EPISODE · Nov 13, 2021 · 36 MIN
Combati o Bom Combate: Tempos Difíceis (2 Timóteo 3) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Nossa sociedade considera a diversão como uma coisa do corpo, seja no campo da música, sejam no território da sexualidade, que não pode ser reprimida, mas extravasada. O que a sociedade faz é sacralizar a nossa natureza. Naturalmente, amamos “mais os prazeres do que a Deus” (2Timóteo 3.4). Naturalmente, nós somos levados “por todo tipo de desejos” (2Timóteo 3.6). Naturalmente, a nossa mente é depravada (2Timóteo 3.8). Os meios de comunicação têm suas colunas de aconselhamento sexual. A ideologia é a mesma. Sexo não tem a ver com amor, mas com desejo. Realize o seu desejo. Sexo não tem a ver com casamento. Tem a ver com desejo. Realize-o. É como se não houvesse vida fora do exercício da sexualidade, não importa com quem. Quando um cantor, ator ou jogador de futebol faz a defesa do sexo como próprio só no contexto do casamento, a notícia é veiculada com um tom descarado de deboche por parte dos meios de comunicação. Incrivelmente soa estranha a coragem de alguém usar um anel de pureza no dedo, indicando seu propósito de permanecer puro até o casamento, quando isso deveria soar como virtude, não como algo estranho. Seguir na contramão é contra a natureza e contra a cultura. Temos de nos perguntar: desejamos permanecer firmes nos compromissos que firmamos com Deus nas várias áreas da nossa vida? A Bíblia não foi produzida pela vontade dos homens, mas pela orientação do Espírito Santo, que moveu o coração e a mente deles (2Pedro 1.21). Ao seu modo e ao seu tempo, Deus tomou os pensamentos humanos, a criatividade humana, os estilos literários humanos, as percepções humanas, próprios de pessoas tementes e em comunhão com ele e soprou neles seu hálito. Ao fazê-lo, transformou o resultado dessa produção humana numa obra singular, única, sem-par, divinamente inspirada, na sua origem, no seu conteúdo e no seu propósito. Nas Sagradas Escrituras, o homem é plenamente humano e Deus é plenamente divino. Se a Bíblia fosse apenas humana, não valeria a pena lê-la com a mesma disposição. Se ela fosse apenas divina, não conseguiríamos compreendê-la. Pelo sopro do seu Espírito, Deus transformou o carvão em diamante, diamante que nos ilumina e nos penetra, por conter o brilho e a plenitude de Deus. Para a apreendermos, temos de lê-la, por essa sua característica divino-humana, com os olhos da inteligência e com a força da oração. Sem a Bíblia, não temos o que dizer. Quando a lemos, ficamos de prontidão. Que lhes dizer quando pessoas nos procuram para uma palavra de esclarecimento, livramento ou consolo? Todos queremos ter as palavras próprias para determinadas horas. Elas se encontram na Bíblia, não para uma recitação mecânica, mas para uma apropriação honesta e profunda. Apropriando-nos do seu conteúdo, elas nos serão úteis na hora em que precisarmos. Sem a Bíblia, não sabemos como agir adequadamente. Todos queremos fazer a boa obra. Quando estamos impregnados da Palavra de Deus, os exemplos nela expressos (mesmo os negativos) nos ajudam a viver como Deus deseja. Se queremos estar preparados para toda boa obra, leiamos a Bíblia. Sua leitura se completa quando a aplicamos. A leitura de um poeta nos extasia. Devemos ler os poetas. A leitura da Bíblia nos extasia, nos muda e nos molda. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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