EPISODE · Oct 9, 2021 · 55 MIN
Livres em Cristo: Não eu, Mas Cristo (Gálatas 2) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Temos dificuldade para viver a graça por causa da nossa humanidade. Nossa dificuldade em entender a graça advém da nossa dificuldade em olhar a vida sob a perspectiva de Deus, que é radicalmente diferente da nossa. Ele vê com graça; nós vemos com justiça. Isso é verdadeiro nos nossos relacionamentos com os outros e mesmo no modo como nos vemos. Deus vê a sua igreja com graça; nossos olhos são os da justiça. Ele nos vê com graça; nós nos vemos com justiça, até mesmo com severidade. Nós não conseguimos viver fora de uma visão meritocrática das relações humanas. A graça de Deus é a abolição do mérito. Afinal, qual era o mérito de Noé, em quem Deus achou graça (Gênesis 6.8)? Qual era o mérito de Abraão para ser tornado pai de todos os que têm fé (Gálatas 3.7)? Qual era o mérito de Moisés para poder falar face a face com Deus, como se fala com um amigo (Êxodo 33.11)? Qual era o mérito de Davi para ser um homem segundo o coração de Deus (1Samuel 13.14)? Qual era o mérito de Maria para que Deus a contemplasse (Lucas 1.47)? Qual era o mérito de Pedro para ser escolhido como líder principal da nascente Igreja contra a qual as portas do inferno jamais prevalecerão (Mateus 16.18)? Qual era o mérito de Paulo para que fosse transformado de perseguidor a perseguido (1Timóteo 1.13)? Eles eram tão valiosos como cada um de nós é. No entanto, Deus lhes infundiu graça, como a infunde a nós. Para viver a graça, precisamos permitir que Cristo viva em nós. Quando morremos na cruz com Cristo, nós nos tornamos íntimos dele. Nós nos tornamos íntimos de Cristo quando nos esvaziamos de nós mesmos. Quando nos identificamos com ele, permitimos que ele viva por nosso intermédio. Se ele vive por nós, por que ficaríamos ansiosos? Não é o nosso desejo que vive; é o desejo dele. Não são os nossos valores que importam; são os dele. Permitir que Cristo viva em nós significa identificarmo-nos com o Cristo da cruz. Há um raciocínio infeliz, apresentado pelos adversários da graça, nos seguintes termos: se Deus é graça, estamos livres para pecar. Contra essa ideia o próprio apóstolo Paulo já advertiu (Gálatas 5.13), tão antiga ela é. Quem pensa assim não entendeu o que é a graça, esse viver de Cristo em nós. Essas pessoas anulam a graça neles. Graça não é indulgência (perdão antecipado) para pecar. Uma vida cheia de graça não tem prazer em pecar. Quando ele vive em nós, temos um novo tipo de confiança nele, marcada pelo descanso. Passamos a descansar no poder de Deus. Só quando Cristo vive em nós vivemos a realidade de que a graça nos basta. Como consequência desse viver de Cristo em nós, podemos adentrar num novo tipo de relacionamento humano, baseado na graça. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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