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EPISODE · May 14, 2020 · 44 MIN

Impecabilidade de Cristo

from Programa na Quebrada · host Programa Na Quebrada

Estudo 30 - A Impecabilidade de Cristo 1 – O SIGNIFICADO DA IMPECABILIDADE DE CRISTO Impecabilidade significa que Jesus jamais fez qualquer coisa que desagradasse a Deus, que violasse a lei ou que tenha deixado de demonstrar a glória de Deus em sua vida (Jo 8.29). 2 – O TESTEMUNHO DA IMPECABILIDADE DE CRISTO As Escrituras dão testemunho da vida sem pecado de Jesus. Ele foi chamado santo desde seu nascimento (Lc 1.35). Jesus desafiou seus inimigos a provarem que ele tinha pecado (Jo 8.46). Nada que Jesus falou pode acusar-lhe justamente (Mt 22.15). Ele guardava os mandamentos (Jo 15.10). Nos momentos em que precederam a crucificação foi declarado inocente onze vezes (Mt 27.4,19,24,54; Lc 23.14,15,22,41; Jo 18.38; 19.4,6). Paulo atestou a impecabilidade de Cristo (2Co 5.21), assim como Pedro (1Pe 1.19; 2.22); João (1Jo 3.5), o autor de Hebreus (Hb 4.15; 7.26,27). 3 – O DEBATE SOBRE A IMPECABILIDADE DE CRISTO Há uma antiga discussão sobre a possibilidade ou não de Jesus cometer pecados em seu ministério terreno. O conceito de que Jesus não podia pecar se chama “impecabilidade” (non posse peccare) e o conceito de que ele podia pecar, mas não o fez se chama “pecabilidade” (posse non peccare). Quem defende a pecabilidade de Cristo o faz com base na afirmação de que, se ele foi tentado, é porque poderia pecar; e, se isso não fosse possível, não poderia ser dito que a tentação foi real (um defensor desse ponto de vista é Charles Hodge). Quem rejeita essa ideia e defende a impecabilidade refuta argumentando que a impecabilidade não anula o ato da tentação assim como a impossibilidade de um couraçado ser vencido por uma jangada não invalida os ataques da minúscula embarcação. Segundo esse ponto de vista, a impecabilidade não depende da “ausência de tentação”, mas da “ausência de vontade de pecar” (um defensor desse ponto de vista é William Shedd). 4 – A NATUREZA DAS TENTAÇÕES DE CRISTO A Bíblia afirma que Cristo foi tentado como um ser humano (Hb 4.15). A dificuldade de algumas linhas aceitarem isso é o fato de Tiago afirmar que Deus não pode ser tentado (Tg 1.13). Aparentemente, diante disso, ou Cristo não é Deus ou não foi tentado. Como nenhum teólogo conservador está disposto a atacar a divindade de Cristo, a discussão é sobre se Cristo foi ou não tentado e se ele podia ou não ceder à tentação. São dois debates distintos que se entrelaçam e repousam sobre os mesmos fundamentos. As tentações de fato ocorreram e foram apropriadas ao Deus-homem, visto que um homem qualquer não é tentado a transformar uma pedra em pão. Mesmo assim, Jesus foi tentado à semelhança dos homens. Para melhor compreensão da natureza das tentações de Cristo, é bom comparar o texto de 1Jo 2.16 com Mt 4.1- 11, onde é possível perceber que, apesar de Jesus não ter sido tentado com cada tentação do mundo (como ser tentado a assistir um mau programa de televisão), ele foi tentado em todas as áreas comuns ao ser humano. 5 – OS PROBLEMAS DO CONCEITO DA PECABILIDADE DE CRISTO Várias implicações indesejáveis surgem da defesa da pecabilidade de Cristo: a) A imutabilidade – Se Cristo pudesse pecar, sua divindade estaria em xeque antes mesmo do pecado, pois não seria “imutável” (Is 9.6; Ml 3.6; 2Tm 2.13; Hb 13.8). b) A soberania – Se Cristo pudesse pecar, temos de levar em conta a real possibilidade de isso acontecer. Se Jesus acabasse por cometer um pecado, nem ele seria Deus (devido ao mal nele), nem o Pai seria soberano, pois ficaria patente que não tem poder para controlar a história e manter seus planos (At 4.27,28). c) As profecias – Caso Jesus cometesse algum pecado, a onisciência e a presciência de Deus não poderiam existir e todas as profecias sobre a obra de Cristo e a redenção dos homens cairiam por terra. No caso de Cristo poder pecar e não fazê-lo, tais profecias não passariam de otimismo (Mq 5.2; Is 53.6-9). Também perderiam completamente o sentido todos os textos que falam de determina

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