EPISODE · Dec 12, 2022 · 27 MIN
Game of Thrones - Amazias e Jeroboão II: Presunção e Prosperidade (2 Reis 14) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
O relato deixa Judá e se volta para Israel e Jeroboão II, que teve o reinado mais longo dentre os reis de Israel - quarenta e um anos. Em se tratando de questões espirituais, Jeroboão II não foi um bom rei, mas trouxe prosperidade à nação e a livrou de seus inimigos. Já naqueles tempos antigos, desde que o povo tivesse comida na mesa, dinheiro no bolso e não precisasse temer os inimigos, os cidadãos, de modo geral, não se preocupavam com o caráter de seus líderes. Graças às vitórias da Assíria sobre a Síria, tanto Israel quanto Judá viram-se finalmente livres da sujeição a essa inimiga persistente, e os dois reinos tiveram oportunidade de usar sua riqueza e força de trabalho para construir em vez de lutar. Israel conseguiu expulsar os siros de postos avançados na fronteira, e Jeroboão também recuperou territórios que haviam sido perdidos para a Síria. O reino de Israel chegou a ter as mesmas dimensões que havia alcançado nos tempos de Salomão (vv. 25 e 28; 1 Rs 8:65). O Senhor permitiu essas vitórias não porque os israelitas ou seu rei merecessem, mas por que teve misericórdia de seu povo, que sofria sob o domínio da Síria (2 Rs 14:26; ver Êx 2:23-25). A prosperidade de Israel era apenas superficial e, na verdade, encobria pecados e crimes abomináveis aos olhos do Senhor. Os profetas Amós (1:1) e Oséias (1:1) ministraram durante o reinado de Jeroboão e advertiram que o julgamento estava a caminho. De fato, o julgamento sobreveio em 722 a.C, quando os assírios invadiram Israel, deportaram muitos dos israelitas e trouxeram gentios de outras nações conquistadas a se misturarem com o povo de Israel. Quais eram os pecados desse reino próspero? Um deles era que os ricos prosperavam à custa dos pobres, os quais, por sua vez, eram explorados e abusados. Os abastados proprietários de terras mal cuidavam de seus escravos, e os tribunais desobedeciam à lei e julgavam os casos em favor dos ricos, não usando de justiça com os pobres. Em meio a essa corrupção, os líderes praticavam sua "religião", comparecendo aos cultos e levando seus sacrifícios (Am 2:1-8; 4:1-5). Enquanto os homens ricos e suas esposas viviam em meio ao luxo, os pobres eram oprimidos e privados de seus direitos civis (Am 6:1-7; Os 12:8). O povo "religioso" ansiava pela vinda do "Dia do Senhor", pensando que esse grande acontecimento traria ainda mais glória para Israel (Am 5:18- 27). O povo não se dava conta de que o "Dia do Senhor", na verdade, significava o julgamento divino sobre a nação, pois o julgamento de Deus começa com o próprio povo (1 Pe 4:1 7). Israel possuía uma disposição para a idolatria, o que levava à decadência moral e à corrupção mundana (Os 6:4; 7:8; 9:9; 11:7; 13:2). Jeroboão II reinou de 793 a 753, e, em 722 a.C., os assírios invadiram Israel e acabaram com a nação. Oliver Coldsmith, poeta e dramaturgo inglês, expressou-se com perfeição em seu poema The Deserted Village [Vilarejo Deserto]: A terra agoniza e, depressa, os males irrompem, Onde a riqueza se acumula e os homens se corrompem... WIERSBE, Warren W. - Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento
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