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May 13, 2021

Lei Áurea faz aniversário. E aí?

from ComuniCast Hosted by Juliana Thomaz

Depois desse infográfico com o histórico de leis que libertavam os negros no Brasil, podemos perceber que nunca foi o objetivo do governo libertar, foram coagidos a isso. Criando várias leis ao decorrer do sec. XIX, muitas delas eram ineficiente na prática, foram criadas com o objetivo de amenizar a pressão que o governo brasileiro […]

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Produzido por Juliana Thomaz Depois desse infográfico com o histórico de leis que libertavam os negros no Brasil, podemos perceber que nunca foi o objetivo do governo libertar, foram coagidos a isso. Criando várias leis ao decorrer do sec. XIX, muitas delas eram ineficiente na prática, foram criadas com o objetivo de amenizar a pressão que o governo brasileiro sofria de outros país, em especial a Inglaterra, para acabar com a escravidão, por conta disso ficaram conhecidas como “lei pra inglês ver”. Desde a “descoberta” do Brasil, a base da nossa economia, política, cultura, estrutura social e até a nossa construção estética é pautada na escravidão. O nosso vocabulário é exemplo disso, já que há muitas expressões e palavras racistas, como: denegrir; mulato (a); inveja branca; humor negro; cor do pecado; criado mudo; negro de traços finos. Clique aqui para entender melhor esses termos. Pensar o racismo, ainda mais no Brasil, é complexo e exige esforço; que nem todos estão disposto a oferecer; de entender que todos nós somos racistas. Vamos entender isso. Por ser estrutural e estar enraizado em nossa cultura, aprendemos e reproduzimos esses hábitos e falas, mesmo sendo negro. O que não nos ensinam é que esses hábitos e falas ferem, marginalizam, tira oportunidades e tira a autoestima de várias pessoas todos os dias. Ser racista é um problema, mas o erro maior está em não querer mudar, banalizar ou se colocar no papel de vítima; o famoso racismo reverso. Em algum momento vamos ser racista na fala, no gesto, até em pensamento, mas normalizar essas atitudes é mais perigoso. O exercício de se questionar, aprender, de procurar informações, entender e mudar é imprescindível. É um aprendizado diário e nem todos estão dispostos. Racismo Estrutural, o que? Muitos não entendem o conceito de racismo estrutural. E realmente é bem complexo de entender. Basicamente é uma forma de normalização da descriminalização nas estruturas sociais, se refletindo nas políticas publicas, acesso á educação, cargos de poder, entre outras esferas. O vídeo abaixo do Silvio Almeida, filósofo do direito e presidente do Instituto Luiz Gama Silvio Almeida, em 10 minutos explica melhor o que é o racismo estrutura O racismo estrutural atua em diversas camadas e dimensões, no qual pessoas negras estão na base dessas estruturas e a branquitude se vale dessa posição, tendo acesso a educação, cultura, graduação, saúde, nas esferas de poder são maioria. E não se incomodam com essa situação, pelo contrário normalizam essa situação. Como os negros não se esforçassem o suficiente, ou como se não tivesse nada a ver com isso. A Lei Aurea foi impotente para dar o apoio necessário aos escravos libertados para adaptar e participar da sociedade. Em outras palavras, os ex escravos não receberam nenhuma indenização ou compensação de seus “ex proprietários” ou do Estado. Antes da abolição da escravidão, os escravos eram proibidos de possuir propriedade ou receber uma educação; mas depois de serem libertados, eles se organizaram para fazer seu próprio caminho. Sem educação ou representação política, os ex escravos lutaram, e ainda lutam, por um status econômico e

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This episode was published on May 13, 2021.

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