EPISODE · Nov 17, 2022 · 36 MIN
Game of Thrones - Jogando fora de casa: Elias e Yahweh X Acabe, Baal e Mot (1 Reis 14) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Elias não complicou as coisas simples. Ele apenas obedeceu a palavra que Deus revelou, como cada cristão deveria fazer. A obediência verdadeira tem a força da permanência. E isso é necessário, pois viver para Deus em dias ruins exige mais do que um mero ato de obediência. Frequentemente, exige uma obediência duradoura. Quando Elias chegou ao lugar da provisão de Deus, ele precisou ficar ali, e assim o fez. Ele “retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão” (IRs 17.5). A Bíblia não revela quão difícil foi fícar em Querite, mas não deve ter sido fácil. O profeta estava se escondendo de Jezabel para se afastar do perigo. Ele estava escondido do povo de Israel, de modo que havería uma falta da Palavra de Deus, bem como uma falta de grãos. É provável que, para um homem da palavra e de ação como Elias, fícar parado e inativo pode ter representado uma grande provação. No entanto, tudo o que a Bíblia revela é que Elias permaneceu exatamente onde Deus o colocara. Elias ficou onde estava, porque sabia que Deus estava com ele. Em quê Elias estava confiando enquanto ficou em Querite? Será que ele estava confiando no riacho e nos corvos? Elias não estava confiando no riacho, mas no Deus que fez o riacho. Ele não depositou sua confiança nos corvos, mas no Deus que enviou os corvos. Ele tinha aprendido a não confiar nas circunstâncias externas de sua provisão, mas no Deus que providencia. Observe como todas as ações de Elias correspondem aos atributos do Deus ao qual servia. Elias era o tipo de homem que era porque Deus é o tipo de Deus que é. Pelo fato de Deus ser um Deus vivo, Elias foi capaz de orar para ele. Pelo fato de Deus sempre cumprir sua palavra, Elias teve uma palavra que podia obedecer. Pelo fato de Deus cuidar de seu povo, Elias pôde ficar onde estava e depender da providência de Deus. Ele era um profeta que orava, obedecia e permanecia porque o Deus ao qual servia era um Deus que vive, que cumpre sua palavra e que cuida. Deus sempre permanece com seu povo. Ele cuidará também de nós, mesmo que tenha de usar corvos para fazê-lo. Em um sermão chamado “Elias às margens do ribeiro”, Al Martin narra uma noite fria num inverno com neve em uma aldeia alemã na qual um menino e sua mãe se encontravam numa situação desesperadora. Os alimentos haviam acabado. O fogo apagara e não havia nada que pudessem queimar para aquecer sua casa de campo. Então, a mãe ficou chocada quando, ao orar, ouviu seu filho atravessar a sala e abrir a porta da casa deixando assim entrar o ar frio da noite. “Filho, por que você está abrindo a porta numa noite tão fria?”, a mãe exclamou. “É para os corvos, mãe”, o menino respondeu simplesmente. Ele conhecia a história de Elias. Lembrou-se de como Deus havia providenciado tudo para o seu profeta e confiou que Deus enviaria seus corvos, com ou sem neve. Acontece que o burgomestre estava fazendo uma caminhada naquela noite gélida para ver se tudo estava bem na aldeia. Ele ficou surpreso ao ver a porta daquela pequena casa aberta, então foi até lá para investigar. Ele encontrou a mulher na porta e perguntou qual era o problema. Quando ela explicou que ela e seu filho estavam esperando os corvos de Deus, o burgomestre respondeu: “Eu serei o seu corvo, agora e para sempre”. A pobre mãe e seu filho eram iguais a Elias - apesar de viverem em tempos difíceis, conheciam o mesmo Deus que Elias conhecera. Quando oraram por sua providência, descobriram a mesma coisa que nós descobriremos quando confíarmos nele: ele é um Deus vivo, que sempre cumpre sua palavra e sempre se preocupa com seu povo. RYKEN, Philip Graham - Estudos bíblicos expositivos em 1 Reis
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