EPISODE · Jan 23, 2021 · 2 MIN
Canto da Poesia #3: Madrigal de um Louco
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O Canto da Poesia Nós Na Fita é um programa destinado a leitura de poemas, textos e letras de músicas com o objetivo de transmitir, através das palavras e da musicalidade, uma mensagem para o nosso ouvinte, através da curadoria dos nossos jornalistas. Nesta edição, Felipe Braga lê um pequeno poema chamado "Madrigal de um Louco", do livro Sangue (1908), do célebre poeta brasileiro Antônio Francisco da Costa e Silva (1885-1950), parnasiano e simbolista. Confira! Lua! Camélia Que flutua No azul. Ofélia Serena e dolente, Fria, vagando pelas Alturas, serenamente, Por entre os lírios das estrelas; Santelmo aceso para a Saudade; Luz etérea, simbólica, perdida Entre os astros de ouro pela imensidade; Esfinge da Ilusão no deserto da Vida! Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa... Vaso espiritual dos meus cismares, Custódia argêntea da minha crença, Ó Rosa Mística dos ares! Unge o meu ser, na apoteose Da tua luz, e eu frua, Cismando, a pureza Da luz e goze Toda a tua Tristeza, Lua! Notas sobre o autor: "Nos tempos do Barão do Rio Branco não havia concurso para ingressar na carreira diplomática, e a seleção era feita pessoalmente por ele, que conversava com os candidatos, em geral pessoas de família conhecida, de preferência bonitos e que falassem línguas estrangeiras. Antônio Francisco da Costa e Silva, ilustre poeta e pai do embaixador e acadêmico Alberto Vasconcellos da Costa e Silva, conversou com o barão sobre a possibilidade de ingresso na carreira, porém o chanceler foi taxativo: - Olha, o senhor é um homem inteligente, admiro-o como poeta, contudo não vou nomeá-lo porque o senhor é muito feio e não quero gente feia no Itamaraty."
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Canto da Poesia #3: Madrigal de um Louco
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