EPISODE · Jan 9, 2022 · 36 MIN
Maranata, vem Senhor Jesus! Caiu, Caiu, a Grande Babilônia (Apocalipse 18) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
O mais terrível com relação à prostituta não é o fato de ela se deitar com estranhos (isso é apenas seu primeiro ato questionável), mas que, fazendo isso, ela usa o corpo para mentir sobre a vida: não há união de vidas; só de órgãos genitais. A investigação e o desenvolvimento da singularidade da nossa identidade humana, dos quais o sexo é o meio físico, são desviados por essas elaboradas e enganosas fantasias. Por trás do encanto sedutor de perfumes, sedas e bajulação, a pessoa sofre um empobrecimento fundamental. A prostituição usa o sexo para mentir sobre a vida: a verdade de que o amor é um dom, os relacionamentos envolvem compromisso e a sexualidade representa a espiritualidade. A prostituta mente ao fazer acreditar que o amor pode ser comprado, que os relacionamentos são "acordos" e que a sexualidade é um apetite. Usa algo bom para realizar o mal, um corpo bom para diminuir a pessoa, o meio de firmar nossa identidade para nos despersonalizar. O grande engano da prostituição não é a imoralidade sexual; é o sacrilégio espiritual. A adoração sob o aspecto da Grande Prostituta é à comercialização de nossa grande necessidade e profundo desejo de sentido, amor e salvação, e do aperfeiçoamento de nós mesmos para irmos além do que somos. A adoração-prostituta prospera designando o que há de pior em nós — orgulho, lascívia, inveja, cobiça, ira — como "Deus", motivando multidões despersonalizadas e despersonalizantes a buscarem religiosamente esses defeitos divinizados regiosamente. O grande perigo que o mundo representa não reside no mal evidente, mas na religião fácil. A promessa de sucesso, êxtase e significado que podemos comprar por um preço é a adoração-prostituta. É a inversão diabólica. Transformou o "Você foi comprado por um preço" em "Você pode comprar tudo no atacado". A Grande Prostituta é apresentada em um contraste implícito com a Noiva Virgem. Depois que o julgamento dela se completa, o contraste fica mais explícito no banquete de casamento do Cordeiro (Apocalipse 19). A Noiva constitui uma metáfora sexual, assim como a Prostituta, mas faz contraste absoluto com ela. Para a Prostituta, o sexo está a serviço do comércio; para a Noiva, do amor. A Prostituta considera o sexo um contrato; a Noiva, um ganho para toda a vida. Para a primeira, o sexo é ganho, para a outra, dádiva. Somos seres profunda, completa e inescapavelmente sexuais. Ao viver a sexualidade, conhecemos o outro e, de maneira indireta, a nós mesmos. Na vivência da sexualidade, também conhecemos, ou não, a Deus. A adoração-prostituta é assunto para momentos e ocasiões. A adoração-noiva envolve e une todas as partes da vida. A adoração-prostituta é praticada sob o princípio da atração e do prazer. A relação adoração-noiva é no melhor ou no pior, na saúde e na doença, até que a morte nos separe, adoração-noiva está sempre em desvantagem, pois a outra é indulgente e provoca a lascívia, enquanto noiva se entrega com sacrifício e fidelidade e, por isso, está sempre sob ameaça. E também por isso precisamos da caricatura violenta do apóstolo sobre a propaganda religiosa que coloca em perigo nossa persistência e fidelidade. A adoração-prostituta traz-nos grande ganhos: conseguimos tudo o que queremos, na hora em que queremos. Já a adoração-noiva envolve doação: nos entregamos e não sabemos quanto tempo teremos de esperar pela satisfação de nossa ansiedade. Por todo o livro de Apocalipse, as grandes cenas de adoração mostram que Deus está sendo servido — as pessoas se aproximam dele, se entregam em louvor. Em nenhum lugar, Ele as atrai com promessas fáceis. No lamento do capítulo 18 sobre o fim da Grande Prostituta, os negociantes de terra e mar são os que mais sofrem (18:11-19): no culto da Prostituta, conseguiam tudo que desejavam, a vida transbordava com o que possuíam, e agora tudo havia acabado, virara fumaça. Foram privados de tudo que lhes havia sido prometido, daquilo em que haviam investido e do que tinham desfrutado. PETERSON, Trovão Inverso
Embed this episode
NOW PLAYING
Maranata, vem Senhor Jesus! Caiu, Caiu, a Grande Babilônia (Apocalipse 18) #rpsp
No transcript for this episode yet
Similar Episodes
No similar episodes found.
Similar Podcasts
No similar podcasts found.