EPISODE · Dec 19, 2025 · 5 MIN
Editorial: País da gastança e o desafio de 2026
from Cruzeiro FM 92,3 · host Rádio Cruzeiro FM
OBrasil entra em mais um ciclo pré-eleitoral com uma velha pergunta que insisteem não ser respondida com honestidade: quem vai pagar a conta? Porque,enquanto discursos se multiplicam, os números não mentem. E elesmostram um país que gastou demais, arrecadou mal e empurrou para o contribuinteum rombo bilionário. Nosúltimos três anos, o Brasil acumulou déficits expressivos nas contas públicas. Ogoverno federal voltou a operar no vermelho, ampliando a dívida e reduzindo amargem de manobra para investimentos essenciais. Oresultado é conhecido: mais pressão inflacionária, juros altos por mais tempo eum ambiente hostil para quem produz, investe e gera empregos. Diantedesse cenário, a resposta apresentada com mais frequência é sempre a mesma:aumentar impostos. Mas épreciso dizer com todas as letras: aumento de impostos nunca foi solução paracrise fiscal. Pelo contrário. É o caminho mais fácil — e o mais injusto. Penalizaquem trabalha, quem empreende e quem consome, enquanto preserva desperdícios,privilégios e ineficiências do Estado. Alógica da gastança é perversa. O governo cresce, a máquina pública incha, aeficiência não melhora — e a conta sobra para a sociedade. UmEstado maior não significa um Estado melhor. E um governo que arrecada mais nãoé, necessariamente, um governo que entrega mais. É nessecontexto que o debate eleitoral de 2026 começa a ganhar forma. E o eleitorprecisa cobrar desde já. Nocenário nacional, nomes do campo da direita e do centro-direita já aparecemcomo alternativas a esse modelo baseado em gasto excessivo e aumento detributos. Tarcísiode Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite são frequentemente citadoscomo lideranças que defendem maior controle de despesas, responsabilidadefiscal e eficiência administrativa. Independentementede quem será candidato, a cobrança precisa ser objetiva: Comoequilibrar as contas sem criar novos impostos? Quegastos serão cortados? Quaisprivilégios serão enfrentados? NoEstado de São Paulo, esse debate é ainda mais sensível. São Paulo é o maiormotor econômico do país. Sustenta boa parte da arrecadação nacional e não podeser governado no improviso. O atualgovernador Tarcísio de Freitas, apontado por aliados e analistas comoreferência de uma gestão técnica e menos ideológica, concentra expectativastanto para a continuidade do projeto paulista quanto para voos nacionais. E quemse colocar como alternativa precisa apresentar o mesmo compromisso comequilíbrio fiscal e gestão eficiente. Para ointerior paulista, para cidades como Sorocaba, essa discussão não é teórica —ela é prática e diária. Quando Brasília gasta mal, Sorocaba sente. QuandoSão Paulo perde eficiência, Sorocaba paga a conta.CruzeiroFM, com você o tempo todo!!!
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