções políticas Ouça à entrevista completa e entenda os bastidores da política mineira.
-
522
Pedro Roussef | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte e sobrinho-neto de Dilma Rousseff, Pedro Rousseff (PT), acredita que a ex-presidente não deve retomar tão cedo à política. Atualmente, Dilma lidera o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICS, e, conforme Pedro, tem ainda mais três anos de mandato à frente da instituição. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quinta-feira (7/5) no canal no YouTube de O TEMPO, o parlamentar ainda teceu críticas ao ex-deputado federal e articulador do impeachment de Dilma, Eduardo Cunha (Republicanos), que pretende retornar ao Congresso Nacional por Minas Gerais.“O presidente Lula faz um trabalho excepcional na defesa do Brasil. Agora, a Dilma faz um trabalho hoje para além de defender o nosso país - ela defende as economias emergentes. Nós temos que ter alguém com a competência técnica, com a garra, com a honestidade de Dilma Rousseff para poder ficar à frente do maior banco do mundo, para poder fazer debates que são muito importantes”, diz o vereador.Uma dessas pautas é o que Pedro chama de “desdolarização” da economia global. No caso, o trabalho de Dilma na presidência do Banco do Brics prevê uma valorização dos países emergentes em detrimento dos Estados Unidos.“Hoje nós somos basicamente escravos dos Estados Unidos porque toda transação comercial que nós temos hoje entre países é feita em dólar. Ao mesmo tempo, uma das grandes tarefas dela no banco é democratizar as transações internacionais, para que, quando a gente venda a nossa carne para a China, seja paga essa transação em real ou em moeda chinesa”, explica.Dilma foi eleita presidente do Brasil em 2010 e reeleita em 2014, entretanto, um processo de impeachment articulado por Eduardo Cunha a tirou do cargo em 2016. Ao Café com Política, Pedro Rousseff diz não haver arrependimentos por parte da ex-presidente, e tece críticas aos que votaram a favor da derrubada do mandato dela.“É justamente por isso que ela caiu, porque foi uma presidenta honesta, que camaradas como esses, como Eduardo Cunha, que até recentemente estava preso, tiraram ela”, diz. “Eu quero saber onde está minha tia hoje em dia e onde está Eduardo Cunha? Onde está Aécio Neves hoje? Esquecidos na política. E Dilma não, ela está na presidência do maior banco do mundo, representando o nosso país nos interesses globais, fazendo um trabalho de quase como vários presidentes juntos. Enquanto a Dilma é o nosso orgulho, todos aqueles que, de fato, tiraram o cargo dela, como Cunha, Aécio, entre tantos outros, estão aí esquecidos na política.”Atualmente, Eduardo Cunha está construindo uma base eleitoral em Minas Gerais, para viabilizar o nome do estado para o pleito de 2026, ponto também abordado por Pedro Rousseff.“Será que ele vê a gente como um curral eleitoral que ele pode simplesmente chegar aqui comprando o povo para ser eleito deputado federal, para poder voltar para o Congresso Nacional?”, questiona o vereador.
-
521
Cristiano Caporezzo | Café com Política
O deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) acredita que seu partido tem todas as condições de lançar um candidatura própria ao governo de Minas neste ano, mas também não descarta uma aliança com o senador Cleitinho (Republicanos). A avaliação foi feita em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no Youtube, em que o parlamentar, que é pré-candidato a deputado federal, falou dos planos do PL e criticou o atual governo do estado. Confira os principais trechos da entrevista
-
520
Cristiano Silveira | Café com Política
No Café com Política, a jornalista Letícia Fontes entrevista o deputado estadual Cristiano Silveira (PT), que analisa o cenário eleitoral em Minas Gerais para 2026.O parlamentar comenta a possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo do estado, os planos do PT caso o senador não entre na disputa e o fortalecimento do partido em Minas. Silveira também fala sobre alianças políticas, o papel de Marília Campos na corrida ao Senado e possíveis composições com outros nomes, como Alexandre Kalil.Durante a entrevista, o deputado faz duras críticas ao governo Romeu Zema e à gestão de Matheus Simões, abordando temas como segurança pública, educação, uso da máquina pública e denúncias recentes envolvendo secretarias do estado.
-
519
Braulio Lara | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o vereador de Belo Horizonte Braulio Lara (Novo) destacou o seu trabalho de fiscalização e à atuação em temas considerados sensíveis na cidade. Sobre a população em situação de rua, o parlamentar defendeu que o tema seja tratado como questão de saúde pública, assistência social e segurança.Ele voltou a defender a internação involuntária em casos graves de dependência química e afirmou que a ocupação irregular de vias e calçadas não pode ser naturalizada. “Direitos precisam valer para todos”, disse.Na área de mobilidade urbana, Braulio Lara destacou a implantação da motofaixa em Belo Horizonte e criticou a dependência excessiva do sistema de ônibus. Como presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal, o vereador cobrou mais transparência nos subsídios ao transporte coletivo e defendeu maior concorrência no setor com a aproximação da nova concessão, prevista para 2028.Durante a entrevista aos jornalistas Janaína Fonseca e Léo Mendes, Braulio Lara também falou sobre a Lagoa da Pampulha. Ele disse que a CPI sobre o tema revelou indícios de corrupção e mau uso de recursos públicos, mesmo após investimentos bilionários sem resultado na despoluição. Para o vereador, cabe ao Legislativo fiscalizar e encaminhar as irregularidades aos órgãos competentes. “A CPI é o início do processo. Sem fiscalização, o dinheiro do contribuinte é desperdiçado”, declarou.Para as Eleições 2026, o parlamentar confirmou que é pré-candidato a deputado federal pelo Partido Novo. Segundo ele, a intenção é levar ao Congresso pautas ligadas à fiscalização do gasto público, mobilidade, segurança e políticas sociais com foco em resultados.A entrevista na íntegra com Braulio Lara vai ao ar na segunda-feira, 4 de maio, às 9 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.
-
518
Alexandre Padilha | Café com Política
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou pela primeira vez a rejeição de Jorge Messias ao STF e classificou o episódio como uma perda para o Brasil. Em entrevista ao Café com Política, ele também fez um balanço das ações do governo Lula na saúde, destacou o programa “Agora Tem Especialistas” e rebateu críticas sobre vacinação e gestão do SUS.Durante a conversa, Padilha falou ainda sobre a relação do governo com o Congresso, os desafios políticos após a derrota no Senado e o cenário para 2026. O ministro também confirmou que não será candidato nas próximas eleições e explicou o motivo da decisão.
-
517
Gabriel Parreiras, prefeito de Brumadinho | Café com Política
O prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras (PRD), fez duras críticas ao acordo de reparação firmado após o rompimento da barragem da Vale no municiípio e à atuação do governo de Minas Gerais no processo. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube nesta quinta-feira (30/4), o chefe do executivo municipal afirmou que a cidade foi deixada de lado nas decisões e que os recursos destinados ao município não foram suficientes. "Brumadinho não foi reparada. O acordo que existe entre o Estado de Minas Gerais e a Vale sequer sentou Brumadinho à mesa. Como é que a gente faz um acordo de R$ 37 bilhões em um crime que aconteceu em Brumadinho e Brumadinho sequer é ouvida? Não faz sentido nenhum”, afirmou Parreiras, que pontuou que o município busca, na Justiça, uma reparação mais adequada. “Existe hoje um processo de Brumadinho contra a Vale, contra tudo isso que foi feito, e a gente espera que, através disso, consiga fazer um acordo para o futuro da cidade.”Durante a entrevista, o prefeito também criticou a condução política do governo estadual no caso e disse que faltou articulação com o município ao longo do processo. “Eu acho que a parte política do governo ficou muito a desejar com Brumadinho. Precisava ter um olhar maior. A gente tentou, por exemplo, a municipalização de uma estrada para acelerar uma obra importante e não conseguimos. Isso foi uma perda política”, avaliou. O prefeito também questionou a divisão dos recursos do acordo, considerada por ele insuficiente diante dos impactos da tragédia. “A gente pode olhar de duas maneiras: foram R$ 1,5 bilhão para Brumadinho. Parece muito. Mas, de R$ 37 bilhões, isso representa 4%. Eu não considero minimamente justo. Talvez, se fosse 10%, ainda seria pouco. A gente tem que partir de um valor de R$ 6 bilhões, R$ 7 bilhões, que poderia garantir um fundo para o futuro da cidade”, argumentou o prefeito, que reforçou que os danos não são comparáveis com o restante do Estado. “Os danos e o fato de o crime ter sido em Brumadinho não são comparáveis com o resto de Minas.”Na avaliação de Parreiras, o acordo também falhou ao não considerar a realidade local e os efeitos posteriores à tragédia. “Brumadinho precisa ter segurança de futuro. O que assusta hoje é o que vai acontecer quando a reparação acabar. Como vai ser a renda da cidade? A gente precisa trazer essa tranquilidade para quem vive aqui e para quem quer investir”.O prefeito também criticou a falta de protagonismo do município nas decisões. “Brumadinho não escolheu o que aconteceu. Foi um crime. E a cidade não pode ser lembrada só por isso, mas também não pode ser ignorada no processo de reparação.”Prefeito de Brumadinho cobra mais apoio do PRD e não descarta mudança de partidoFiliado ao PRD, o prefeito de Brumadinho cobrou mais atenção do partido às demandas do município e admitiu a possibilidade de mudança no futuro. “Tenho um alinhamento muito bom no PRD, mas a gente precisa que o partido enxergue Brumadinho com esses olhos. Hoje enxerga, mas podia enxergar mais. A gente pode ter essa conversa de forma muito tranquila”, afirmou Parreira. “Tenho um acesso muito bom ao Fred Costa, somos amigos, mas a gente precisa cada vez mais convencê-lo”. O prefeito ponderou que, neste momento, a troca de partido não está em discussão imediata, mas pode ocorrer no futuro. “Hoje não é algo pensado. Estou no meu mandato, sou do PRD, honro minhas bandeiras partidárias. Mas não é descartado. Não é uma decisão tomada agora”, analisou. Parreiras também comentou o cenário eleitoral em Minas Gerais e declarou apoio ao ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), como possível candidato ao governo do Estado. “Eu sonho muito com a eleição do Gabriel Azevedo. É um cara que compartilha dos mesmos sonhos, de uma política diferente, e entende os problemas de Brumadinho. A gente precisa de um governador que entenda que Brumadinho não pode ser só mais uma cidade”, afirmou.Ele defendeu que o município tenha prioridade nas políticas públicas estaduais. “Nós estamos falando da cidade que sofreu o maior crime ambiental da história. Ela precisa ter um olhar diferente. O compromisso que o Gabriel tem com a gente é colocar Brumadinho como prioridade e ajudar nessa ressignificação da cidade”, disse.
-
516
Presidente AMM, Lucas Vieira | Café com Política
O novo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira (PSB), afirmou que pretende adotar uma postura de diálogo e “maturidade” na relação com o governo de Minas Gerais, após os atritos entre o ex-presidente da entidade, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), e o governador Mateus Simões (PSD). Em entrevista ao Café com Política, exibida na quarta-feira (29/4) no canal de O TEMPO no Youtube, Vieira reforçou o caráter apartidário da associação, criticou a condução da privatização da Copasa e prometeu dar continuidade ao modelo de gestão de Falcão. Questionado sobre o histórico recente de tensão entre a AMM e o governo estadual, o novo presidente da AMM minimizou possíveis impactos e disse apostar na construção institucional. “Acredito que ambos, tanto o governador e a gente tem que ter maturidade suficiente para saber separar as coisas. O objetivo da AMM, o objetivo de qualquer gestor público de Minas Gerais é fazer políticas públicas de qualidade. A gente tem que ter maturidade suficiente para deixar de lado nossas diferenças e trabalhar para o povo”, afirmou.O presidente também garantiu que a entidade não irá se envolver no processo eleitoral, mantendo neutralidade diante das disputas. “AMM já teve experiência em gestões anteriores, onde o presidente tomou partido para certa ideologia. Isso não acabou bem. Os próprios apoiadores daquela ideologia que o presidente tinha apoiado reclamaram. Isso não é o papel da AMM. Tem prefeito de direita, de esquerda, tem prefeito do PL, do PT, do centro, enfim. A AMM é apartidária. Eu falo que a ideologia da AMM é o municipalismo. A gente vai brigar para que os municípios estejam dentro do plano de governo de cada candidato”.O prefeito de Iguatama reforçou ainda que, à frente da entidade, não pretende participar diretamente das campanhas. “A partir do momento que eu assumo a presidência da AMM, que é uma instituição apartidária e que engloba vários municípios, de vários partidos, eu tenho que ter a responsabilidade de não entrar nessa campanha política, porque eu acho que isso pode afetar todo o respeito, todo o mérito que conseguiu até hoje”, completou. Copasa: críticas, pressão e negociaçãoDurante a entrevista, o novo presidente da AMM falou sobre pressão do governo de Minas Gerais e da Copasa sobre prefeitos para a renovação dos contratos de saneamento. Vieira criticou a condução do processo e defendeu maior apoio técnico às prefeituras. Segundo o prefeito de Iguatama, os municípios precisam de parceria, e não de pressão, para tomar decisões sobre o tema. “Ao invés de fazer pressão, a gente tem que buscar construir, buscar ajudar os municípios, sobretudo os municípios pequenos. É no município que a vida acontece. Então, ao invés de pressionar, a gente tem que andar junto com os prefeitos”, disse.Para Vieira, o problema começa na origem da discussão sobre a privatização da Copasa, que, segundo ele, não contou com a participação dos municípios. “Eu falo que esse processo de privatização é um processo que começou errado. Ninguém ouviu os prefeitos, ninguém chamou os prefeitos, nem a associação que representa os municípios mineiros. Não fomos ouvidos para saber se valia a pena privatizar, sendo que isso vai afetar diretamente os municípios e os cidadãos”, afirmou.Vieira reforçou ainda que a entidade não orienta uma decisão única e que cabe a cada prefeito avaliar sua realidade. “Não cabe a mim tomar essa decisão se o prefeito assina ou não o contrato. O que cabe a gente é levar informação, porque são 853 municípios, cada um com uma realidade diferente. A privatização pode ser positiva para um e negativa para outro”.Apesar das críticas, segundo Vieira, a AMM passou a atuar como mediadora nas negociações com a companhia. “Conseguimos construir um acordo com a Copasa para que os municípios que aderirem ao contrato possam ter a antecipação do pagamento do Fundo de Saneamento e também a prorrogação do prazo para o início da cobrança da tarifa de esgoto”, explicou o presidente, que destacou que as medidas buscam evitar impactos diretos à população e dar mais tempo para adaptação. “Imagina você chegar na sua cidade e falar: ‘agora tem mais uma tarifa para pagar’. Então nós ganhamos esse tempo de preparo, de informar melhor a população, para que a decisão seja mais sólida e não prejudique os municípios”, explicou.Continuidade na gestãoO novo presidente da AMM garantiu que sua gestão à frente da entidade será de continuidade em relação ao trabalho desenvolvido por Falcão, com manutenção do modelo de decisões coletivas. “O ex-presidente Falcão sempre fez questão de fazer uma gestão compartilhada, de ouvir toda a diretoria, de ouvir as nossas opiniões, de tomar decisão em conjunto. Então, a gente vai imprimir sim o meu ritmo de gestão, mas vai ser uma gestão de continuidade, daquilo que a gente já vinha fazendo”, afirmou.Apesar da continuidade, ele destacou que pretende ter uma atuação mais próxima do dia a dia da entidade. “Eu gosto de ficar mais perto da AMM. Já estou dividindo os dias, gosto de acompanhar mais de perto, estar junto com a equipe, porque acho que a gente pode construir mais coisas juntos”, disse.O novo presidente reforçou também que a prioridade da sua gestão será fortalecer o municipalismo e garantir melhores condições para os municípios mineiros, tanto no debate com o governo estadual quanto nas discussões nacionais.
-
515
Áurea Carolina | Café com Política
A pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Áurea Carolina (PSOL), afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibida nesta terça-feira (28/4) no canal de O TEMPO no YouTube, que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) é uma liderança de direita e criticou a possibilidade de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao parlamentar na disputa ao governo do Estado.“Sem dúvida, o Rodrigo Pacheco é uma liderança de direita. Essa é a trajetória dele. A gente pode acompanhar o histórico de votações, de posicionamentos”, pontuou a ex-deputada, que, apesar das críticas, reconheceu a atuação institucional do senador em momentos recentes. “Acho que o Rodrigo Pacheco, sendo presidente do Senado, do Congresso, ele teve um papel durante o governo Bolsonaro, de segurar minimamente algumas agendas democráticas. Mas isso é o mínimo que se espera de uma liderança democrática”, afirmou a ex-deputada, que criticou ainda a atuação dos senadores mineiros no Congresso Nacional. “São representantes de um campo à direita e que não me representam, não correspondem às agendas que eu priorizo, que têm a ver com as lutas que eu construo”, disse, ao se referir a Pacheco e Carlos Viana (Podemos).Questionada sobre a disputa ao Palácio Tiradentes, Áurea apontou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil como um nome competitivo para enfrentar o grupo do governador Romeu Zema (Novo). “Eu tenho uma alegria de ver a pré-candidatura do ex-prefeito Alexandre Kalil ao governo de Minas. Acho que o Kalil é um perfil de centro, que consegue também dialogar de forma mais próxima”, analisou. Durante a entrevista, Áurea ponderou, no entanto, que há diferenças políticas com o ex-prefeito da capital. “É claro que temos diferenças, podemos ter eventualmente divergências políticas”. Segundo a ex-deputada, já houve conversas do PSOL com o ex-prefeito. “Nós tivemos já algumas conversas e aproximações”, afirmou, ao destacar que vê potencial de diálogo no campo progressista.Na disputa ao Senado, a ex-deputada defendeu uma estratégia conjunta entre candidaturas progressistas e citou a possibilidade de composição com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). “Eu acredito demais nessa dobradinha. É possível votar em mim e votar na Marília Campos. Isso não gera nenhum prejuízo para nenhuma das candidaturas. Pelo contrário, é um reforço mútuo”, afirmou. Apesar disso, reconheceu que ainda não há definição. “Não tem uma sinalização. Acho que o partido, o PT, tem outras prioridades de composição”, disse, ao comentar a ausência de apoio público à proposta de dobradinha.Ao relembrar a eleição de 2018, Áurea avaliou que faltou articulação estratégica à esquerda, o que, segundo ela, teria contribuído para a derrota da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa pelo Senado em Minas. “Faltou essa estratégia em 2018 para a presidenta Dilma, na época que concorreu ao Senado por Minas Gerais e acabou sendo derrotada. O segundo voto faz muita diferença”, analisou.Ao justificar sua volta à disputa eleitoral, Áurea avaliou estar mais forte diante dos desafios da política. “Eu acho um desaforo que essa violência nos retire da política, porque é para isso que serve: para a gente sofrer tanto a ponto de não suportar e acabar sendo expulsa desses espaços”, afirmou. “Eu quero voltar para ser uma pedra no sapato desse sistema. Eu quero estar lá para dizer que mais de nós vamos entrar, para entrar e segurar a porta aberta”, completou.Questionada sobre os planos futuros, a pré-candidata ao Senado não descartou disputar novamente a Prefeitura de Belo Horizonte. “Sim, eu considero que outros caminhos são possíveis nesse retorno para uma presença ativa no cenário político de Belo Horizonte”, disse. A ex-deputada aproveitou também para criticar a gestão do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). “Não me representa. Mas é uma gestão que não tem abertura para o diálogo, para participação popular”, afirmou. Apesar disso, destacou positivamente a atuação da secretária municipal de Cultura, Cida Falabella (PSOL). “Eu fico aliviada de ter a Cida lá, apesar desse governo que é tão ruim, que tem tantos problemas de gestão, problemas de concepção da política em Belo Horizonte. É uma pessoa na qual eu confio muito e que eu sei que faz um trabalho de excelência”, declarou.Na última semana, a deputada federal por Minas Gerais Duda Salabert (PSOL) questionou a permanência de Cida Falabella no partido e falou em “infidelidade partidária”. “Na minha opinião, se configura como infidelidade partidária. E sou favorável que o partido tenha um debate mais profundo ou para retirá-la do partido ou para ela sair da Secretaria de Cultura. É um erro gravíssimo”, afirmou Duda, também em entrevista ao Café com Política.Pré-candidata do PSOL ao Senado defende rigor e não descarta impeachment de ministros do STFDurante a entrevista, Áurea Carolina também comentou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu maior rigor na conduta dos ministros. “Sem dúvida, eu defendo que exista mais rigor para conduta de ministros do STF”, afirmou. Ela não descartou apoiar pedidos de impeachment em caso de irregularidades. “Eu, sem dúvida nenhuma, estarei no Senado me posicionando criticamente, se for preciso, aderindo a pedidos de impeachment de ministros do STF, caso haja qualquer suspeita de irregularidade ou de não condizente com o trabalho no Judiciário”, disse. A pré-candidata também apontou excessos na atuação da Corte. “Não é de hoje que existe um excesso na atuação de ministros do STF. [...] A gente não pode defender condutas que não são adequadas”, concluiu.
-
514
Cledorvino Belini | Café com Política
Um novo Estado brasileiro. A Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) realiza nesta segunda-feira (27) um evento de encerramento do projeto “Reforma do Estado Brasileiro”. A iniciativa mobilizou especialistas, lideranças empresariais e representantes da sociedade civil. O presidente da ACMinas, Cledorvino Belini, explica o que, segundo ele, precisa ser revisto no Brasil. Ele cita temas como educação, segurança pública e as reformas econômica e administrativa. Belini defende que a reforma do Estado brasileiro seja prioridade e afirma que é necessário reduzir a burocracia para facilitar a vida de empresários e cidadãos.
-
513
Ronaldo Caiado | Café com Política
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) classificou como “deplorável” o atual nível de embate entre a classe política e o Supremo Tribunal Federal (STF). O goiano defendeu o resgate da “liturgia” dos cargos, evitando "picuinhas" e polarizações que, de acordo com ele, impedem o desenvolvimento do país. A avaliação do cenário foi feita em entrevista exclusiva ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (24/4) no canal no YouTube de O TEMPO.Ao ser questionado sobre os recentes embates envolvendo figuras políticas, como o ex-governador Romeu Zema (Novo), com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado citou sua experiência como médico para exemplificar que muitas pessoas rejeitam o “bate-boca” em favor de resultados práticos.“Na vida não dá para você ficar brigando se você não constrói. A polarização tomou conta e o Brasil só está perdendo tempo diante dos outros países do mundo”, afirma. “Ao governar, você não pode perder tempo com picuinhas. Esse tititi não chega na vida do cidadão.”Caiado nega que a crítica se volta especificamente ao ex-governador Romeu Zema. O mineiro tem trocado farpas com o ministro do STF Gilmar Mendes, em um embate que começou com Zema tratando os magistrados como “intocáveis” e escalou para reclamações sobre o sotaque e comparações a um boneco do ex-governador como homossexual.Na avaliação do ex-chefe do Executivo de Goiás, cargos como ministro do STF e presidente da República exigem uma “liturgia própria”, voltada para guardar a Constituição e o Estado Democrático de Direito. “Isso não é compatível com a Corte, nem do Supremo e nem da figura amanhã de um presidente da República”, argumenta. “Eu realmente fiquei triste ao ver esse nível com que o debate está caminhando por aí. Isso é deplorável na vida política de um país. E essas coisas precisam ter limites. Elas não podem extrapolar a ponto de amanhã comentar sobre o seu sotaque”, diz.Caiado propõe lista tríplice para ministros do STFDurante a entrevista, Caiado afirmou que, se eleito, uma das propostas que pretende apresentar ao Congresso Nacional envolve mudanças no processo de escolha de ministros para o STF. Para o ex-governador, o cargo não deve partir apenas de indicação do presidente da República. Desta forma, assim como acontece para outras funções, Caiado defende que haja uma lista tríplice apresentada por órgãos do Judiciário.Além disso, ele aponta a necessidade de ingresso na Corte com uma idade avançada, como aos 60 anos.“Você tem uma idade em que o status da condição de membro do Supremo de Tribunal Federal não seja por ser o seu amigo ou meu amigo, mas sim alguém que tem todo aquele conhecimento jurídico e um reconhecimento já na época bem avançada de sua vida, aos seus 60 anos de idade. Essa é uma tese que hoje ela é muito forte no Senado Federal. Que essas pessoas também possam ser não apenas a indicação única do presidente”, diz.Caso Master: Caiado vê conivência do governo Lula em escândaloDurante a entrevista ao Café com Política, o ex-governador de Goiás também foi questionado sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. Para Caiado, a situação da instituição financeira não teria atingido tal proporção “se não tivesse a conivência do governo federal”, em acusação direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).“Muitas dessas coisas não acontecem por acaso. Essa situação do Master envolve situações deploráveis, como aconteceu. Também ali você estende para o Congresso Nacional. E você chega também no Executivo. Isso é uma realidade. Ou seja, esse homem deu conta de contaminar todos os poderes”, diz, referenciando o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Aqueles que deveriam ter o poder no Brasil, se venderam pra ele.”
-
512
Leleco Pimentel | Café com Política
No "Café com Política" de hoje, recebemos o deputado estadual Leleco Pimentel (PT) para uma análise profunda e sem filtros sobre os bastidores do poder. Em um ano eleitoral que promete ser um dos mais acirrados da história, o deputado detalha a montagem dos palanques em Minas e as graves denúncias que cercam a oposição.Nesta entrevista, você vai conferir:O fator Rodrigo Pacheco: A mudança para o PSB, a "traição" sofrida no PSD e como ele se torna o principal palanque de Lula em Minas.Marília Campos e o Senado: Por que a prefeita de Contagem lidera as pesquisas e o que representa sua candidatura majoritária.Críticas pesadas ao Governo Zema/Simões: Leleco aponta o aumento da dívida mineira, o sucateamento das estradas e o leilão de escolas públicas.A Bomba "Vocare": O esquema de corrupção que envolve o clã Bolsonaro, delações premiadas e o temor da direita com o avanço das investigações.Geopolítica e Soberania: A influência de Donald Trump, a exploração de terras raras em Minas e a resistência da esquerda.
-
511
Duda Salabert | Café com Política
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) rejeitou apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo de Minas e defendeu o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) como principal nome da esquerda em Minas Gerais. Segundo ela, Kalil tem “uma relação muito maior com os movimentos populares” e “mais conexão popular” do que o senador.Questionada sobre a gestão e a candidatura do governador Mateus Simões (PSD) ao Palácio Tiradentes, a parlamentar ironizou: “Eu defendo unidade em torno do Mateus Simões para nossa alegria, para ele terminar as eleições com 4% ou 5% dos votos. Ele tem o carisma de uma pedra”, afirmou. Duda também criticou o senador Cleitinho (Republicanos), classificando sua atuação como “populista” e ironizou o plano de governo de Romeu Zema à presidência. “Eu não sei se foi o Romeu Zema que escreveu o plano de governo ou inteligência artificial”, pontuou.No cenário nacional, a deputada também criticou uma eventual candidatura presidenciail de Ciro Gomes (PSDB). “Eu acho que o Ciro é um ótimo candidato para perder as eleições”. Questionada sobre o convite do deputado Aécio Neves (PSDB) a candidatura de Ciro, Duda classificou a movimentações como “balela”. “Toda eleição é a mesma coisa”, afirmou. 'PDT se perdeu ideologicamente'Ao justificar sua saída do PDT e filiação ao PSOL, Duda disse que houve um distanciamento ideológico do antigo partido. Segundo ela, a legenda “se afastou do legado de Brizola”. "O PDT se perdeu ideologicamente. Aqui em Minas Gerais, o partido é base do Romeu Zema”, argumentou. A parlamentar também relembrou críticas feitas ao PSOL no passado, quando apontou “transfobia estrutural”, mas afirmou que o partido corrigiu falhas. “Hoje, o PSOL dá muito mais apoio para mulheres, pessoas negras, indígenas e pessoas trans”, justificou.Duda critica gestão de Damião e diz que governo de BH é 'de verniz' -Durante a entrevista, a deputada também criticou a gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), classificando o governo como superficial. “É um governo muito mais de verniz do que de questões profundas; Qual são os três maiores problemas de Belo Horizonte? Aumento da população em situação de rua, trânsito e a Lagoa da Pampulha. O Álvaro Damião não fez nada para combater isso”, afirmou.A deputada também questionou a permanência da vereadora licenciada Cida Falabella no PSOL após assumir a Secretaria de Cultura da capital. Para a deputada, há conflito político na decisão. “O PSOL não pode compor o governo do Álvaro Damião”. Segundo Duda, a situação pode configurar “infidelidade partidária” e deve ser debatida internamente pelo partido.
-
510
Fernando Breno - Prefeito de Coromandel | Café com Política
O prefeito de Coromandel, Fernando Breno Valadares Vieira, faz uma análise direta sobre a distribuição de recursos no Brasil e levanta um debate importante sobre o pacto federativo. Durante a entrevista ao Café com Política, ele afirma que os municípios estão sobrecarregados, recebendo menos recursos enquanto acumulam mais responsabilidades.Segundo ele, de cada 10 reais pagos em impostos, apenas 2 ficam nas cidades, o que compromete a capacidade de investimento e atendimento à população. O prefeito também critica os possíveis impactos da reforma tributária e defende uma revisão mais ampla da Constituição, adaptada à realidade atual do país.A entrevista traz reflexões sobre governança, eficiência da gestão pública e a necessidade de mudanças estruturais para melhorar a vida da população.
-
509
Wagner Ferreira | Café com Política
Neste episódio do "Café com Política", recebemos o vereador Wagner Ferreira (Rede Sustentabilidade) para um bate-papo franco sobre os principais desafios de Belo Horizonte e seus novos planos para o Estado de Minas Gerais.Wagner detalha seu projeto de lei que restringe a publicidade de casas de apostas (bets) na capital e alerta para os graves impactos na saúde mental e financeira das famílias. O vereador também explica os bastidores de sua saída amigável do Partido Verde, sua filiação à Rede e a pré-candidatura a Deputado Estadual em 2026.
-
508
Leninha | Café com Política
A presidente do PT em Minas Gerais e deputada estadual Leninha afirmou, em entrevista ao Café com Política, que o partido lamenta o possível afastamento de PSOL e Rede na disputa pelo governo de Minas, diante da aproximação das siglas com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), mas respeita a movimentação política do grupo. Segundo ela, embora o PT desejasse uma aliança mais ampla no campo da esquerda, a decisão é legítima.“Claro que pode acontecer. A gente lamenta esses desarranjos da esquerda, porque gostaria de ter esse palanque mais forte, mas respeita essa movimentação, que é legítima”, afirmou.Leninha também reconheceu que o partido já discute cenários alternativos caso o senador Rodrigo Pacheco (PSD) recue da disputa pelo governo de Minas. Segundo a dirigente, o PT não descarta lançar candidatura própria ao Palácio Tiradentes. “O nosso tema é avançar agora na proposta com o Pacheco, nosso governador. Mas, se ele não vier, a gente tem que recuar para fazer uma reanálise do contexto”, disse. “A gente vai discutir a estratégia para termos o nome para o governo de Minas Gerais, que também pode vir do PT.”Sobre a composição da chapa majoritária, a presidente do PT mineiro afirmou que o partido não condiciona alianças à indicação do vice-governador e que a prioridade está concentrada na candidatura de Marília Campos (PT) ao Senado. “Nós não vamos fazer nenhum tipo de imposição. A gente não carrega a vaidade de que o PT tem que estar na chapa de governador. Já temos uma conquista importante, que é a nossa pré-candidata ao Senado”, declarou.Segundo Leninha, o foco da legenda está integralmente voltado para a candidatura de Marília, sem discussão, neste momento, sobre um segundo nome petista para a disputa ao Senado. “Nosso foco é a pré-candidatura da Marília. A campanha dela é muito importante para nós. Hoje é isso”, disse.Apesar das indefinições, Leninha reiterou que o PT mantém a expectativa de que Pacheco confirme candidatura ao governo de Minas em 2026. De acordo com ela, a direção petista segue apostando no nome do senador, apontado desde o início pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como prioridade para encabeçar o palanque no Estado. “A nossa conversa com ele (Lula) é que, de fato, Pacheco será candidato. Publicamente não teve nada, mas, conosco, do PT, ele sempre tem uma relação muito respeitosa e educada, dizendo que as coisas vão se resolver. Eu espero que se resolva ele sendo o nosso candidato”, afirmou.No plano interno, Leninha destacou que os novos quadros recém-incorporados ao partido, como as deputadas estaduais Bella Gonçalves e Ana Paula Siqueira, fazem parte de uma estratégia voltada também para as eleições municipais. Segundo ela, o fortalecimento atual mira diretamente 2028. “Essa busca ativa foi no sentido de pensar pré-candidaturas que possam nos ajudar agora, mas já com o olho nas eleições para as cidades”, explicou.Sobre a unidade interna da legenda, após a disputa no comando estadual, Leninha afirmou que o período de tensões ficou para trás e garantiu coesão no partido em Minas. “Essa unidade já aconteceu pós-eleições. O PT tem isso: às vezes se divide para a disputa interna, mas depois unifica, porque a nossa luta é maior”, analisou.Ao avaliar os primeiros movimentos do governador Mateus Simões (PSD) no comando do Executivo mineiro, Leninha criticou a gestão e afirmou que não houve entregas concretas até agora. “É o lero-lero de sempre. Não tem entrega nenhuma. A pauta principal é falar do PT e do presidente Lula. Não tem pauta para anunciar para a sociedade”, criticou.A deputada também minimizou a pré-candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo), avaliando que sua projeção nacional é limitada. “Para fora de Minas Gerais não ecoa nada do Zema. Para mim, ele só é conhecido pelas coisas que fez, como comer banana com casca, fazer atividade física e lavar prato”, ironizou.
-
507
Jarbas Soares | Café com Política
O ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares (PSB), defendeu a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo de Minas e indicou que o parlamentar deve ampliar sua presença no estado nos próximos meses. Em entrevista ao Café com Política, no canal de O TEMPO no YouTube, Jarbas disse que a filiação de Pacheco ao PSB é um sinal claro de que ele entrará na disputa pelo Palácio Tiradentes. “Eu acho que o senador, se não fosse candidato, ele não teria se filiado", pontuouRecém-filiado ao PSB, Jarbas também confirmou que não pretende disputar vaga para deputado federal ou estadual e deixou claro que seu horizonte político está voltado para cargos majoritários. Segundo ele, uma composição como vice em eventual chapa encabeçada por Pacheco está no radar. “Eu não vou disputar eleição para deputado federal e deputado estadual. Pode ser que, dentro dessa composição, eu possa estar ao lado dele como vice”, declarou. Sobre uma eventual candidatura ao Senado, o ex-procurador ponderou que a disputa tende a ser contaminada por um debate que considera menor: “Eu vejo que a disputa no Senado vai estar um pouco contaminada de pessoas que são a favor e contra impeachment de ministro do Supremo. Eu acho essa discussão muito pequena”, avaliou. Questionado sobre cenário estadual, Jarbas descartou qualquer alinhamento com o governador em exercício Mateus Simões (PSD), a quem elogiou pessoalmente, mas de quem se distanciou politicamente. “Eu gosto muito do professor Matheus, acho ele uma pessoa formidável, de inteligência muito grande. Mas, sinceramente falando, eu não me vejo no campo político que ele busca. Essa chamada direita extremada também, a forma de ser, eu não me sinto à vontade no campo político que ele milita”, afirmou.Durante a entrevista, Jarbas também fez críticas à gestão de Romeu Zema (Novo). Para ele, Minas perdeu protagonismo nacional e carece de uma administração mais ousada. “Minas Gerais está nesse marasmo, vamos falar a verdade, está parada no tempo. Minas hoje é um estado atrasado”, pontuou. Na avaliação do ex-procurador, faltou ao atual governo capacidade de articulação institucional com Brasília. Segundo ele, os embates políticos de Zema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comprometeram interesses do estado: “Ele foi muito provocativo em relação ao presidente Lula e isso acabou prejudicando Minas”.Jarbas criticou ainda a escolha feita por Zema para o comando do Ministério Público de Minas Gerais, afirmando que a decisão interferiu negativamente em um processo interno de transição. “Na forma que foi, ele deu prejuízo muito grande para o Ministério Público. Ele (Zema) bagunçou o Ministério Público”, declarou, referindo-se à nomeação do procurador-geral Paulo de Tarso. Penduricalhos e STF Sobre o debate em torno dos chamados penduricalhos no Judiciário, Jarbas atribuiu o problema à defasagem acumulada nos subsídios das carreiras jurídicas. Segundo ele, a perda inflacionária desde 2004 chega a cerca de 50%, o que teria levado tribunais e órgãos a criarem mecanismos compensatórios. “O ideal é que o Congresso regulamente isto, defina o que pode e o que não pode”, afirmou, defendendo uma solução legislativa transparente para o tema.Ao analisar o caso envolvendo o Banco Master e a relação de ministros do Supremo Tribunal Federal com o empresário Daniel Vorcaro, Jarbas pregou cautela e disse que qualquer conclusão deve depender da apuração formal. “É preciso verificar realmente se tem esse envolvimento dos ministros com alguma coisa ilícita. As informações que nós temos são de imprensa, e eu, como promotor de Justiça, sempre faço avaliação com os autos na mão”, avaliou.O ex-procurador defendeu ainda padrões rigorosos de conduta para integrantes da Suprema Corte. “O ministro do Supremo, até porque chama Supremo, tem que ter muitas restrições, tem que ter uma vida quase franciscana”, afirmou, ressaltando que, embora magistrados devam manter contato com a comunidade jurídica, precisam observar limites éticos compatíveis com a função.
-
506
Flávio Roscoe | Café com Política
O presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL), acredita que os liberais caminham para ter uma chapa própria na disputa ao governo de Minas. As indefinições em torno das alianças nessa movimentação pré-eleitoral estariam contribuindo para o cenário, na avaliação dele. Roscoe comentou sobre as possibilidades para 2026 durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (15/4) no canal no YouTube de O TEMPO.Roscoe se licenciou da presidência da Fiemg no início do mês, após se filiar ao PL. A O TEMPO, ele afirma que tomou a medida para colocar o nome à disposição para o processo eleitoral. Pela experiência no setor privado, Roscoe afirma estar “mais preparado” para disputar cargo para o Poder Executivo.Entretanto, o cenário ainda está aberto, conforme o presidente licenciado da Fiemg. Outros pré-candidatos ao governo de Minas, como o atual chefe do Executivo, Mateus Simões (PSD), e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), estariam em conversas com o PL em busca de uma aliança. Conforme Roscoe, grande parte dessas discussões passam pelas lideranças nacionais, e, em sua avaliação, o cenário tem caminhado para uma candidatura própria do PL em Minas.“Eu coloco meu nome a disposição, mas de mim não depende. Eu quero contribuir com o processo. Se for possível, irei dar minha contribuição para o debate com o processo democrático”, afirma. “Depende dessa conjuntura nacional e eu acredito que o cenário ainda está em aberto, mas tende, nesse momento, para uma candidatura própria do PL.”Em um cenário de candidatura própria, o presidente da Fiemg também acredita que uma “chapa pura” de nomes do PL poderia ganhar força, caso não ocorra uma convergência com outros partidos.“Hoje, como as tratativas não avançaram e tem alguns obstáculos que precisam ser transpostos, eu diria que o cenário no momento mais provável é esse, mas ele não é certo. Ele é mais provável agora. Qualquer mudança pode tornar o mais provável em menos provável”, diz. “Mas acredito que o PL, optando por uma candidatura própria, efetivamente, todas as forças ali ligadas ao PL vão dar suporte a essa candidatura.”
-
505
Eduardo Cunha | Café com Política
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) minimizou as resistências enfrentadas nas articulações partidárias em Minas Gerais e afirmou que a rejeição acontece porque parlamentares temem perder espaço nas chapas proporcionais para nomes com potencial eleitoral elevado. Em entrevista ao Café com Política, exibida nesta terça-feira (14/4) no canal de O TEMPO no YouTube, Cunha, que pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, evitou antecipar ainda apoio a qualquer nome na corrida pelo governo mineiro, sinalizou, no entanto, simpatia pela candidatura de Marcelo Aro ao Senado, mas defendeu que seguirá a orientação do Republicanos nas eleições estaduais.“Eu estando no partido, eu vou ser obrigado a seguir o que o partido definir, mesmo que eu não goste. Então eu não vou ser indisciplinado partidariamente. Não dá para a gente ficar no partido e querer contra o partido”, afirmou o ex-deputado ao comentar uma possivel candidatura de Cleitinho (Republicanos) ao governo do Estado. Sobre a disputa ao Senado, no entanto, Cunha indicou preferência por Marcelo Aro (PP). “Aqui em Minas Gerais eu tenho, todo mundo sabe, uma relação com o Marcelo Aro, enfim, antiga. E eu pretendo, se possível, vou apoiá-lo ao Senado”.Eduardo Cunha minimiza resistências de partidos e diz que legendas rejeitam a nomes fortes por medo de perder cadeirasQuestionado sobre as dificuldades para encontrar espaço partidário em Minas, Eduardo Cunha minimizou resistências e atribuiu a rejeição ao sistema proporcional, no qual candidatos mais votados podem ameaçar a reeleição de parlamentares já mandatários. “Os partidos hoje e os deputados que estão nos partidos não querem outro deputado na legenda, senão ele corre o risco de perder o mandato”, pontuou.Sobre incômodos internos no Republicanos com sua filiação e desconfortos com Cleitinho, Cunha relativizou: “Vai ter sempre gente satisfeita com a presença, vai ter gente insatisfeita, isso sempre aconteceu em todos os lugares que eu tive e não vai ser diferente agora”, avaliou.“Minas reflete o Brasil”Cunha também rebateu críticas sobre sua candidatura em Minas Gerais e justificou a escolha do Estado como base eleitoral. Segundo ele, sua ligação com Minas se consolidou após mudança para Belo Horizonte e investimentos familiares no Estado. “ “Eu resolvi mudar minha vida política para Minas Gerais, por ser um Estado grande, um Estado que reflete a posição do país. Minas Gerais reflete o resultado do Brasil”.*“Zema fez bom trabalho, mas teve condições favoráveis”, afirma Eduardo CunhaAo analisar a gestão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Cunha avaliou positivamente o desempenho do mineiro, mas ponderou que houve fatores externos favoráveis. “Eu acho que o Romeu Zema fez um bom trabalho, embora ele teve condições favoráveis a ele para isso. O acidente de Brumadinho permitiu o ingresso de indenização no caixa do Estado, e ele teve também adiamento do pagamento da dívida com a União”, analisou.“Não há espaço para terceira via no país”, afirma Eduardo CunhaSobre a disputa presidencial de 2026, Cunha descartou espaço para candidaturas alternativas fora da polarização. “A eleição já está polarizada de uma tal maneira que, até por ser uma eleição de rejeição, ela já está definida”, afirmou o ex-deputado, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro à presidência. Eduardo Cunha diz não se arrepender de impeachment de Dilma: “Se pudesse, teria feito mais rápido”Figura central no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Cunha afirmou que não se arrepende da condução do processo. “Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada”, afirmou o ex-presidente da Câmara, que ainda sustentou que o afastamento de Dilma abriu caminho para o avanço da direita no país: “Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido Bolsonaro presidente da República”.Ao comentar o programa Pé-de-Meia, Cunha comparou a iniciativa às pedaladas fiscais atribuídas a Dilma. “O Lula, com o programa Pé-de-Meia, se ele não tivesse tido uma decisão do Tribunal de Contas legitimando o que ele fez, ele poderia sofrer impeachment. Ele fez exatamente a mesma coisa que a Dilma fez”, afirmou.Eduardo Cunha sai em defesa de Hugo Motta: “Ele está preso ao consenso”Durante a entrevista, Cunha também saiu em defesa do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após as críticas sobre falta de firmeza no comando da Casa. “Ele está cumprindo os compromissos dele. Ele pode passar às vezes a sensação de indecisão, mas não é isso. É a tentativa de conciliação”, avaliou.Ao analisar o protagonismo do Congresso no Orçamento, Cunha disse que fortalecimento do parlamento se deve a ele. “Isso foi graças a mim, porque eu aprovei a emenda impositiva. (...) Eu fui o precursor da introdução do fortalecimento do Poder Legislativo”, disse.Caso MasterSobre o escândalo envolvendo o Banco Master, Cunha criticou a atuação do Banco Central. “A maior falha foi de fiscalização, porque jamais um Banco Central poderia deixar chegar no estágio que chegou. É impossível não ter detectado sinais”, comentou.Crise no Rio de JaneiroAo comentar a crise institucional no Rio, Cunha defendeu que a sucessão no governo estadual siga o rito constitucional. “Tem que ter uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa para cumprir o resto do mandato. Isso é o que manda a Constituição”, afirmou.“O Rio está hoje na mão do crime fisicamente. Se não recuperar o controle físico, você não vai poder recuperar o controle político”.
-
504
Otacilinho, Prefeito de Conceição do Mato Dentro | Café com Política
O prefeito de Conceição do Mato Dentro e presidente estadual do PSB em Minas Gerais, Otacílio Neto Costa Mattos (Otacilinho), fala sobre a situação da cidade, as prioridades administrativas e os trabalhos da atual gestão. Ele também comenta as conversas e parcerias para as eleições de 2026. Segundo o prefeito, o partido busca ampliar o diálogo e construir alianças, com expectativa em torno de uma possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco, recém-filiado à legenda, ao governo do Estado.
-
503
Ricardo Faria | Café com Política
O prefeito de Contagem, Ricardo Faria (PSD), vem tentando evitar antecipar o debate eleitoral. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube na sexta-feira (10/4), o chefe do Executivo afirmou que não há como declarar apoio neste momento, mesmo sendo do mesmo partido do vice-governador Mateus Simões. Segundo Faria, a definição só deve ocorrer após as convenções partidárias.“Eu nem sei quem vai ser candidato; A gente vai definir para quem que a gente vai e vai ter apoio, mas certamente o que eu posso te garantir é que eu estarei no palanque da senadora Marília Campos”, pontuu. Questionado sobre o governador Mateus Simões, o prefeito adotou um tom cauteloso e avaliou que Simões ainda está em processo de consolidação política. “Ele está se construindo. Ele foi um vice governador também atuante, muito próximo da gestão e está agora nesse desafio também de percorrer o Estado”, avaliou.Apesar de filiado ao PSD, o prefeito reforçou alinhamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e minimizou possíveis impactos da pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ao Planalto. “ Eu acho que eles (PSD) sabem da minha orientação política. Sabem da forma com que eu conduzo”, analisou o prefeito, que frisou ainda que a política partidária é dinâmica: “A política é muito dinâmica, sobretudo a política partidária”.Durante a entrevista, Faria descartou deixar o PSD e elogiou a condução do partido em Minas. “Total afinidade. É um partido que tem um potencial de crescimento enorme". Apoio político e relação institucionalQuestionado sobre apoio a parlamentares nas eleições deste ano, o prefeito afirmou que adotará um critério pragmático. “Nós vamos apoiar os candidatos que estão sempre ajudando a cidade, que estão colocando emendas na cidade”, afirmou.Durante a entrevista, Faria também prometeu manter uma relação estável com a Câmara Municipal. “A gente tem uma relação muito estreita com a Câmara, uma relação harmoniosa de que a base permaneça”. Segundo Faria, não há, neste momento, uma pauta prioritária de projetos a ser enviada ao Legislativo, embora aponte a necessidade de modernização administrativa. “A gente tem desafios, que a gente precisa de construir algumas legislações para poder modernizar a máquina pública.”Sobre a base política, o prefeito classificou o PT como aliado importante, mas evitou falar em cenários futuros. Transporte e obras estruturantesNa área de mobilidade, Faria afirmou que o sistema integrado de transporte de Contagem deve começar a operar em 2027, com testes previstos para o início do ano. “Até o final desse ano e início do próximo ano, a gente inicia os testes para que ele possa estar funcionando”, explicou o prefeito, destacando que o início deve ocorrer em janeiro, período de menor fluxo na cidade.Já sobre as obras na BR-381, na Fernão Dias, o prefeito cobrou agilidade da concessionária e destacou os impactos na mobilidade urbana. “A gente está aguardando isso, porque a gente fica ilhado ali. E as pessoas? Elas não conseguem passar a integrar a cidade de um lado para o outro”, afirmou.Continuidade, gestão e prioridadesAo assumir o comando da prefeitura após a saída de Marília Campos (PT), Faria prometeu dar continuidade à gestão, mas com marca própria. “É um governo de continuidade”, afirmou, destacando que pretende manter o diálogo com a população e fortalecer mecanismos de participação.Ele também indicou foco na modernização da administração e na atração de investimentos. “A gente precisa de avançar cada vez mais para a gente possa criar um ambiente que traga mais celeridade no que diz respeito aos investimentos”.Sobre a equipe, o prefeito sinalizou manutenção do secretariado. “Time que está ganhando não se mexe”, afirmou, citando o alto índice de aprovação da gestão anterior.Faria descartou ainda discutir reeleição neste momento. “Está muito prematuro ainda, não estamos pensando nisso. O nosso trabalho está focado e dedicado em cumprir esse mandato”, disse.Na área fiscal, ele defendeu a manutenção de um IPTU equilibrado. “A gente vai trabalhar nessa perspectiva de justiça social, uma cidade que cobre um IPTU justo”, afirmou, acrescentando que o tema já foi superado no município.
-
502
Marília Melo, presidente da Copasa | Café com Política
A presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, disse em entrevista ao Café com Política, que o governo de Minas irá manter 5% das ações da companhia após conclusão do processo de desestatização. Ainda segundo a presidente da estatal, o governo também vai manter poder de veto em pontos estratégicos. Autorizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no final do ano passada, a venda da companhia deve ser concretizada ainda no primeiro semestre deste ano.
-
501
Álvaro Damião | Café com Política
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), criticou o projeto do Rodoanel e defendeu que os investimentos em mobilidade urbana priorizem a recuperação do Anel Rodoviário já existente. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube nesta quarta-feira (8/4), o chefe do Executivo questionou a criação de novas estruturas antes da solução dos problemas atuais. “Nós já temos o Anel Rodoviário. Por que você vai fazer o Rodoanel se você não tem o Anel rodoviário da forma como você gostaria de ter? Por que fazer outro se o atual não está pronto?”, afirmou.Questionado sobre o aumento de radares no Anel, Damião defendeu medidas mais rígidas de fiscalização para reduzir acidentes e cobrou mudança de comportamento dos motoristas, especialmente de veículos pesados. Segundo ele, ações educativas não têm sido suficientes. “Mas isso tem que ser na marra, infelizmente. Tem que ser na marra, porque se for só na educação, só na placa lá em cima, falando ‘utilize a faixa da direita’, não utiliza, não. Caminhão anda na faixa da esquerda, carro pequeno anda na faixa da direita, e aí você tem acidente o tempo inteiro”, disse.Durante a entrevista, Damião classificou ainda o subsídio pago pelo município ao transporte coletivo como um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento. “Ele é o vilão. Mas o que você quer que eu faça? Se eu não subsidiar, a passagem vai lá para cima e quem paga é o trabalhador”, afirmou. O prefeito voltou a defender uma solução nacional para o financiamento do sistema. “Eu apresentei para o presidente uma proposta de nós criarmos no Brasil o SUS do transporte público, porque não é possível que só o município fique responsável por isso”, disse.Ao comentar a previsão de déficit no orçamento da prefeitura, Damião negou cortes na área da saúde e afirmou que a estratégia da gestão passa por reorganização administrativa. “Não tem corte. O que nós estamos fazendo é o remanejamento, é ajustar a máquina para gastar melhor”, pontuou. O prefeito citou ainda a necessidade de revisão de funções dentro da administração municipal. “Às vezes tem três pessoas fazendo a mesma coisa. Para que três pessoas fazendo a mesma coisa? Então é isso que a gente está corrigindo”, afirmou.Sobre o pedido de empréstimo de R$ 420 milhões voltado à área ambiental, Damião disse que os recursos serão aplicados em ações estruturais, como drenagem e combate a lixões, ainda que não tragam retorno político imediato. “É obra que não aparece, é obra que não dá voto, mas é necessária. Se você não fizer drenagem, se você não cuidar da cidade, o problema volta lá na frente”, declarou.Ao comentar a atuação da prefeitura no entorno da Arena MRV, o prefeito afirmou que o poder público não deve atuar como sócio de empreendimentos privados. “Para mim, empreendedor não é sócio da prefeitura. A prefeitura não pode ser sócia de quem quer empreender na cidade. A prefeitura tem que dar condição para que a cidade funcione”, declarou.Relação política Na articulação política, o prefeito negou qualquer desgaste com o PSD após a morte do ex-prefeito Fuad Noman e afirmou que a relação com o partido segue institucional. “Nunca teve, nunca teve problema. Da minha parte, depois da morte do Fuad, eu conversei com todos os partidos, inclusive com o PSD”, disse. Segundo ele, a legenda permanece na base aliada. “Os três vereadores do PSD são da base, continuam na base. Não tem problema nenhum com o PSD”, afirmou.Sobre o cenário eleitoral em Minas Gerais, Damião disse que a federação entre União Brasil e PP não tem compromisso prévio de apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) em uma eventual disputa pelo governo do Estado. “Não tem nada definido. Vai depender das propostas, do que for melhor para Belo Horizonte, para Minas Gerais. A gente vai conversar lá na frente”, afirmou. Ele também ponderou que o cenário ainda é incerto. “Não tem por que definir agora, até porque tem candidato que não sabe nem se vai ser candidato”, disse.Questionado sobre a ausência na posse de Simões, o prefeito negou motivação política. “Não tem nada a ver com política, não tem lado A nem lado B nisso. Foi questão de agenda”, afirmou.Apesar da indefinição para o governo estadual, Damião declarou apoio ao ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) para o Senado. “Esse compromisso é meu”, disse.
-
500
Elisa Araújo | Café com Política
A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (PSD), afirmou que o atual modelo de financiamento do transporte público urbano é insustentável para os municípios e defendeu a criação de uma fonte permanente de subsídio por parte do governo federal. Segundo ela, sem uma mudança estrutural, cidades de médio e grande porte correm o risco de enfrentar o colapso do sistema.A declaração foi feita durante participação no Café com Política, podcast do canal de O TEMPO no YouTube, com a apresentação de Léo Mendes. Elisa explicou que Uberaba vai destinar cerca de R$ 26 milhões em subsídio ao transporte público em 2026, um custo que, segundo a prefeita, não existia antes da pandemia. “Esse recurso poderia estar sendo aplicado em outras áreas, como saúde e educação, mas precisamos garantir que o trabalhador consiga se deslocar”, afirmou.A prefeita fez um apelo direto ao Congresso Nacional e ao governo federal. “Não dá para os municípios continuarem custeando sozinhos. A mobilidade urbana precisa ser tratada como uma política pública nacional”, disse. De acordo com Elisa, com um modelo de financiamento compartilhado, a tarifa em Uberaba poderia cair de R$ 6 para algo próximo de R$ 2.Durante a entrevista, Elisa também fez um balanço do segundo mandato à frente da prefeitura. Destacou ações na área social, como a implantação do restaurante popular após uma década de espera, a reabertura de um parque urbano fechado há mais de 20 anos e a ampliação do atendimento à saúde infantil, com a abertura de um pronto-socorro pediátrico no Hospital Regional, reduzindo filas e tempo de espera.A prefeita comentou ainda a relação institucional com o governo de Minas, elogiou a gestão de Romeu Zema (Novo) e afirmou ter expectativa positiva com a continuidade administrativa sob Matheus Simões (PSD). Segundo ela, a parceria com o Estado garantiu repasses em dia e apoio a projetos estruturantes no município.Na pauta política, Elisa defendeu mais diálogo entre diferentes campos ideológicos, disse não acreditar em confrontos como estratégia de gestão e reforçou a importância de ampliar a participação feminina na política. A prefeita também citou ações voltadas ao combate à violência contra a mulher e programas de acolhimento e capacitação para romper ciclos de violência.Ao final, destacou que pretende concluir o mandato com foco em planejamento, transparência e responsabilidade fiscal. “Quem não deve, não teme. É com integridade e bom uso do dinheiro público que a gente transforma a vida das pessoas e prepara a cidade para o futuro”, concluiu.
-
499
André Quintão | Café com Política
O secretário nacional de Assistência Social, André Quintão, afirmou que o PT precisa ampliar alianças para ser competitivo em Minas Gerais e defendeu a união do campo progressista no Estado. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube nesta segunda-feira (6/4), o ex-deputado estadual também falou sobre sua saída do governo federal, o cenário eleitoral em Minas Gerais e fez críticas à gestão Zema.Para Quintão, a construção política em Minas precisa ser ampla e baseada no diálogo entre diferentes forças. “O PT sozinho, é difícil ganhar uma eleição nesse momento aqui em Minas”, afirmou. Segundo ele, a saída é construir uma frente mais abrangente. “É importante [...] que nós busquemos uma unidade desse campo progressista em Minas Gerais, também com outros partidos”, pontuou o secretário, que fez um alerta: “Se você começa com a exclusão, não é um bom caminho”.Questionado sobre a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas e as críticas do ex-dirigente ao PT e ao presidente Lula (PT), Quintão minimzou e reforçou a importância da unidade política. “O meu convívio com o ex-prefeito Kalil na campanha (de 2022) foi excelente. Criamos uma relação muito sólida, hoje em dia converso pouquíssimo, estou morando em Brasília, dedicado ao projeto nacional. Agora, Kalil tem suas críticas ao PT, como setores do PT também têm suas críticas à forma dele fazer política”, avaliou.Ainda assim, Quintã defendeu a construção de alianças mais amplas. “É muito importante em Minas a construção de um campo democrático que se oponha a esse campo conservador”, pontuou. “Nós temos que buscar o maior diálogo possível com todos aqueles que pensam ou pelo menos convergem em ideias básicas de inclusão social, de defesa da democracia, de respeito ao cidadão”.Durante a entrevista, o secretário confirmou que pretende deixar o cargo em breve no governo federal para participar das eleições em Minas Gerais. “Quero participar do processo político em Minas Gerais”, afirmou. Ele indicou que a decisão passa pela necessidade de atuar mais diretamente no cenário local. “Provavelmente estarei já nos próximos dias também me desincompatibilizando”, disse. Sobre o futuro político, sinalizou uma possível candidatura ao Legislativo estadual: “Talvez uma vaga na Assembleia, ouvindo as pessoas, ouvindo os movimentos sociais”.Questionado sobre a disputa ao Senado, o ex-deputado elogiou a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). “Dentro do PT, o nome da Marília é unanimidade”, afirmou. Segundo ele, a petista reúne condições para a disputa. “Tem todas as condições de ser eleita”, disse. Ainda assim, reforçou a importância de uma construção coletiva. “Numa construção coletiva é importante ouvir todos”, ponderou.Ao avaliar o cenário eleitoral e a possível candidatura do governador Romeu Zema (Novo) à Presidência, Quintão foi crítico à gestão estadual. “Se ele for mostrar para o Brasil o que ele fez em Minas Gerais, ele terá pouca chance eleitoral”, afirmou. O secretário de Lula também apontou falta de avanços em áreas essenciais. “A gente não sente melhorias significativas em políticas públicas fundamentais, como saúde, educação, segurança”, disse.BalançoNa área social, o secretário destacou as mudanças no Bolsa Família e o reforço no combate a irregularidades. “Quem precisa está dentro, quem não precisa está fora”, afirmou. Ele explicou que o governo investiu na atualização do Cadastro Único e no cruzamento de informações. “Há um processo permanente de atualização cadastral [...] com a modernização tecnológica, que permite todos os dias o cruzamento de base de dados”, disse.Quintão afirmou ainda que as políticas sociais do governo têm como meta promover mudanças estruturais. “Você rompe com o que a gente chama de ciclo geracional e vicioso da pobreza”, avaliou. Segundo ele, a estratégia envolve garantir renda básica e ampliar oportunidades. “Você apoia a família para que os filhos e netos tenham uma condição melhor do que seus pais”, disse.O secretário também destacou medidas voltadas à autonomia das famílias. “Uma outra mudança importante é a regra de proteção àquela pessoa que recém ingressa no mercado de trabalho”, afirmou.
-
498
Dandara Tonantzin, deputada federal | Café com Política
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT) relata como um episódio de racismo marcou sua trajetória e influenciou sua atuação política. Na entrevista, a parlamentar mineira também comenta o desfecho da CPMI do INSS, critica as isenções fiscais concedidas pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema — que, segundo ela, teriam causado perda de milhões em arrecadação para o Estado — e avalia o cenário eleitoral para 2026.
-
497
Bella Gonçalves | Café com Política
A deputada estadual Bella Gonçalves (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (2/4) no canal de O TEMPO no YouTube, que a decisão de deixar o PSOL e se filiar ao PT foi motivada por uma avaliação estratégica sobre o papel das forças de esquerda no país. Segundo a parlamentar, o PT oferece melhores condições de enfrentamento à direita e maior capilaridade territorial.“Essa foi uma decisão muito debatida com o grupo político do qual eu faço parte, e a gente compreende que hoje o PT está mais bem posicionado no enfrentamento à extrema direita e também na discussão sobre o que será o futuro da esquerda”, pontuou.Segundo a deputada, a estrutura do PT foi determinante para a escolha. “O que o PT tem de bom? Eu acho que o tamanho e a capilaridade. Eu acho que o PT existe em quase todas as cidades de Minas Gerais e do Brasil, tem uma militância muito robusta, uma militância popular e de movimentos sociais”, avaliou a parlamentar, que negou qualquer ruptura com o PSOL. “Eu não saí com nenhuma mágoa, muito pelo contrário. Liguei para o presidente nacional, para o presidente estadual, conversei com as minhas amigas que ficam no partido. Eu amo o PSOL e vou defender o PSOL sempre”, afirmou.Deputada aposta em base de Lula para “entregar coisas reais”Ao comentar a possibilidade de deixar a atuação tradicional na oposição para integrar a base do governo federal em uma eventual disputa à Câmara dos Deputados, Bella afirmou que vê no novo cenário a chance de ampliar resultados concretos para a população. Hoje atuando em bancadas de oposição, a deputada disse que a mudança pode permitir avanços mais efetivos.Segundo ela, a experiência na oposição é importante, mas tem limitações. “Não que eu ache pouco importante o trabalho que eu faço na Assembleia. A gente tem sido ponta de defesa das estatais, de defesa dos direitos sociais. Mas resistir, resistir e resistir precisa também ceder lugar para a gente construir projetos de esperança”, avaliou.Para Bella, integrar a base do presidente Lula em uma eventual reeleição pode fortalecer pautas sociais. “Eu acho que, sendo base do presidente Lula, eu vou conseguir fazer muito mais coisas do que eu faço hoje, como uma deputada de oposição”, afirmou.Deputada critica Damião e não descarta candidatura à prefeitura em 2028Questionada sobre a gestão do prefeito Álvaro Damião (União), Bella criticou decisões recentes. “Eu acho que o Álvaro Damião está pecando um pouco em abandonar o diálogo com setores populares. A flexibilização do Plano Diretor, com a aprovação desse projeto de especulação imobiliária no Centro, é lamentável”, afirmou.A deputada não descartou disputar a Prefeitura de Belo Horizonte no futuro. “Eu tenho um sonho muito grande de ser prefeita de Belo Horizonte. Por isso, no futuro, não descarto lançar uma pré-candidatura e uma candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte”, disse.Bella também mencionou que a mudança de partido pode ter relação com esse projeto político. “Eu acho que a gente precisa estar em lugares grandes para alcançar postos importantes”, completou.Bella Gonçalves chama Mateus Simões de “autoritário” e critica atuação contra órgãos de controle: “não gosta de democracia”Durante a entrevista, a deputada fez duras críticas ao governador Mateus Simões (PSD), especialmente em relação à postura diante de instituições de controle. “O governador é um déspota e um autoritário. Pensar que ele disse para a Justiça Federal que ela tem um prazo de 15 dias para resolver o problema do Rodoanel, que está intervindo em debates da Escola Cívico-Militar, como se não fosse prerrogativa do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas fiscalizar a sua atuação enquanto governador”, pontuou.Na avaliação da deputada, o comportamento de Simões demonstra desrespeito à democracia. “De fato, ele não gosta de democracia, mas a verdade é que esses órgãos estão aí controlando as irregularidades do Estado”, afirmou.
-
496
Marcelo Aro, secretário de Estado de Minas Gerais | Café com Política
O secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, anunciou sua saída do governo e falou sobre o legado à frente da gestão, os bastidores da política mineira e os planos para as eleições de 2026.Em entrevista ao Café com Política, Aro destacou avanços em políticas públicas, especialmente voltadas para pessoas com deficiência e doenças raras, como a ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais. Ele também defendeu a articulação política que garantiu a aprovação de projetos do governo na Assembleia Legislativa.De olho no Senado, Aro afirmou estar confiante na pré-candidatura e analisou o cenário eleitoral, incluindo alianças, disputas internas na direita e possíveis nomes na corrida pelo governo do estado.
-
495
Macaé Evaristo, Ministra dos Direitos Humanos e Cidadania | Café com Política
A ministra mineira Macaé Evaristo (PT), que deixa hoje a pasta dos Direitos Humanos e Cidadania, assumiu o ministério em meio a uma crise que colocou o órgão no centro das atenções, em setembro de 2024. À época, vieram à tona denúncias de assédio sexual contra o então ministro Silvio Almeida, que tinha trajetória consolidada na área de direitos humanos.Em entrevista exclusiva ao Café com Política, Macaé afirmou que o impacto das denúncias levou ao fortalecimento dos mecanismos internos de controle e acolhimento no ministério.“Nós acabamos saindo mais fortes desse episódio, como ministério, no sentido da sua reestruturação, de fortalecimento das secretarias e de uma atuação conjunta, porque é um ministério que tem muitas áreas”, afirmou Macaé, ao ser questionada se as denúncias contra o ex-ministro poderiam enfraquecer ou fortalecer a atuação.
-
494
Prefeito de Santa Bárbara do Tugúrio, Donatinho | Café com Política
A necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura viária e o fortalecimento das atividades econômicas locais marcaram a participação do prefeito José Antônio Alves Donato (PSD), conhecido como Donatinho, no Café com Política, com a apresentação do jornalista Léo Mendes.À frente de Santa Bárbara do Tugúrio, município com cerca de 4 mil habitantes na Zona da Mata mineira, o gestor destacou que a recuperação da MG-448 é estratégica não apenas para a cidade, mas para toda a região.Segundo o prefeito, a rodovia apresenta trechos sem sinalização adequada, pavimentação precária e alto risco de acidentes, especialmente na serra que liga o município a importantes eixos rodoviários. “Essa é uma pauta permanente da nossa gestão. A MG-448 não atende só Santa Bárbara do Tugúrio, ela é rota de escoamento da produção agrícola e industrial de várias cidades, ligando Minas à Bahia, ao Espírito Santo e ao Norte do Rio de Janeiro”, salientou.Donatinho afirma que já realizou dezenas de reuniões com órgãos estaduais e federais em busca de recursos para a obra, estimada anteriormente em mais de R$ 10 milhões, mas ainda sem execução. Para ele, a solução passa por uma articulação conjunta entre prefeitos da região. “Não é uma demanda isolada. Estamos falando de logística, competitividade e, principalmente, segurança. Muitas vidas já se perderam ali”, disse.No campo econômico, o prefeito ressaltou que o município ainda depende fortemente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas vem investindo no fortalecimento da agricultura familiar. A banana segue como principal símbolo local, e novas frentes, como o cultivo de café, começam a ganhar espaço. “A agricultura é o motor da nossa economia. Temos dado apoio técnico aos produtores, com capacitação e parcerias, para ampliar a produção e gerar renda”, destacou.O potencial turístico também foi apontado como eixo de desenvolvimento de médio e longo prazo. Com nascentes, cachoeiras e áreas de preservação ambiental, Santa Bárbara do Tugúrio iniciou a criação de marcos legais para estruturar um turismo sustentável. “Não é algo que se constrói do dia para a noite. Exige planejamento, respeito ambiental e, novamente, boas estradas. Sem acesso seguro, o turismo não se sustenta”, concluiu o prefeito de Santa Bárbara do Tugúrio, Donatinho.A entrevista completa do Café com Política está no canal de O TEMPO no Youtube.
-
493
Helton Júnior | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte Helton Júnior (PSD) afirmou que o partido lhe dá liberdade política e evitou garantir apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) em uma eventual disputa pelo governo de Minas Gerais. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o vereador destacou que ainda é cedo para definições eleitorais.Segundo o parlamentar, não há alinhamento automático dentro da sigla. “O PSD sempre me respeitou enquanto um quadro que é progressista, que tem pautas muito especificamente consolidadas e que tem autonomia para trabalhar essas pautas”, afirmou. De acordo com Helton, o apoio dependerá da consolidação das candidaturas. “É muito cedo falar de apoio, porque não tem candidatos consolidados ainda. Depois, quando tiver apresentado o projeto, tiver com candidatura registrada, aí sim [...] vou escolher um bom candidato a governador e irá apoiá-lo.”Na avaliação da gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, Helton Júnior classificou o desempenho como positivo e atribuiu “nota 8” ao governo. Ele também afirmou que, após desgastes no início da administração, voltou a integrar a base aliada. “A relação está positiva. Eu não levo nenhum tipo de mágoa [...] estou na base de novo e para contribuir”, disse. Apesar disso, ponderou que não há alinhamento irrestrito: “Os projetos que são importantes para a cidade a gente vai sempre apoiar. E aquilo que a gente entende que não é adequado, o nosso posicionamento segue firme.”Um dos pontos de divergência no início da gestão foi o debate sobre a tarifa zero no transporte público. O vereador minimizou disputas políticas em torno do tema e elogiou a implementação da gratuidade aos domingos. “Eu não morro de vontade de ser o pai da criança. Para mim, o importante é que a coisa avance”, afirmou. Ele avaliou que a medida representa um avanço social. “Que bom que as pessoas podem usar. Que bom que gente simples que não tem recurso para poder pagar tarifa está podendo gastar aquele dinheiro com outra coisa”Ao tratar do transporte público, o vereador criticou a falta de punição às empresas concessionárias. Segundo ele, há falhas na fiscalização do serviço. “A gente tem, por exemplo, nesse momento, mais de 36 mil multas que foram emitidas [...] que ainda não foram cobradas”, disse. Para o vereador, a ausência de penalidades compromete a qualidade do sistema. “Se eu fiscalizo, mas não penalizo, será que eu estou realmente fiscalizando?”Na área cultural, o parlamentar falou sobre as dificuldades da Prefeitura de Belo Horizonte em captar patrocínios para o Carnaval. Ele avaliou que é necessário aprimorar o diálogo com o setor privado. “Eu entendo que talvez a divulgação pode melhorar, a interlocução da prefeitura com o setor privado pode melhorar”, afirmou. Apesar disso, defendeu a manutenção do modelo da festa. “O carnaval precisa acontecer [...] porque o ganho com o carnaval é muito significativo.”Durante a entrevista, o parlamentar abordou também os impactos das chuvas na capital e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Para ele, não é possível afirmar que a cidade esteja totalmente preparada para eventos extremos. “Nunca estaremos prontos. Estamos nos preparando”, disse. O vereador ressaltou que o cenário exige investimentos contínuos e planejamento permanente. “Sempre vai ter uma chuva pior [...] então é importante que isso seja contínuo para que a prefeitura realmente dê conta de preservar as vidas e evitar prejuízos.”
-
492
Deputado Federal Padre João | Café com Política
A regulamentação do trabalho por aplicativos foi um dos principais pontos da entrevista do deputado federal Padre João ao Café com Política, com a apresentação do jornalista Léo Mendes.Autor de uma das propostas em tramitação no Congresso sobre o tema, o parlamentar defendeu a criação de um piso remuneratório, acesso à Previdência e garantias mínimas de proteção social para motoristas e entregadores, hoje submetidos, segundo ele, a um modelo de precarização disfarçado de empreendedorismo.Durante a conversa, Padre João afirmou que a ausência de regras claras transfere todos os riscos da atividade ao trabalhador. “Essas pessoas vendem sua força de trabalho, mas não têm cobertura em caso de acidente, doença ou maternidade. Não se trata de imposto, mas de investimento na dignidade e na qualidade de vida”, disse, ao comparar a situação dos trabalhadores de aplicativos à de categorias que já conquistaram reconhecimento previdenciário, como agricultores familiares e pescadores.Com trajetória de mais de duas décadas na vida pública (incluindo mandatos como deputado estadual e atualmente no quarto mandato federal), o parlamentar destacou que sua atuação sempre esteve ligada às pautas sociais. Natural de Urucânia, na Zona da Mata mineira, com domicílio eleitoral em Ouro Branco, na região Central de Minas, Padre João mantém vínculo com a Arquidiocese de Mariana e avalia que a política é um espaço legítimo para a promoção do bem comum. “Tudo na nossa vida passa pela política: da água que bebemos ao preço dos alimentos”, afirmou.Outro tema central da entrevista foi o modelo atual das emendas parlamentares. O deputado criticou o que chamou de “sequestro do Orçamento da União” e defendeu maior transparência na destinação dos recursos. Para ele, a pulverização das verbas compromete políticas estruturantes e amplia desigualdades regionais. Padre João elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal e do ministro Flávio Dino na exigência de planos de trabalho e mecanismos de controle.O parlamentar também analisou o cenário eleitoral de 2026, que classificou como desafiador. Segundo ele, o avanço da extrema direita, o uso intensivo de fake news e o impacto da inteligência artificial no processo eleitoral exigem atenção redobrada das instituições. Apesar disso, demonstrou confiança na capacidade de reorganização do campo progressista, inclusive em Minas Gerais, onde o PT busca ampliar sua bancada.Na área dos direitos humanos, Padre João destacou avanços recentes no combate à violência contra a mulher, como o Pacto Nacional contra o Feminicídio e o endurecimento das penas. Ele ressaltou que a consolidação dessas políticas depende da atuação conjunta da União, estados e municípios. Ao final, alertou para os riscos de classificar facções criminosas como organizações terroristas, medida que, segundo ele, pode abrir espaço para interferências externas e ameaçar a soberania do país.A entrevista completa do Café com Política está no canal de O TEMPO no Youtube.
-
491
Professora Nara | Café com Política
A professora Nara assume uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte após a saída de Cida Falabella para a Secretaria de Cultura. Com mais de 30 anos de atuação na educação pública, a nova vereadora chega com foco na defesa da educação, no combate às desigualdades sociais e no fortalecimento de políticas públicas para comunidades periféricas.Durante entrevista ao Café com Política, Nara destacou a importância do diálogo no Legislativo, reforçou a necessidade de valorização dos profissionais da educação e defendeu mais ações voltadas para crianças, jovens e idosos. A vereadora também abordou temas como violência contra a mulher, inclusão social e o papel da cultura na transformação das comunidades.
-
490
Rafael Paiva | Café com Política
A saúde digital é uma realidade que veio para ficar. De acordo com o assessor-chefe de Tecnologia e Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Rafael Paiva, o estado vem trabalhando em parceria com os municípios mineiros para implementar a digitalização dos serviços, além de modernizar e integrar processos.No Café com Política, Rafael apresenta novidades. Entre elas está a criação de uma ferramenta que permitirá, em breve, que gestores municipais acompanhem o mapa da saúde em seus municípios, facilitando o planejamento e a tomada de decisões.
-
489
Bim da Ambulância | Café com Política
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira no início do ano deixaram mortos, desaparecidos e cidades devastadas. No Café com Política, o deputado estadual Bim da Ambulância (Avante) relata a experiência de quem esteve diretamente nas áreas afetadas e critica a forma como o poder público reagiu à tragédia. Segundo o parlamentar, há falhas estruturais na mobilização e na execução das ações de socorro às vítimas. Ele afirma que o modelo atual de resposta a desastres depende das prefeituras, que muitas vezes não têm estrutura suficiente para enfrentar situações de grande escala. Durante a entrevista, Bim também defende a criação de uma força-tarefa permanente do Estado para atuar em emergências e apontar problemas na assistência às famílias após as enchentes. Assista ao trecho da entrevista e entenda a avaliação do deputado sobre o socorro às vítimas e os desafios da gestão pública diante dos desastres climáticos em Minas Gerais.
-
488
Lohanna França | Café com Política
Deputada estadual Lohanna França (PV-MG) critica a política de exploração em torno da internação de Jair Bolsonaro e disputa pela liderança da direita em Minas Gerais. Em entrevista ao Café com Política, ela afirma que “montaram um palanque sobre a cama de hospital” do ex-presidente, enquanto aliados se digladiam para ver “quem é mais bolsonarista de todos os bolsonaristas”. Lohanna também aponta que, nesse cenário, Minas Gerais perde espaço e recursos, citando a postura do governador Romeu Zema em temas como Lei Kandir, concessões ferroviárias e prioridades de investimento. O corte traz uma análise direta sobre o papel de Bolsonaro na articulação da direita, os efeitos dessa disputa para o estado e a necessidade de recolocar Minas no centro de um projeto de desenvolvimento.
-
487
Adriano Massuda | Café com Política
Nesta edição do Café com Política, o ministro em exercício da Saúde Adriano Massuda analisa os desafios do sistema público e afirma que melhorar o atendimento no Brasil passa não apenas por mais recursos, mas principalmente por uma gestão mais eficiente.Durante a entrevista, ele comenta os dados recentes da pesquisa do Instituto DataTempo, que apontam que a maioria dos gestores de saúde em Minas Gerais enfrenta dificuldades financeiras. O debate também aborda a sobrecarga dos municípios, responsáveis por grande parte da execução dos serviços do Sistema Único de Saúde, e a necessidade de equilibrar repasses federais com os custos reais da saúde pública.
-
486
Cássio Soares | Café com Política
O presidente do PSD em Minas Gerais, o deputado estadual Cássio Soares, afirmou que o partido mantém a estratégia de construir uma ampla aliança para as eleições de 2026 no estado e que segue dialogando com diferentes forças políticas para fortalecer a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD) ao governo.Segundo ele, o PSD não desistiu de tentar atrair o senador Cleitinho (Republicanos) para uma composição eleitoral. De acordo com Soares, mesmo com movimentos recentes do senador em torno de uma possível candidatura própria, o partido pretende manter as conversas. “O diálogo na política tem que estar sempre colocado à mesa. Nós não abrimos mão de continuar dialogando”, afirmou.O dirigente também disse que o PSD mantém a expectativa de contar com a federação formada por União Brasil e Progressistas na coligação que deve apoiar Matheus Simões. “Nada mudou. O que tem mudado são notícias plantadas por outros atores políticos”, declarou.Soares afirmou ainda que eventuais articulações nacionais do partido não interferem no projeto político construído em Minas. Segundo ele, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, mantém apoio à estratégia definida no estado. “Não vejo nenhum motivo para não seguir com a candidatura do Matheus”, disse.De acordo com o parlamentar, a possível candidatura presidencial do governador Romeu Zema (Novo) também não interfere nas articulações estaduais. Para ele, a decisão sobre a disputa nacional é uma avaliação pessoal do governador e não deve ser condicionada às alianças em Minas.Na composição da chapa em Minas, Soares afirmou que o PL deve indicar uma das vagas ao Senado. Já a definição sobre o vice de Mateus Simões, segundo ele, ainda está em negociação entre os partidos aliados e deverá envolver também o aval de Zema.Sobre o cenário envolvendo o senador Rodrigo Pacheco, o presidente do PSD em Minas evitou fazer especulações e afirmou que o partido aguarda uma definição do próprio parlamentar. “O Rodrigo eu conheço bem. Ele tem o tempo dele e vai tomar a melhor decisão”, disse.Em relação ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), Soares afirmou que a tendência é que ele permaneça no PSD. No entanto, destacou que uma eventual candidatura alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia gerar incompatibilidade com o projeto estadual da legenda. “Hoje nós estamos em um campo de centro-direita. Uma candidatura alinhada ao presidente Lula pelo PSD em Minas seria incoerente”, afirmou.O dirigente também comentou a relação do partido com a Prefeitura de Belo Horizonte, atualmente comandada por Álvaro Damião (União). Segundo Soares, não há diálogo institucional entre a legenda e a atual gestão municipal. “Desde o falecimento do Fuad, não tivemos diálogo. Colocamos o partido à disposição da administração, mas essa conversa não tem acontecido”, afirmou.
-
485
Rogério Correia | Café com Política
Nesta edição do Café com Política, o jornalista André Vasconcelos recebe o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) para uma análise do cenário político e econômico. No destaque, o parlamentar comenta a "quase certa" candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais em 2026, com o apoio do presidente Lula.Correia não poupa críticas à gestão de Romeu Zema, afirmando que o atual governador "falhou completamente" ao deixar a dívida do estado saltar de R$ 100 bilhões para mais de R$ 200 bilhões.
-
484
Romeu Zema | Café com Política
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que sua eventual candidatura à Presidência se diferencia da do senador Flávio Bolsonaro (PL) principalmente pela independência política e pelas posições que diz adotar com mais firmeza em relação a temas institucionais. Em entrevista ao Café com Política, no canal de O TEMPO no YouTube, Zema disse que o Partido Novo, legenda à qual é filiado, tem uma linha mais coerente do que outras siglas da direita. “Eu venho de um partido pequeno que é totalmente coerente. Se você olhar as votações lá na Câmara Federal, você vai ver que o Novo vota 100% em determinadas pautas. O PL parece que tem de tudo lá dentro”, afirmou.Zema também descartou a possibilidade de abrir mão da candidatura para compor como vice de Flávio Bolsonaro e disse que não recebeu convite formal nesse sentido. Segundo ele, a tendência é que os nomes da direita disputem o primeiro turno separadamente. “Já houve diversas notícias que eu teria sido convidado para ser vice do Flávio Bolsonaro. Não houve nenhum convite formal e nem deve haver, porque eu tenho sido muito incisivo. Eu serei pré-candidato e candidato até o final”, afirmou. Apesar disso, o governador disse acreditar em convergência no segundo turno. “Caso algum deles vá para o segundo turno contra o PT, eu estarei junto.”Durante a entrevista, o governador também fez críticas duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou integrantes da Corte de utilizarem o cargo para benefício pessoal. Sem citar diretamente todos os nomes, Zema afirmou que parte dos ministros estaria envolvida em interesses privados. “Primeiro, eu acho que tem ministros que estão lá para enriquecer, para fazer negócio e não para poder olhar o interesse do povo brasileiro”, disse.O governador também respondeu a críticas do ministro Gilmar Mendes, que questionou o fato de Zema criticar o Supremo ao mesmo tempo em que o governo mineiro recorre ao tribunal para resolver disputas, inclusive fiscais. Zema negou qualquer tipo de obrigação política decorrente de decisões favoráveis ao Estado. “Todo mundo, boa parte dos brasileiros, tem uma ação na Justiça. Todo juiz tem que tomar uma decisão. Você acha que quando um juiz decide favoravelmente alguém porque aquele alguém tem razão, aquele que foi beneficiado da decisão passa a ter dívida com o juiz? Na minha opinião, não existe isso não. Ele decidiu favorável ao Estado de Minas. Agora o Estado fica com dívida com ele? Não. Ele é pago para ser juiz e para decidir”, afirmou.Questionado sobre o caso envolvendo o Banco Master, o governador disse não ter qualquer ligação com a instituição e afirmou que defende uma investigação ampla. “Eu não tenho rabo preso. Então, eu estou contra o que é errado”, declarou. Zema disse que eventuais irregularidades precisam ser apuradas independentemente de quem esteja envolvido. “Eu quero uma apuração e uma investigação. Se alguém fez algo errado que pague.”No cenário político estadual, o governador descartou mudanças no acordo firmado com o PSD para a sucessão em Minas Gerais e reiterou apoio ao vice-governador Mateus Simões (Novo). “O acordo com o PSD está feito e, se esse acordo não for rompido pelo PSD, nós vamos cumprir até o final e o meu apoio é ao Mateus Simões”, disse.Zema também comentou a possibilidade de candidatura do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, ao governo do Estado. O governador elogiou a atuação do empresário à frente da entidade, mas disse que isso não altera o compromisso político já firmado. “Ele fez uma gestão excepcional na Fiemg”, afirmou, acrescentando que o acordo político com Simões permanece.Ao final da entrevista, Zema também avaliou alguns nomes da política nacional. Ao comentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o considera “totalmente ultrapassado e incompetente”. Sobre o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), disse que o vê como “um desagregador, incompetente”. Já o senador Cleitinho (Republicanos) foi classificado pelo governador como “um ótimo comunicador”. Ao falar do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), Zema afirmou que o parlamentar “olhou muito pelos interesses de Minas Gerais”.
-
483
Bruno Engler | Café com Política
O deputado estadual Bruno Engler (PL) admitiu que a direita pode chegar dividida ao primeiro turno das eleições de 2026 em Minas Gerais e se unir apenas na etapa final da disputa. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o deputado disse que o apoio do PL ao vice-governador Mateus Simões (PSD) depende de um alinhamento nacional com o projeto presidencial do partido.Segundo Engler, o principal obstáculo para uma eventual aliança com Simões é o fato de o governador Romeu Zema (Novo) ser apontado como pré-candidato à Presidência da República. Para o deputado, nesse cenário, o vice-governador teria “obrigação moral” de apoiar o chefe do Executivo estadual, o que dificultaria uma aproximação com o PL. “Hoje o Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República e a gente sabe que o Mateus tem uma obrigação moral de apoiá-lo. Não existe a gente fazer campanha para o Mateus sem o Mateus fazer campanha para o Flávio Bolsonaro. A não ser que haja uma composição, que o Zema venha nos apoiar já no primeiro turno, não tem como caminharmos com o Mateus”, afirmou.Diante desse cenário, Engler defendeu que o PL considere lançar uma candidatura própria ao governo de Minas. Entre os nomes que, segundo ele, poderiam representar o partido está o de Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O deputado também citou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como um nome competitivo. “Eu acho que a gente pode sim lançar um nome próprio do PL. Podemos buscar um quadro qualificado para governar o Estado. Na própria imagem que vazou do Flávio Bolsonaro tinha o nome do Flávio Roscoe, que é uma figura muito respeitada e tem capacidade para governar Minas”, avaliou.Apesar das divergências no primeiro turno, Engler avalia que a tendência é de união da direita na fase final da disputa. “O importante é que no segundo turno estejamos todos juntos contra um eventual candidato de esquerda, se a gente não conseguir matar essa eleição no primeiro turno”, afirmou.Questionado sobre a estratégia do PL para a eleição ao Senado em 2026, o deputado disse que o partido ainda avalia se lançará um ou dois candidatos e que a decisão dependerá da viabilidade eleitoral e das possíveis alianças para o governo do Estado. Ele citou como nomes colocados para a disputa os deputados federais Domingos Sávio e Eros Biondini. “Eu adoraria ter dois candidatos ao Senado. Acho que quanto mais senadores dispostos a enfrentar a tirania do Supremo Tribunal Federal, melhor. Mas também não adianta lançar dois nomes e não eleger nenhum”, disse.Engler também comentou a relação política com Nikolas Ferreira (PL) e negou qualquer racha entre os dois. Segundo ele, a mudança na estratégia eleitoral ocorre porque o deputado federal busca ampliar sua própria base política. “A minha relação com o Nikolas é muito tranquila. Acho que ele faz um trabalho brilhante no Congresso Nacional. Agora ele está tomando a iniciativa de buscar outras parcerias, montar uma base própria. Acho que é direito dele”, afirmou.Na esfera municipal, Engler fez críticas à gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). Embora tenha reconhecido pontos positivos, o deputado apontou decisões que, na avaliação dele, são equivocadas, como o aumento no número de radares na capital.
-
482
-
481
Rodrigo Rollemberg | Café com Política
O deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) irá protocolar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para pressionar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta terça-feira (10/3) no canal no YouTube de O TEMPO, o parlamentar criticou as justificativas do presidente da Casa, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos), e considerou que “falta vontade política” em relação ao caso.As investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro abarcam uma eventual gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), após o banco estatal ter feito uma proposta de compra do Master, que acabou indeferida pelo Banco Central em setembro do ano passado. Além disso, um inquérito específico apura se Vorcaro ocultou sua participação como acionista do BRB enquanto a instituição comprava carteiras de crédito do Master.Para Rollemberg, há indicadores de que teria “interferência política” nas polêmicas envolvendo o Banco Master e o BRB, por esta se tratar de uma instituição pública. Desta forma, o deputado federal vê a necessidade de instaurar uma CPI, mas o pedido estaria esbarrando no presidente da Câmara, Hugo Motta. Motta chegou a dizer que não seria possível abrir uma comissão do tipo porque o Regimento Interno da Casa prevê uma ordem cronológica dos pedidos de instalação de CPIs.“O que o Regimento Interno proíbe é o funcionamento simultâneo de mais de cinco comissões parlamentares de inquérito. Não existe nenhuma em funcionamento neste momento. Portanto, não há nenhuma razão objetiva, legal, legítima para não instalar o que há de fato, e a gente sabe disso”, rebate Rollemberg. “É uma falta de vontade política de instalar essa CPI que a gente está percebendo que ela atinge vários líderes, especialmente do ‘centrão’, e, portanto, essa falta de disposição.”Diante da dificuldade, o deputado federal prometeu acionar o STF para pressionar a abertura da comissão de inquérito na Câmara, por meio de um mandado de segurança. Rollemberg lembra que já reuniu 200 assinaturas para abertura da CPI. No total, são necessárias 171.Questionado se o ano eleitoral poderia também interferir nos trabalhos de uma eventual CPI, o parlamentar concorda que “aperta”, mas argumenta que a Câmara dos Deputados será cobrada pela população caso se omita em relação ao tema.“Nesse momento, nós estamos diante de fatos muito graves e, portanto, é dever da Câmara Federal, no meu entendimento, investigar como é direito da população brasileira saber tudo o que aconteceu em relação ao Banco Master”, justifica.
-
480
-
479
Anderson Coelho | Café com Política
Minas Gerais enfrenta um gargalo silencioso na saúde pública: filas extensas e baixa oferta de fisioterapia e terapia ocupacional no SUS. No Café com Política, o presidente do CREFITO-4, Anderson Coelho, explica que pacientes com sequelas de AVC, autismo e outros problemas de saúde podem esperar meses ou até um ano por atendimento, perdendo uma janela importante de reabilitação.Segundo ele, a falta de investimento na atenção multidisciplinar, baixos salários e escassez de concursos públicos contribuem para o problema, que pode agravar quadros clínicos e aumentar os custos do sistema de saúde.
-
478
Ana Pimentel | Café com Política
A deputada federal Ana Pimentel (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (4/3) no canal de O TEMPO no YouTube, que há recursos disponíveis para a reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas na Zona da Mata mineira e criticou a demora do governo estadual na adoção de medidas.“O governo federal fez isso em poucas horas, no mesmo dia do acometimento. O dinheiro existe. Existe um recurso específico para essas situações”, declarou a parlamentar, defendendo que as prefeituras se organizem para executar os valores liberados.“Houve muita demora na liberação dos decretos”, afirmou a deputada, ao criticar a atuação do governo do Estado. Para ela, Minas Gerais não possui uma estratégia estruturada de prevenção. “O governo Zema não está investindo em meio ambiente, em estratégias de prevenção”, pontuou.A parlamentar também defendeu que a prevenção de desastres não pode variar conforme a orientação política do governante. “A prevenção de desastres e calamidades não pode ser política apenas de governo. Se o governo acredita, entre aspas, nas mudanças climáticas, ele investe. Se não acredita, desmonta a resposta. Não pode: o governador decidiu que não vai investir em prevenção e, simplesmente, não investe. Não pode ser desse jeito.” Para ela, é necessário que haja recursos carimbados para prevenção, assim como ocorre nas áreas de saúde e educação.Questionada sobre as eleições de outubro, Ana Pimentel declarou que o nome trabalhado pelo PT para disputar o governo de Minas é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD). “Consideramos que ele é um homem preparado, qualificado, que tem muita experiência e, ao mesmo tempo, muito articulado com as iniciativas federais que nós hoje trabalhamos”, afirmou. Segundo ela, o partido está empenhado em consolidar uma chapa forte para enfrentar o grupo do governador Romeu Zema (Novo).Sobre a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD), a petista avaliou que ele “não convence os mineiros”. “Ele não sobe nas pesquisas”, disse.A deputada também garantiu que a oposição apresentará nomes consolidados. “Não haverá grandes surpresas. Serão nomes consolidados, bons nomes para que a gente construa uma chapa forte para ganhar o governo de Minas Gerais e o Senado também”, afirmou.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
HOSTED BY
Jornal O TEMPO
Loading similar podcasts...