Corpo, território e ancestralidade: o poder transformador da dança afro-brasileira | 16ª temporada - Ep.05 episode artwork

EPISODE · Dec 10, 2025 · 15 MIN

Corpo, território e ancestralidade: o poder transformador da dança afro-brasileira | 16ª temporada - Ep.05

from Rádio Terceiro Andar · host Radio Terceiro Andar

Neste episódio da Rádio Terceiro Andar, mergulhamos na profunda conexão entre a dança afro-brasileira, a afirmação identitária e a educação antirracista. O programa explora como o corpo, ao dançar, se torna um corpo-memória, conforme o conceito da pesquisadora Leda Maria Martins, capaz de curar, reinventar e reinscrever a própria história a partir de saberes afro-diaspóricos.A conversa reflete sobre a dança como uma poderosa ferramenta de transformação social e bem-estar, alinhando-se aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, especificamente o Objetivo 3 (Saúde e Bem-Estar) e o Objetivo 18 (Igualdade Racial).O episódio conta com a participação de duas expoentes de diferentes gerações da dança afro-brasileira:Júnia Bertolino: Arte-educadora, capoeirista, bailarina, antropóloga, jornalista e diretora/coreógrafa da Companhia Baobá Minas. Júnia traz a perspectiva histórica e a riqueza do sincretismo de movimentos, citando a obra pioneira Dança Afro – Sincretismo de Movimentos, de Nadir Nóbrega. Ela destaca a dança afro-brasileira como uma manifestação que engloba uma infinidade de estilos — do carimbó ao jongo, das congadas ao samba de roda — e reforça o papel político de manter e valorizar essa tradição.Negona Dance: Bailarina, estudante de Licenciatura em Dança na UFMG e integrante do grupo Favelinha Dance. Negona aborda a dança a partir da perspectiva do território e da quebrada, que ela define como seu "primeiro ponto de ancestralidade" e um espaço educativo. Ela enfatiza a dança urbana, como o funk, como um caminho de liberdade, sentimento e verdade, capaz de desestruturar lógicas sociais e oferecer outras possibilidades de futuro para a juventude.O programa reforça que a dança afro-brasileira não é apenas estética, mas um ato de resistência, espiritualidade e vivência coletiva. É um convite para que cada um reconheça no próprio corpo uma fonte de saber e força, continuando a contar a própria história no palco e na vida.Obras Citadas: Performances do Tempo Espiralar, de Leda Maria Martins, e Dança-Afro: Sincretismo de Movimentos, de Nadir Nóbrega.Produzido por: Alexssandro Luiz, Alexandre Ribeiro, Beatriz dos Santos e Manasse Mbuti Nzau.Trabalhos técnicos de Frederico Pessoa, com coordenação de Sônia Caldas Pessoa e Phellipy Jácome. Estagiário docente: João Oliveira.Crédito da imagem: Cia Baobá Minas - Patrick Arley.

Neste episódio da Rádio Terceiro Andar, mergulhamos na profunda conexão entre a dança afro-brasileira, a afirmação identitária e a educação antirracista. O programa explora como o corpo, ao dançar, se torna um corpo-memória, conforme o conceito da pesquisadora Leda Maria Martins, capaz de curar, reinventar e reinscrever a própria história a partir de saberes afro-diaspóricos.A conversa reflete sobre a dança como uma poderosa ferramenta de transformação social e bem-estar, alinhando-se aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, especificamente o Objetivo 3 (Saúde e Bem-Estar) e o Objetivo 18 (Igualdade Racial).O episódio conta com a participação de duas expoentes de diferentes gerações da dança afro-brasileira:Júnia Bertolino: Arte-educadora, capoeirista, bailarina, antropóloga, jornalista e diretora/coreógrafa da Companhia Baobá Minas. Júnia traz a perspectiva histórica e a riqueza do sincretismo de movimentos, citando a obra pioneira Dança Afro – Sincretismo de Movimentos, de Nadir Nóbrega. Ela destaca a dança afro-brasileira como uma manifestação que engloba uma infinidade de estilos — do carimbó ao jongo, das congadas ao samba de roda — e reforça o papel político de manter e valorizar essa tradição.Negona Dance: Bailarina, estudante de Licenciatura em Dança na UFMG e integrante do grupo Favelinha Dance. Negona aborda a dança a partir da perspectiva do território e da quebrada, que ela define como seu "primeiro ponto de ancestralidade" e um espaço educativo. Ela enfatiza a dança urbana, como o funk, como um caminho de liberdade, sentimento e verdade, capaz de desestruturar lógicas sociais e oferecer outras possibilidades de futuro para a juventude.O programa reforça que a dança afro-brasileira não é apenas estética, mas um ato de resistência, espiritualidade e vivência coletiva. É um convite para que cada um reconheça no próprio corpo uma fonte de saber e força, continuando a contar a própria história no palco e na vida.Obras Citadas: Performances do Tempo Espiralar, de Leda Maria Martins, e Dança-Afro: Sincretismo de Movimentos, de Nadir Nóbrega.Produzido por: Alexssandro Luiz, Alexandre Ribeiro, Beatriz dos Santos e Manasse Mbuti Nzau.Trabalhos técnicos de Frederico Pessoa, com coordenação de Sônia Caldas Pessoa e Phellipy Jácome. Estagiário docente: João Oliveira.Crédito da imagem: Cia Baobá Minas - Patrick Arley.

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This episode is 15 minutes long.

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This episode was published on December 10, 2025.

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Neste episódio da Rádio Terceiro Andar, mergulhamos na profunda conexão entre a dança afro-brasileira, a afirmação identitária e a educação antirracista. O programa explora como o corpo, ao dançar, se torna um corpo-memória, conforme o conceito da...

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