EPISODE · Oct 8, 2024 · 50 MIN
Julgamento do assassinato do agricultor Zé Maria do Tomé
from Rádio Debate · host Universitária FM 107.9
No dia 21 de abril de 2010, José Maria Filho não voltou para casa. O agricultor e líder comunitário do Sítio Tomé, na Chapada do Apodi, foi pego numa emboscada, na estrada margeada por grandes propriedades rurais, em direção à comunidade. Zé Maria foi brutalmente assassinado, com mais de vinte tiros. Até aquele dia, o agricultor vinha se empenhando em alertar sobre os danos à saúde provocados pelo uso de agrotóxicos por pulverização aérea. A técnica era largamente utilizada pelas empresas agrícolas da região dos perímetros irrigados. Cinco meses antes do crime, a Câmara de Vereadores de Limoeiro do Norte aprovou lei proibindo a pulverização. Um mês depois do assassinato, a mesma lei foi revogada pelos parlamentares. A história de Zé Maria do Tomé ecoou na Chapada e alcançou visibilidade internacional. Seis suspeitos foram identificados na investigação policial e declarados réus pela justiça. Dois deles, acusados de serem mandantes, conseguiram anulação. Outros três, faleceram. Na terça-feira, dia 9 de outubro de 2024, um único suspeito de envolvimento com o crime vai a júri popular.Nesta edição do Rádio Debate, veiculada no dia 8 de outubro, a gente discute as condições em que esse julgamento acontece, e o que ele representa depois de 14 anos sem justiça por Zé Maria do Tomé.Participam do programa:> Geovana Patrício, advogada membro da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP) e do Coletivo Jurídico da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e representante do Movimento 21 de Abril (M21); > Saulo Diógenes, médico do trabalho, doutorando em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Núcleo TRAMAS – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, e do Núcleo TRASSUS: Trabalho, Saúde e Subjetividades, ambos do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC;> Patrícia Oliveira, advogada e coordenadora do Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.--Roteiro e Produção: Raquel Dantas e Fabrício GirãoApresentação: Marcos Robério SantoOperação de Áudio: Assis Lima
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No dia 21 de abril de 2010, José Maria Filho não voltou para casa. O agricultor e líder comunitário do Sítio Tomé, na Chapada do Apodi, foi pego numa emboscada, na estrada margeada por grandes propriedades rurais, em direção à comunidade. Zé Maria foi brutalmente assassinado, com mais de vinte tiros. Até aquele dia, o agricultor vinha se empenhando em alertar sobre os danos à saúde provocados pelo uso de agrotóxicos por pulverização aérea. A técnica era largamente utilizada pelas empresas agrícolas da região dos perímetros irrigados. Cinco meses antes do crime, a Câmara de Vereadores de Limoeiro do Norte aprovou lei proibindo a pulverização. Um mês depois do assassinato, a mesma lei foi revogada pelos parlamentares. A história de Zé Maria do Tomé ecoou na Chapada e alcançou visibilidade internacional. Seis suspeitos foram identificados na investigação policial e declarados réus pela justiça. Dois deles, acusados de serem mandantes, conseguiram anulação. Outros três, faleceram. Na terça-feira, dia 9 de outubro de 2024, um único suspeito de envolvimento com o crime vai a júri popular.Nesta edição do Rádio Debate, veiculada no dia 8 de outubro, a gente discute as condições em que esse julgamento acontece, e o que ele representa depois de 14 anos sem justiça por Zé Maria do Tomé.Participam do programa:> Geovana Patrício, advogada membro da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP) e do Coletivo Jurídico da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e representante do Movimento 21 de Abril (M21); > Saulo Diógenes, médico do trabalho, doutorando em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Núcleo TRAMAS – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, e do Núcleo TRASSUS: Trabalho, Saúde e Subjetividades, ambos do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC;> Patrícia Oliveira, advogada e coordenadora do Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.--Roteiro e Produção: Raquel Dantas e Fabrício GirãoApresentação: Marcos Robério SantoOperação de Áudio: Assis Lima
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