EPISODE · Apr 30, 2026 · 16 MIN
Camuflagem social dificulta diagnóstico de autismo em mulheres
from Rádio Universidade FM 106,9 MHz · host Rádio Universidade FM
O programa “Tudo Sobre Saúde Mental”, da Universidade FM (106,9) recebeu a psicóloga clínica e Mestra em Psicologia, especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA), Bruna Soares Pires, para falar sobre autismo em mulheres. 📱Siga o Canal da Universidade FM no WhatsApp👆🏼 A temática aponta que o diagnóstico comumente realizado de forma tardia, devido à um processo de camuflagem social que muitas mulheres dentro do Espectro constroem ao longo da vida. O diagnóstico na população feminina é quatro vezes menos comum do que em homens, apesar de afetar uma em quatro autistas. Os sinais que costumam demandar o diagnóstico precoce, são: exaustão social e hiperfoco. Uma das questões abordadas no episódio foi a motivação para a diferenciação nos diagnósticos, de acordo com o gênero. Uma das explicações para o fenômeno é o fato de que o autismo realmente é um transtorno mais comum entre homens. Entretanto, também há a hipótese de que os critérios de diagnóstico são tradicionalmente construídos sobre um estereótipo masculino, sem levar em conta que mulheres com autismo possuem mais habilidade para mascarar o transtorno, se acostumando a imitar o comportamento de pessoas que não estão no espectro. “O autismo é subdiagnosticado em mulheres, e isso acontece, porque, no cérebro feminino, usualmente, o que chamamos de cérebro social é bem mais desenvolvido do que nos homens, o que as leva a ter maior sensibilidade em relação ao meio. Isso leva a outro fenômeno muito comum: o ‘masking’, que acaba fazendo com que as mulheres mascarem características para se adequar ao meio. Isso faz com que elas busquem o diagnóstico, apenas quando os filhos, ou algum outro parente, é diagnosticado. Para mulheres que desconfiam de alguma neurodivergência, é importante buscar um profissional da neuropsicologia e da psiquiatria para fazer a avaliação”, diz, Bruna. “Tudo Sobre Saúde Mental” conta com apoio do Instituto Pangeia, que oferece cursos formativos nas mais diversas abordagens da psicologia. O objetivo do programa é abordar informações de qualidade sobre saúde mental, com o suporte de profissionais da área. A exibição acontece às terças, 8h45, na programação da Rádio Universidade. (Theophilo Moraes)
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