EPISODE · Sep 1, 2006 · 3 MIN
canto para minha morte
from Radiographya · host Snoopy capsules
...eu sei q determinada rua q ja passei numca mais vai ouvir o som dos meus passos. "Quando zaratrusta chegou aos trinta anos, eixou a sua patria e o lago a sua pátria, e foi para a montanha. Ali viveu, alimentando-se da sua sageza e da sua soledade, e dez anos se passaram sem q se cansasse, mas sucedeu q seu coração mudou, e uma manhã tendo se levantado com a aurora, pôse em frente ao sol e assim lhe falou: O grande astro! o q seria ta tua felicidade se te faltase aqueles a quem iluminas? faz dez anos q sobes ate minha caverna; ter-te-ias aborrecido da tua luz e deste trajecto, senão estivessemos aki, eu, a minha aguia e minha serpente. Mas nos esperavamos te todas as manhas, para tomar seu superfluo e te dar graças vê: enfastiei me da minha sageza, como a abelha acumulasse demasiado mel, tenho precisão de mão q se estedam para mim queria dar, prodigalizar a minha sageza, ate o dia em q os homems sabios, se sentisem felizes por ser loucos, e os pobres felizes por serem ricos para isso, vai ser me necessario descer as profundidades, como tu fazes todas as noites quando mergulhas abaixo do mar, para ir levar a tua luz ao mundo subterraneo Astro tranbordante de riqueza terei de declinar como tum, como dizem os homems para os quais quero descer, abencoa me, pois, olho afavel q pode ver sem inveja mesmo o excesso de felicidade! abençoa a taça q vai transbordar e q seu ouro corrente vai levar para todos os lados o reflexo da tua felicidade! olha: esta taça, aspira a esvaziar-se denovoe ZARATRUSTA aspira tornar a ser homem. Assim principiou o declinio de Zaratrusta.
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