EPISODE · May 16, 2022 · 15 MIN
Fruto do Espírito - Episódio 10 - Domínio Próprio
from Meditações Cristãs · host Metanoia Valley
Como cidade derrubada, que não tem muralhas, assim é aquele que não tem domínio próprio. (Provérbios 25:28) Bem vindo ao décimo e último episódio desta nossa série de meditações sobre o fruto do Espírito. Hoje vamos meditar sobre o domínio próprio, começando, desde já, a relaxar, em busca de uma tranquilidade mental para o nosso estudo. O Domínio Próprio, por ser ligado às nossas reações, deve ser algo que a gente consiga trazer à mente nos momentos em que normalmente surgiria a raiva. Como já vimos em outros episódios, a meditação proporciona uma diminuição da atuação do sistema límbico, fazendo com que a pessoa tenha reações menos emocionais. No entanto, como foi falado no episódio anterior, somente a meditação tradicional não é suficiente para balancear o cérebro e trazer a resposta completa, em espírito e em verdade. Imagine uma imagem de uma cidade cujas paredes foram quase destruídas, ficando sem defesa contra um inimigo; assim é o homem que não tem controle sobre seu espírito. Ele não tem defesa contra a raiva, a luxúria e as outras emoções desenfreadas que destroem a personalidade. Domínio, do grego enkrateia, deriva de en, que significa “na esfera de” e krátos, "domínio, maestria", - significando, em sua origem, poder ou domínio sobre alguma coisa ou sobre alguém. Durante o período Socrático da filosofia, três discípulos de Sócrates, entre eles Platão, transformaram o que era um adjetivo em um substantivo, que deixou de ter o significado de poder sobre algo ou alguém para passar a significar domínio sobre si mesmo, poder sobre suas próprias paixões e instintos, autocontrole. Aristóteles, discípulo de Platão, definiu que o oposto de domínio próprio seria justamente a falta de comando sobre si mesmo; seria o estado de realizar o que se sabe não ser uma escolha positiva por causa de suas consequências, mas, mesmo assim, fazer essas escolhas para satisfação dos prazeres imediatos. O domínio próprio, ou a temperança, seria então o estado de realizar o que se sabe ser uma escolha positiva por conta de suas consequências, também positivas. Ainda no contexto filosófico, para Xenofonte, um dos discípulos de Sócrates, o domínio próprio era o fundamento de todas as virtudes, diferente do apóstolo Paulo, que considerava o amor como a base de todo o fruto. O livro Vincent - Estudo No Vocabulário Grego Do Novo Testamento acrescenta ainda que a temperança significa segurar nas mãos as paixões e os desejos. De acordo com I João, 2:16, essas paixões são tudo o que há no mundo — os desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida, coisas que não procedem do Pai, mas do mundo. E talvez aí esteja a chave para o Domínio Próprio. José, quando esteve no Egito foi tentado pela mulher do senhor da casa onde trabalhava. Gênesis, capítulo 39, versículos 11 e 12 contam a seguinte história: Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora. José, ao ver que poderia ser atraído para o pecado, teve domínio próprio e fugiu. E é o que devemos fazer diariamente, oferecendo nossos olhos, nosso corpo, nossa mente, em sacrifício contra as tentações do mundo, exercendo controle sobre todos nossos sentidos e sentimentos para que possamos passar pela estreita porta e pelo apertado caminho que conduz para a vida. Isso se assemelha em alguma situação que você já viveu? Como cidade fortificada, rodeada por muralhas, imune às paixões do mundo, assim é aquele que tem domínio próprio. (Provérbios 25:28)
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Como cidade derrubada, que não tem muralhas, assim é aquele que não tem domínio próprio. (Provérbios 25:28) Bem vindo ao décimo e último episódio desta nossa série de meditações sobre o fruto do Espírito. Hoje vamos meditar sobre o domínio próprio, começando, desde já, a relaxar, em busca de uma tranquilidade mental para o nosso estudo. O Domínio Próprio, por ser ligado às nossas reações, deve ser algo que a gente consiga trazer à mente nos momentos em que normalmente surgiria a raiva. Como já vimos em outros episódios, a meditação proporciona uma diminuição da atuação do sistema límbico, fazendo com que a pessoa tenha reações menos emocionais. No entanto, como foi falado no episódio anterior, somente a meditação tradicional não é suficiente para balancear o cérebro e trazer a resposta completa, em espírito e em verdade. Imagine uma imagem de uma cidade cujas paredes foram quase destruídas, ficando sem defesa contra um inimigo; assim é o homem que não tem controle sobre seu espírito. Ele não tem defesa contra a raiva, a luxúria e as outras emoções desenfreadas que destroem a personalidade. Domínio, do grego enkrateia, deriva de en, que significa “na esfera de” e krátos, "domínio, maestria", - significando, em sua origem, poder ou domínio sobre alguma coisa ou sobre alguém. Durante o período Socrático da filosofia, três discípulos de Sócrates, entre eles Platão, transformaram o que era um adjetivo em um substantivo, que deixou de ter o significado de poder sobre algo ou alguém para passar a significar domínio sobre si mesmo, poder sobre suas próprias paixões e instintos, autocontrole. Aristóteles, discípulo de Platão, definiu que o oposto de domínio próprio seria justamente a falta de comando sobre si mesmo; seria o estado de realizar o que se sabe não ser uma escolha positiva por causa de suas consequências, mas, mesmo assim, fazer essas escolhas para satisfação dos prazeres imediatos. O domínio próprio, ou a temperança, seria então o estado de realizar o que se sabe ser uma escolha positiva por conta de suas consequências, também positivas. Ainda no contexto filosófico, para Xenofonte, um dos discípulos de Sócrates, o domínio próprio era o fundamento de todas as virtudes, diferente do apóstolo Paulo, que considerava o amor como a base de todo o fruto. O livro Vincent - Estudo No Vocabulário Grego Do Novo Testamento acrescenta ainda que a temperança significa segurar nas mãos as paixões e os desejos. De acordo com I João, 2:16, essas paixões são tudo o que há no mundo — os desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida, coisas que não procedem do Pai, mas do mundo. E talvez aí esteja a chave para o Domínio Próprio. José, quando esteve no Egito foi tentado pela mulher do senhor da casa onde trabalhava. Gênesis, capítulo 39, versículos 11 e 12 contam a seguinte história: Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora. José, ao ver que poderia ser atraído para o pecado, teve domínio próprio e fugiu. E é o que devemos fazer diariamente, oferecendo nossos olhos, nosso corpo, nossa mente, em sacrifício contra as tentações do mundo, exercendo controle sobre todos nossos sentidos e sentimentos para que possamos passar pela estreita porta e pelo apertado caminho que conduz para a vida. Isso se assemelha em alguma situação que você já viveu? Como cidade fortificada, rodeada por muralhas, imune às paixões do mundo, assim é aquele que tem domínio próprio. (Provérbios 25:28)
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