EPISODE · Jun 24, 2026 · 3 MIN
Casos de agressão contra médicos aumentam em Goiás
from MATÉRIAS CBN · host Rádio CBN
A insegurança nas unidades de saúde tem afastado médicos dos prontos-socorros, segundo entidades do setor. Cerca de 40 denúncias de agressões contra médicos foram registradas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).O especialista em Direito Médico e da Saúde e presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de Goiás, Gustavo Clemente, afirma que a violência tem afastado profissionais dos plantões de urgência e emergência. Segundo ele, médicas são as que mais evitam esse tipo de trabalho por medo de agressões físicas e verbais.De acordo com Clemente, o número de agressões contra médicos em Goiás cresceu quase 200% nos últimos quatro anos. Ele ressalta que os casos podem ser ainda mais numerosos, devido à subnotificação. O canal de denúncias do Cremego registrou aumento de 80% no número de ocorrências de um ano para o outro.Segundo o especialista, pacientes frequentemente chegam às unidades de saúde emocionalmente abalados e enfrentam demora no atendimento. Na rede privada, um dos principais motivos de conflito é a demora na autorização de procedimentos pelos planos de saúde. Já na rede pública, os problemas estão relacionados à superlotação e à falta de profissionais. Esse cenário aumenta o estresse e contribui para episódios de agressividade contra as equipes médicas.O presidente do sindicato defende o reforço da segurança nas unidades de saúde, com a presença de profissionais uniformizados e a instalação de câmeras de monitoramento. Ele também sugere treinamentos para gerenciamento de crises e apoio psicológico às equipes que lidam diariamente com situações de tensão.A situação acompanha uma tendência nacional. Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que, somente em 2024, foram registrados 4.562 boletins de ocorrência envolvendo médicos que denunciaram situações de violência em unidades de saúde públicas e privadas. Entre 2013 e 2024, foram mais de 38 mil registros em todo o país.
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A insegurança nas unidades de saúde tem afastado médicos dos prontos-socorros, segundo entidades do setor. Cerca de 40 denúncias de agressões contra médicos foram registradas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).O especialista em Direito Médico e da Saúde e presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de Goiás, Gustavo Clemente, afirma que a violência tem afastado profissionais dos plantões de urgência e emergência. Segundo ele, médicas são as que mais evitam esse tipo de trabalho por medo de agressões físicas e verbais.De acordo com Clemente, o número de agressões contra médicos em Goiás cresceu quase 200% nos últimos quatro anos. Ele ressalta que os casos podem ser ainda mais numerosos, devido à subnotificação. O canal de denúncias do Cremego registrou aumento de 80% no número de ocorrências de um ano para o outro.Segundo o especialista, pacientes frequentemente chegam às unidades de saúde emocionalmente abalados e enfrentam demora no atendimento. Na rede privada, um dos principais motivos de conflito é a demora na autorização de procedimentos pelos planos de saúde. Já na rede pública, os problemas estão relacionados à superlotação e à falta de profissionais. Esse cenário aumenta o estresse e contribui para episódios de agressividade contra as equipes médicas.O presidente do sindicato defende o reforço da segurança nas unidades de saúde, com a presença de profissionais uniformizados e a instalação de câmeras de monitoramento. Ele também sugere treinamentos para gerenciamento de crises e apoio psicológico às equipes que lidam diariamente com situações de tensão.A situação acompanha uma tendência nacional. Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que, somente em 2024, foram registrados 4.562 boletins de ocorrência envolvendo médicos que denunciaram situações de violência em unidades de saúde públicas e privadas. Entre 2013 e 2024, foram mais de 38 mil registros em todo o país.
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