EPISODE · Jan 7, 2022 · 46 MIN
Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete Pragas do Apocalipse (Apocalipse 16) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
O grupo dos sete anjos parte para derramar os julgamentos contidos nas taças repletas da ira de Deus. Enquanto eles esvaziam as taças e vemos as consequências, percebemos que não há nada de novo. Os acontecimentos não passam de continuação do que Deus vem fazendo o tempo todo e não vemos. Recordamos, em especial, das pragas do Egito, porque cada uma das sete taças (e isso também se aplica às pragas iniciadas pelas trombetas mais no início de Apocalipse) repete um aspecto do julgamento daquele episódio tão importante na história da salvação. A conexão clara com o Egito reforça a ênfase de João sobre o culto, pois sabemos que as dez pragas não aconteceram por serem os egípcios extraordinariamente maus, mas por uma única razão que não tem qualquer conteúdo moral aparente: eles estavam determinados a evitar que o povo de Israel fosse adorar a Deus. A tarefa de Moisés, a mesma de todo líder espiritual, era formar um povo que adorasse ao Senhor. Ao voltar do exílio em Midiã, em obediência ao chamado divino, ele se apresentou ao povo e transmitiu sua mensagem. A resposta espontânea foi adoração: "... e eles creram. Quando o povo soube que o SENHOR decidira vir em seu auxílio, tendo visto a sua opressão, curvou-se em adoração" (Êx 4:31). Depois de narrar a história da saída do Egito, a maior parte do livro de Êxodo é um manual de adoração (Êx 24-40). As conhecidas negociações entre Moisés e o faraó tinham um único tema: adoração. A primeira petição foi: "'Deixe o meu povo ir para celebrar-me uma festa no deserto' [...] permite-nos caminhar três dias no deserto, para oferecer sacrifícios ao SENHOR, o nosso Deus" (Êx 5:1,3). Cada renovação desse pedido repetia o motivo: "Deixe ir o meu povo, para prestar-me culto" (ou seja, adorar [latreuo]). Duas variações usam expressões do pedido original: "ofereceremos sacrifícios ao Senhor" (Êx 8:27) e "vamos celebrar uma festa ao Senhor" (Êx 10:9). Moisés tinha a missão de liderar o povo no culto. Faraó pecou ao impedir. As pragas de julgamento aconteceram por esse único motivo. O pior inimigo externo que o povo de fé enfrenta é a obstrução à adoração. O pior inimigo interno que o povo de Deus enfrenta é a subversão da adoração. Esse deve ser nosso maior temor. Foi o aspecto com o qual João mais se preocupou. Com base nisso, é que os julgamentos sobrevêm. O clamor pelo julgamento e a indagação a Deus "Até quando?" encontram-se estabelecidos no contexto adequado: o culto a Deus. O julgamento deixou de ser questão de esclarecer opiniões ou acabar com queixas pessoais. Passou a ser experimentado como ação há muito iniciada, profundamente elaborada e totalmente realizada de Deus, na qual penetramos por meio do batismo, cujas consequências compartilhamos na salvação, da qual participamos por meio da adoração e celebramos o triunfo final por meio da palavra e da Ceia do Senhor. O tema do julgamento se completa na apresentação da "grande prostituta" (Ap 17-18). O texto primeiro narra a destruição dela (Ap 17) e depois mostra um cântico sobre o mesmo assunto (Ap 18). Essa sequência de história seguida por cântico foi inspirada em Êxodo e reforça a percepção de que o julgamento acontece para libertar as pessoas para a adoração, e, quando elas estão livres, a ordem do dia é o culto (Ap 19). Êxodo 14 narra a história do julgamento do Egito, que foi, ao mesmo tempo, a salvação de Israel; o capítulo 15 traz um cântico sobre o mesmo tema. João também usa esse padrão de fala/cântico, mas substitui o faraó e os egípcios pela Grande Prostituta e seus amantes. Sabemos que o julgamento caiu sobre o faraó porque ele impediu o povo de adorar e entendemos que a Grande Prostituta é julgada pela mesma acusação. PETERSON, Trovão Inverso
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