EPISODE · Jul 28, 2026 · 46 MIN
Culto – Hebreus 11:22-31 – A Fé de Moisés: Perseverando Porque Via Aquele Que É Invisível
from Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte · host IBRBH
Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 11.22-31, tratando da fé de Moisés e da chegada do povo a Canaã. Esta é a quarta semana da série sobre os heróis da fé.Contexto: O autor cita "pela fé" mais de 20 vezes no capítulo 11 para encorajar hebreus perseguidos que estavam tentados a abandonar o cristianismo e retroceder ao judaísmo. As histórias dos antepassados não eram ficção — eram a própria história da redenção do povo. Assim como Israel foi escravo no Egito e libertado pelo braço forte de Deus, todos nós éramos escravos e Deus nos libertou. A conversão é o principal milagre.O nascimento de Moisés (v. 23). Os pais, Joquebede e Anrão, esconderam Moisés por três meses porque viram que não era criança comum (Atos 7.20: era extraordinário, bonito aos olhos de Deus). Não temeram o decreto do rei porque temiam um Rei maior. A fé genuína não se dobra ao medo — o perfeito amor lança fora todo medo. Ser homem de fé requer coragem para não se dobrar diante do mundo, de ideologias e governos.Moisés recusa o Egito (v. 24-26). Já adulto (aos 40 anos), recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres passageiros do pecado. Abandonou pompa, riqueza e luxo para se identificar com o povo escravizado. O nome Moisés é egípcio, atrelado a divindades (como Ramsés, Tutmés).Moisés perseverou porque via o invisível (v. 27). Este verso narra a saída com todo o povo, não a fuga inicial. Moisés teve encontro com Deus na sarça ardente e relacionava-se com ele mesmo quando as pessoas não viam. A fé verdadeira nos move mesmo quando as circunstâncias dizem o contrário, porque é sustentada pelo Deus invisível. Se sua fé retrocede diante de circunstâncias difíceis ou volta aos prazeres do Egito, revisite se ela é genuína. Nota: nenhum dos cinco exemplos fala do período do deserto — porque ali o povo murmurou e desobedeceu.A Páscoa (v. 28). Moisés celebrou pela fé, aspergindo o sangue do cordeiro nos umbrais. A fé e a obediência estão no mesmo lado da moeda — não são antagônicas, caminham lado a lado. Fé sem obras é morta; você não é salvo pelas obras, mas as obras testificam a fé. A fé genuína ama a lei de Deus e tem prazer nela. Ilustração: casal que vai casar aos 25 anos sem nunca ter beijado ninguém — obediência como testemunho vivo.O Mar Vermelho e Jericó (v. 29-30). A fé nos conduz a um lugar que sem ela não iríamos. Esta vida é uma travessia, nosso deserto — Deus provê maná, água e descanso, mas ainda não chegamos. Assim como os egípcios foram engolidos pelo mar, vemos pessoas ficando para trás, destruídas pelo pecado — alerta para os que querem retroceder. Jericó, a cidade mais antiga e fortificada do mundo, teve muralhas derrubadas pelo sopro de Deus. Nada pode impedir as promessas de Deus — Jesus disse que as portas do Hades não deterão sua igreja.Raabe (v. 31). A prostituta creu numa promessa breve e foi salva por acolher os espiões. Deus cumpre mesmo sem sabermos como."Por amor de Cristo" (v. 26). Moisés considerou a desonra de Cristo riqueza maior que os tesouros do Egito, porque contemplava a recompensa — mesmo sem conhecer o nome do Messias. Qual é a recompensa? Não é uma casa bonita no céu — o que seria o céu sem Cristo? A recompensa é contemplar a face daquele que nos amou. Verso 39: todos receberam bom testemunho pela fé, mas nenhum recebeu o prometido. Caminharemos até o fim sem receber, e continuaremos pela fé.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11.22-31
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