EPISODE · Apr 15, 2023 · 6 MIN
Deus é amor e eterna é a sua misericordia
from Padre Geovani Dias · host Geovani Antonio Dias
Homilia Domingo da Divina Misericordia O primeiro domingo depois da páscoa é a festa da Divina misericórdia. Foi São João Paulo II que instituiu este dia de oração, meditação e contemplação do nosso Deus que é rico em misericórdia. Lemos na segunda leitura da missa de hoje: “Deus na sua grande misericórdia nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança.” (1Pt 1,3). A ressurreição é a prova definitiva da misericórdia de Deus para com nossa humanidade que mesmo sem mérito algum da nossa parte recebe em Jesus uma fonte inesgotável de perdão e de misericórdia. Santa Teresa dizia que é mais fácil nos cansarmos de pecar que o Senhor de nos perdoar. Hoje a igreja recebe do sopro regenerador do Senhor ressuscitado o dom da misericórdia como um fruto concreto de ressurreição. O sopro de Jesus doa a nós, à sua Igreja, a vitalidade: os dons do Espírito Santo. É interessante notar que os discípulos estão, no domingo, em um lugar com as portas fechadas. Os discípulos também estavam fechados em si mesmo, fechados em seus medos e por isso procuraram esse pretenso lugar seguro. Mais impactante ainda quando ouvimos este evangelho é notar que Jesus se faz presença, no meio dos discípulos, na sua condição de medo e de fechamento. Quantas vezes pensamos ou experimentamos um sentimento de ausência de Deus; quantos abandonam a fé porque Deus não os responde como desejam? No entanto a saudação do Senhor rompe as portas dos corações dos discípulos: “A paz esteja convosco.” A paz do Senhor ressuscitado é um dom comprometedor: um dom que empenha o discípulo na missão do mestre. A misericórdia que Jesus veio mostrar ao mundo passa a ser um estilo de vida do cristão. Jesus é o rosto humano da misericórdia divina e nós somos seus missionários, continuadores da missão de Jesus. Assim, a Igreja tem a missão de mostrar ao mundo que Deus não se cansa nunca de perdoar. O evangelho de João que ouvimos neste domingo mostra, além do medo e do fechamento dos discípulos, a falta de fé de Tomé. São Tomé está ausente da comunidade e por isso não acredita na Ressurreição. Estar distante dos irmãos e da vida comunitária torna-se um grande perigo de esfriarmos na fé. A fé demanda o estar juntos! Depois Tomé recebe uma grande graça: a oportunidade de voltar à vida comunitária e de tocar o Corpo do Senhor. Com o dedo na sua chaga ele se une a nossa incredulidade e Jesus desperta nele e em nós o dom da fé. O Senhor também está conosco nas nossas dúvidas, na nossa pouca fé. Ele se faz presente e continua a dizer: “Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!” A fé em Jesus que sofreu, morreu e ressuscitou para nos salvar deve transformar a nossa existência em uma vida feliz. Fomos salvos pela misericórdia e esta verdade nos atrai ao Senhor e à vida de comunidade. Não precisamos viver na tristeza dos nossos medos e dos nossos fechamentos ou isolamentos. Deus é amor, eterna é a sua misericórdia. Felizes somos nós se acreditamos nesta verdade.
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