Meditação Matinal da Igreja Adventista - 19/05/2020  episode artwork

EPISODE · May 19, 2020 · 3 MIN

Meditação Matinal da Igreja Adventista - 19/05/2020

from Comunhão Diária · host Othoni Vinícius de Paula

O “justo” carrancudo. Autoria Pr. Zinaldo Santos. Leitura por @Othoni.Vinicius Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu, serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Lucas 15:29, NVI Certo homem muito influente na comunidade de fé caiu em pecado. O impacto foi tremendo! Os irmãos ficaram perplexos, mas expressavam o desejo de que logo ele fosse restaurado. Depois de alguns meses, a reação de alguns quando o pecador decidiu voltar foi surpreendente! Nem todos acreditavam na mudança e achavam que as provas de reconversão eram insuficientes. Felizmente, o homem foi reintegrado. Sempre há pessoas com critérios particulares de justiça no trato com pecadores. Muitas vezes, sentindo-se superiores à luz dos próprios feitos, olham com desprezo aqueles que devem ser alvo do amor e da misericórdia. Na parábola, o filho mais velho personifica esse comportamento, semelhante ao que demonstravam os líderes religiosos daquele tempo para com as pessoas carentes de ver um raio de luz da graça perdoadora. É a carranca da justificação própria e do perfeccionismo legalista em contraste com o sorriso da graça em festa. Se a reivindicação de sua parte na herança, feita pelo filho mais novo, era uma ofensa equivalente a dizer ao pai: “Eu desejava que você estivesse morto”, não menos cruel foi a atitude do filho mais velho, recusando-se a participar da festa para o irmão e discutindo com o pai diante dos convidados. Na cultura oriental, o respeito ao pai era fundamental. Além disso, segundo as regras de hospitalidade prevalecentes, talvez a aldeia inteira tivesse recebido convite. Ao filho mais velho cabia unir-se aos demais familiares nas boas-vindas aos convidados. Contudo, tendo trabalhado esperando ganhar o favor do pai e da comunidade, se empenhado em obter o reconhecimento moral e se sentindo preterido, optou por desnudar seu lado egoísta e cheio de justiça própria. Ele não sabia apreciar a graça que busca, espera, recebe, abraça e restaura. Ao sair à sua procura, o pai ouviu a amarga contestação. E explicou que ele também podia ter tudo o que era da família, “como concessões imerecidas do amor”, não como pagamento pelos serviços prestados (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 210). Quem quer que tendo deixado o lar e para ele voltado arrependido é nosso irmão, filho do mesmo Pai. Parafraseando a escritora Carolyn Arends, ser motivo de uma festa promovida pela graça, para celebrar o retorno de alguém à casa do Pai, é um privilégio. Ser convidado a preparar e participar do banquete e do acolhimento ao pródigo é um presente de valor igual. Sob hipótese nenhuma o recuse!

O “justo” carrancudo. Autoria Pr. Zinaldo Santos. Leitura por @Othoni.Vinicius Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu, serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Lucas 15:29, NVI Certo homem muito influente na comunidade de fé caiu em pecado. O impacto foi tremendo! Os irmãos ficaram perplexos, mas expressavam o desejo de que logo ele fosse restaurado. Depois de alguns meses, a reação de alguns quando o pecador decidiu voltar foi surpreendente! Nem todos acreditavam na mudança e achavam que as provas de reconversão eram insuficientes. Felizmente, o homem foi reintegrado. Sempre há pessoas com critérios particulares de justiça no trato com pecadores. Muitas vezes, sentindo-se superiores à luz dos próprios feitos, olham com desprezo aqueles que devem ser alvo do amor e da misericórdia. Na parábola, o filho mais velho personifica esse comportamento, semelhante ao que demonstravam os líderes religiosos daquele tempo para com as pessoas carentes de ver um raio de luz da graça perdoadora. É a carranca da justificação própria e do perfeccionismo legalista em contraste com o sorriso da graça em festa. Se a reivindicação de sua parte na herança, feita pelo filho mais novo, era uma ofensa equivalente a dizer ao pai: “Eu desejava que você estivesse morto”, não menos cruel foi a atitude do filho mais velho, recusando-se a participar da festa para o irmão e discutindo com o pai diante dos convidados. Na cultura oriental, o respeito ao pai era fundamental. Além disso, segundo as regras de hospitalidade prevalecentes, talvez a aldeia inteira tivesse recebido convite. Ao filho mais velho cabia unir-se aos demais familiares nas boas-vindas aos convidados. Contudo, tendo trabalhado esperando ganhar o favor do pai e da comunidade, se empenhado em obter o reconhecimento moral e se sentindo preterido, optou por desnudar seu lado egoísta e cheio de justiça própria. Ele não sabia apreciar a graça que busca, espera, recebe, abraça e restaura. Ao sair à sua procura, o pai ouviu a amarga contestação. E explicou que ele também podia ter tudo o que era da família, “como concessões imerecidas do amor”, não como pagamento pelos serviços prestados (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 210). Quem quer que tendo deixado o lar e para ele voltado arrependido é nosso irmão, filho do mesmo Pai. Parafraseando a escritora Carolyn Arends, ser motivo de uma festa promovida pela graça, para celebrar o retorno de alguém à casa do Pai, é um privilégio. Ser convidado a preparar e participar do banquete e do acolhimento ao pródigo é um presente de valor igual. Sob hipótese nenhuma o recuse!

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