EPISODE · Jan 22, 2022 · 4 MIN
Fragments - Bonobo - Crítica
from Intrometendo · host Intrometendo
A música eletrônica na virada do milênio estava em um lugar bastante descontraído. Após a expansão da cultura rave para salas chillout e a refutação de house e techno da IDM, uma onda de produtores europeus peculiares emergiu com o objetivo comum de levar a música eletrônica lounge ao próximo nível. Bandas de downtempo como Zero 7 e Lemon Jelly eram produtos de uma cena de dance music em declínio, enchendo fones de ouvido e sistemas de som hi-fi com grooves tão suaves que praticamente se desenrolavam no tapete da sala. O melhor desta safra, como Röyksopp e Air, teceu tapeçarias coloridas de samples e sintetizadores que pareciam uma convergência lógica de tendências em trip-hop, eletrônica e turntablism. Mas mesmo assim, muitos dos praticantes do gênero estavam lançando as bases para o que agora consideramos “batidas lo-fi para relaxar/estudar”, criando um modelo pós-hip-hop para música de papel de parede tão suave quanto sem rosto. Fragments - Bonobo - Crítica - https://www.intrometendo.com.br/2022/01/fragments-bonobo-critica.html
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