EPISODE · Dec 23, 2021 · 1H 2M
Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete chaves para se entender o Apocalipse (Apocalipse 1) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Nesta passagem se atribuem três grandes títulos a Jesus. (1) É a Testemunha em quem podemos ter confiança. Uma das idéias favoritas do Quarto Evangelho é que Jesus é a testemunha da verdade e das coisas de Deus. Jesus disse a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho” (João 3:11). E disse a Pilatos: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade” (João 18:37). Uma testemunha é acima de tudo, uma pessoa que fala a partir de seu conhecimento direto e em primeira mão. É uma pessoa que fala do que seus olhos viram e seus ouvidos ouviram. É por isso que Jesus é a testemunha de Deus. Porque veio de Deus, porque se identificou com a vontade de Deus, está capacitado a falar em primeira mão a respeito de Deus e sua verdade, tal como nenhum outro pode fazê-lo no mundo. Jesus é o único que possui um conhecimento direto de Deus. (2) Jesus é o primogênito dentre os mortos. A palavra primogênito é prototokos. Esta palavra grega pode ter dois significados. (a) Pode significar literalmente "primogênito". Se tiver este sentido a referência é à ressurreição. Jesus obteve uma vitória sobre a morte, na qual podem participar todos os que crêem nEle. (b) Visto que o primogênito era o filho que herdava os bens, a honra e o poder de seu pai, prototokos também significava "aquele que tem honra ou poder" ou "aquele que ocupa o primeiro lugar.". Quando Paulo se refere a Jesus como o primogênito de toda a criação (Colossenses 1:15), quer dizer que Jesus é o Senhor da criação inteira; a Ele pertence o primeiro lugar na honra e glória. Se tomarmos a palavra neste sentido, nossa passagem significa que Jesus é o Senhor dos mortos do mesmo modo como é o Senhor dos vivos. É provavelmente este o significado que devemos interpretar. Nada há neste universo ou em qualquer outro universo possível, entre os vivos ou entre os mortos, sobre o que Jesus Cristo não seja o Senhor. Portanto nada, na vida ou na morte, pode nos separar dEle. (3) É o Rei dos reis desta Terra. Há duas coisas que devem destacar-se aqui. (a) Esta é uma citação ou reminiscência do Salmo 89:27: “Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.”. Para os eruditos judeus esta era uma descrição do futuro Messias; portanto, ao qualificar a Jesus de Rei dos reis, está-se afirmando que Ele é o Messias prometido por Deus e tão longamente esperado. (b) Swete, de maneira muito bela, assinala a relação que há entre este título e a importante história das tentações. Nas tentações Satanás levou Jesus até “a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8-9; Lucas 4:6-7). O Diabo pretendia que todo o poder dos reinos deste mundo fora dado a ele (Lucas 4:6), e sua oferta a Jesus era dar-lhe uma participação nesse domínio se Ele se prostrasse para adora-lo. O mais maravilhoso é que Jesus obtém o que o Diabo lhe tinha prometido, e nunca teria podido dar-lhe, mediante o sofrimento da Cruz e o poder da Ressurreição. O Cristo ressuscitado é Senhor de todos os reis da Terra em virtude de sua cruz e de ter-se levantado dentre os mortos vitorioso: porque foi quando foi levantado na cruz que atraiu todos os homens a si mesmo (João 12:32). Não é transigindo com o mal, mas sim mediante o amor e a lealdade inamovíveis, capazes de aceitar até a cruz, que Jesus obtém a titularidade da soberania universal. BARCLAY, The Revelation of John
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