EPISODE · Mar 21, 2023 · 7 MIN
Fumacê está em falta e especialista defende outras formas de combater o mosquito da dengue
from Entrevistas Jornal Eldorado · host Rádio Eldorado
Por falta de estoque, o Ministério da Saúde tem atrasado o envio de inseticidas contra o Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Os produtos são utilizados na nebulização espacial, conhecida popularmente como fumacê. A pasta disse que os contratos já foram refeitos, mas a entrega não é imediata porque as compras são internacionais. Até o fim de fevereiro, segundo o ministério, o Brasil teve alta de 46% nos casos de dengue e de 142% nas infecções por chikungunya este ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Na capital paulista, conforme mostrou o Estadão, uma antecipação na sazonalidade da doença fez o número de casos de dengue subir 47% do início do ano até 4 de março na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, e já é o maior desde 2019 para o período. Diante da escassez nacional, O Estado e a Prefeitura se mobilizaram para comprar o inseticida por conta própria. Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor Crispim Cerutti Junior, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), disse que o inseticida é necessário, mas tem baixo impacto no combate ao mosquito. “O mosquito é doméstico e fica em locais protegidos”, afirmou. Além de uma maior fiscalização nos criadouros, o especialista apontou a necessidade de investimentos em vacinas e na criação de mosquitos com modificações genéticas para combater os insetos transmissores. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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