Maranata, vem Senhor Jesus! Eis que faço novas todas as coisas! (Apocalipse 21) #rpsp episode artwork

EPISODE · Jan 12, 2022 · 45 MIN

Maranata, vem Senhor Jesus! Eis que faço novas todas as coisas! (Apocalipse 21) #rpsp

from Reavivados por Sua Palavra

A surpresa na apresentação do céu em Apocalipse é ele vir em forma de cidade. Outras religiões descrevem o céu como a volta à natureza — um paraíso formal, como um jardim. Isso parece ter sentido quando buscamos renovação e restauração de mente e espírito. Mas as cidades estão repletas de pessoas barulhentas, voltadas para si mesmas, que se esquecem de Deus ou o desafiam, que espancam os outros e abusam deles. A primeira cidade, Enoque, foi construída pelo primeiro assassino, Caim, e destruída no dilúvio. Por certo, o céu deveria nos afastar de tudo isso. Mas na Bíblia é diferente. O céu não é um lugar afastado das tensões da vida dura na cidade. É a invasão da cidade pela Cidade. Não entramos no céu para fugir do que não gostamos, mas pela santificação do lugar em que Deus nos colocou. Doze pedras formam o fundamento da cidade, que tem 12 portões. Em cada um está escrito o nome de uma das 12 tribos de Israel e, nas pedras, os nomes dos apóstolos. Com isso, João desenvolve ainda mais a sensação de correspondência: nossos ancestrais falhos e infiéis formam o acesso e o fundamento do céu. Em outras palavras, agora nossa participação e esperança no céu é poupada de lágrimas pela dura vida de fé nas cidades de Tiatira, Pérgamo e Éfeso; São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Ninguém espera que as 12 tribos formem os portões do céu. Suponho que apenas aqueles que ignoram a história idealizem os nomes e os usem como representações simbólicas de ancestrais santos. Mas sabemos que as comunidades cristãs primitivas conheciam o assunto. Liam com avidez as Escrituras. A maravilha na história dos 12 filhos de Israel não reside em santidade e heroísmo. Espantoso foi Deus ter decidido usar vidas humanas tão obstinadas e destituídas de atrativos para formar a base da grande obra de salvação que completou em Jesus. O pai dos 12, Jacó, depois Israel, tinha poucas qualidades a recomendá-lo, e sua semente não melhorou em seus filhos. Encontramos histórias de brutalidade, fraude, violência, abuso sexual e covardia. Contudo, nessas vidas e através delas, Deus persistentemente trouxe salvação a miseráveis que não mereciam ser salvos e revelou, assim, sua glória. A história conhecida dos 12 apóstolos não é tão extensa quanto a das tribos, mas o que sabemos não traz mais orgulho para encorajar nossa genealogia espiritual. Também eles formavam um grupo desigual de pessoas comuns, esperançosas e medrosas, generosas e individualistas, corajosas e inconstantes. Notável foi Jesus passar a vida na companhia deles, com paciência e persistência, ensinando, treinando, perdoando, censurando, viajando com eles, amando-os até morrer. Só temos informações de três (Pedro, Tiago e João). De quatro, sabemos um ou dois fatos (André, Filipe, Tomé e Mateus). Não sabemos nada dos outros cinco: Tiago filho de Alfeu, Bartolomeu, Tadeu, Simão, o zelote, e Matias, que assumiu o lugar de Judas Iscariotes. Na última década do primeiro século, quando os cristãos da Ásia deixavam seus lares, tomavam a cruz e seguiam seu Senhor, metade dos apóstolos havia adquirido certo esplendor, mas a outra mergulhara em total obscuridade. Todos os 12 fizeram parte do fundamento da cidade. Aparentemente, não podemos pensar no céu como nas histórias de conquistas, com grandes heróis recebendo troféus, carregados em honra celestial em turbilhão lendário de tirar o fôlego. Se o céu for para pessoas assim, terá pouco a ver comigo. Mas nada na vida de fé ou na visão aponta para isso. Simeão e Rúben (até eles?) são material para a construção do céu, como Bartolomeu e Tadeu (quem?). Sendo assim, não há nada tão maligno em minha falta de fé e nada tão obscuro em minha vida que não seja, agora mesmo, transformado em pedra para o fundamento ou para os portões de entrada do céu. Quando João viu os nomes das 12 tribos escritos nos portões de pérola e dos 12 apóstolos nas pedras, soube, e nos faz saber, que tudo na história é remediável. O céu é um sistema intrincado de conclusões. PETERSON, Trovão Inverso

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