Bruno Pedralva | Café com Política episode artwork

EPISODE · Jul 31, 2025 · 34 MIN

Bruno Pedralva | Café com Política

from Café com Política · host Jornal O TEMPO

O vereador de Belo Horizonte, Bruno Pedralva (PT), criticou a transferência do terreno do antigo hospital psiquiátrico Galba Veloso, localizado no bairro Gameleira, região Oeste da capital, para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O projeto, aprovado em primeiro turno na Câmara de BH, tem como um dos objetivos viabilizar a construção do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio — HoPE. A obra será executada por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (31/7) no canal de O TEMPO no YouTube, o parlamentar criticou ainda o voto favorável do colega de bancada, Pedro Rousseff (PT), à proposta.Na avaliação de Pedralva, o projeto pretende, na verdade, substituir quatro hospitais públicos da capital pela construção de um novo hospital. “Para mim, é coisa de maluco votar a favor, permitindo o fechamento de quatro hospitais públicos do SUS nessa conjuntura”, analisou o vereador. Segundo ele, a construção de uma nova unidade hospitalar em Belo Horizonte não pode servir de justificativa para o encerramento das demais. “A gente quer um hospital novo, mas não para substituir os que existem. Nós queremos ampliar o atendimento”, completou.Nesta semana, Pedro Rousseff minimizou qualquer mal-estar com a bancada. Conforme publicado por O TEMPO, o caso extrapolou os corredores da Câmara e repercutiu nos bastidores da política petista, trazendo à tona resquícios da disputa interna pelo comando estadual do partido. Adversários do grupo de Rousseff, do qual também faz parte o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), vincularam o voto favorável do vereador a uma suposta “retribuição” e “prova de lealdade” ao prefeito Álvaro Damião (União), que teria contemplado aliados do parlamentar com nomeações feitas na semana que antecedeu a votação. Rousseff, por sua vez, nega qualquer acordo ou troca de favores.Para Bruno Pedralva, a construção do novo hospital estadual sem que o governo assuma os custos do fechamento das unidades atuais representa uma sobrecarga para o município. “É uma puxada de tapete, uma sacanagem do governo de Minas com o povo de Belo Horizonte, com a prefeitura de Belo Horizonte. O Zema convidou o Álvaro para uma festa, pediu o presente, que é o terreno, mas ainda está fazendo o Álvaro pagar a conta da festa, que é a manutenção dos demais hospitais", comparou.Sobre a crise no Samu em Minas Gerais, o petista afirmou que o problema não está no governo federal, mas na administração local. Conforme publicado por O TEMPO, dez consórcios do Sistema Único de Saúde (SUS) projetam um déficit estimado de R$ 56,8 milhões no custeio do Samu 192 em Minas em 2025. Segundo levantamento financeiro do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas (Cissul), a entidade recebe, mensalmente, 28,39% da verba prevista pela União, apesar de a regulamentação prever 50% de participação do Ministério da Saúde.“O governo federal paga tudo em dia, o que é previsto legalmente [...] Não tem como o Ministério da Saúde passar mais dinheiro para Minas Gerais e não passar para o de Pernambuco", ponderou.Ao avaliar a gestão do prefeito Álvaro Damião (União), o vereador classificou o chefe do Executivo municipal como alguém do campo democrático, embora de centro-direita. “O Álvaro Damião não é um bolsonarista. Isso é muito bom na conjuntura atual”, afirmou.Pedralva, no entanto, defendeu que as mudanças no Plano Diretor de Belo Horizonte só sejam votadas após debate com a sociedade. “Eu não sou contra a verticalização, mas acho que esse debate não pode atropelar a cidade. A gente vai certamente atuar para que o projeto só seja votado depois de escutar a sociedade. Como sempre fizemos”, pontuou o vereador, que defendeu que qualquer mudança seja realizada apenas após a Conferência de Políticas Urbanas prevista para o próximo ano.

O vereador de Belo Horizonte, Bruno Pedralva (PT), criticou a transferência do terreno do antigo hospital psiquiátrico Galba Veloso, localizado no bairro Gameleira, região Oeste da capital, para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O projeto, aprovado em primeiro turno na Câmara de BH, tem como um dos objetivos viabilizar a construção do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio — HoPE. A obra será executada por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (31/7) no canal de O TEMPO no YouTube, o parlamentar criticou ainda o voto favorável do colega de bancada, Pedro Rousseff (PT), à proposta.Na avaliação de Pedralva, o projeto pretende, na verdade, substituir quatro hospitais públicos da capital pela construção de um novo hospital. “Para mim, é coisa de maluco votar a favor, permitindo o fechamento de quatro hospitais públicos do SUS nessa conjuntura”, analisou o vereador. Segundo ele, a construção de uma nova unidade hospitalar em Belo Horizonte não pode servir de justificativa para o encerramento das demais. “A gente quer um hospital novo, mas não para substituir os que existem. Nós queremos ampliar o atendimento”, completou.Nesta semana, Pedro Rousseff minimizou qualquer mal-estar com a bancada. Conforme publicado por O TEMPO, o caso extrapolou os corredores da Câmara e repercutiu nos bastidores da política petista, trazendo à tona resquícios da disputa interna pelo comando estadual do partido. Adversários do grupo de Rousseff, do qual também faz parte o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), vincularam o voto favorável do vereador a uma suposta “retribuição” e “prova de lealdade” ao prefeito Álvaro Damião (União), que teria contemplado aliados do parlamentar com nomeações feitas na semana que antecedeu a votação. Rousseff, por sua vez, nega qualquer acordo ou troca de favores.Para Bruno Pedralva, a construção do novo hospital estadual sem que o governo assuma os custos do fechamento das unidades atuais representa uma sobrecarga para o município. “É uma puxada de tapete, uma sacanagem do governo de Minas com o povo de Belo Horizonte, com a prefeitura de Belo Horizonte. O Zema convidou o Álvaro para uma festa, pediu o presente, que é o terreno, mas ainda está fazendo o Álvaro pagar a conta da festa, que é a manutenção dos demais hospitais", comparou.Sobre a crise no Samu em Minas Gerais, o petista afirmou que o problema não está no governo federal, mas na administração local. Conforme publicado por O TEMPO, dez consórcios do Sistema Único de Saúde (SUS) projetam um déficit estimado de R$ 56,8 milhões no custeio do Samu 192 em Minas em 2025. Segundo levantamento financeiro do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas (Cissul), a entidade recebe, mensalmente, 28,39% da verba prevista pela União, apesar de a regulamentação prever 50% de participação do Ministério da Saúde.“O governo federal paga tudo em dia, o que é previsto legalmente [...] Não tem como o Ministério da Saúde passar mais dinheiro para Minas Gerais e não passar para o de Pernambuco", ponderou.Ao avaliar a gestão do prefeito Álvaro Damião (União), o vereador classificou o chefe do Executivo municipal como alguém do campo democrático, embora de centro-direita. “O Álvaro Damião não é um bolsonarista. Isso é muito bom na conjuntura atual”, afirmou.Pedralva, no entanto, defendeu que as mudanças no Plano Diretor de Belo Horizonte só sejam votadas após debate com a sociedade. “Eu não sou contra a verticalização, mas acho que esse debate não pode atropelar a cidade. A gente vai certamente atuar para que o projeto só seja votado depois de escutar a sociedade. Como sempre fizemos”, pontuou o vereador, que defendeu que qualquer mudança seja realizada apenas após a Conferência de Políticas Urbanas prevista para o próximo ano.

NOW PLAYING

Bruno Pedralva | Café com Política

0:00 34:45

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

No similar episodes found.

No similar podcasts found.

Frequently Asked Questions

How long is this episode of Café com Política?

This episode is 34 minutes long.

When was this Café com Política episode published?

This episode was published on July 31, 2025.

What is this episode about?

O vereador de Belo Horizonte, Bruno Pedralva (PT), criticou a transferência do terreno do antigo hospital psiquiátrico Galba Veloso, localizado no bairro Gameleira, região Oeste da capital, para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais...

Can I download this Café com Política episode?

Yes, you can download this episode by clicking the download button on the episode player, or subscribe to the podcast in your preferred podcast app for automatic downloads.
URL copied to clipboard!