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Memória Viva #1 - Dona Dita

An episode of the Desobediência Sonora podcast, hosted by Desobediência Sonora, titled "Memória Viva #1 - Dona Dita" was published on January 2, 2018 and runs 42 minutes.

January 2, 2018 ·42m · Desobediência Sonora

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Podcast A Memória Viva Nasce a Cada Dia Entrevista com “dona” Dita, 96 anos. História do bairro São João/Festa de São João em Brotas (SP). 2016 No primeiro semestre de 2016, teve inicio a idealização e concretização do projeto A memória viva nasce a cada dia, uma ação audiovisual construída de forma autônoma e independente que busca através do audiovisual realizar o resgate das memórias e histórias dos antigos moradora(e)s do bairro São João, localizado na cidade de Brotas (SP). O São João é um dos primeiros bairros a surgirem na cidade. O São João e o Pitu Acesso já foram em um passado não muito distante, territórios habitado por famílias de trabalhadores negra(o)s que tiveram um papel valoroso e importantíssimo para história cultural e social da cidade de Brotas (SP). Em uma de nossas constantes idas e vindas pelo território que compreende o São João, conseguimos ter o contato da simpática “dona” Dita, mulher negra de 96 anos, que nos relatou a sua história e vivência no bairro São João. Dita relembra desde quando comprou um terreno no bairro do São João e foi residir por lá. Na época em que se estabeleceu no bairro, Dita disse ter tido um árduo trabalho para limpar o terreno onde iria construir sua futura casa. Foi uma ação trabalhosa. No inicio, o São João era uma área que tinha muita mata e composta por casas dispersas uma das outras.As lembranças das festas do São João estão extremamente vividas na memória de “dona” Dita, ela nos descreve sobre a pompozidade e alegria de tal acontecimento. Diz, ter conhecido o saudoso João Julião, rezador e um dos mais ativos organizadores da festa do São João. As enormes fogueiras e os brincantes dançando ao som dos tambores é revivido por Dita com detalhes preciosos. Uma das características da festa na época era a sua organização coletiva e popular, diferentemente do que acontece hoje em dia, em que as festas religiosas são exclusivamente organizadas pela igreja e empresariado, dando, assim, um viés fundamentalmente comercial para as festas, onde Igreja, Poder Publico e Empresariado organizam e estruturam a configuração das festas religiosas que acontecem no município.Mãe de quatorze filha(o)s, Dita casou-se com quatorze anos de idade e diz ter feito o parto de todas as filha(o)s. Além de ter casado muito cedo, Dita foi muito controlada e maltratada pelo companheiro; e teve uma relação opressiva com o companheiro por cerca de quarenta anos, desde quando casou-se até a morte de seu companheiro. A seguir ouça o áudio contendo a entrevista na integra com a “dona” Dita.

Podcast A Memória Viva Nasce a Cada Dia Entrevista com “dona” Dita, 96 anos. História do bairro São João/Festa de São João em Brotas (SP). 2016 No primeiro semestre de 2016, teve inicio a idealização e concretização do projeto A memória viva nasce a cada dia, uma ação audiovisual construída de forma autônoma e independente que busca através do audiovisual realizar o resgate das memórias e histórias dos antigos moradora(e)s do bairro São João, localizado na cidade de Brotas (SP). O São João é um dos primeiros bairros a surgirem na cidade. O São João e o Pitu Acesso já foram em um passado não muito distante, territórios habitado por famílias de trabalhadores negra(o)s que tiveram um papel valoroso e importantíssimo para história cultural e social da cidade de Brotas (SP). Em uma de nossas constantes idas e vindas pelo território que compreende o São João, conseguimos ter o contato da simpática “dona” Dita, mulher negra de 96 anos, que nos relatou a sua história e vivência no bairro São João. Dita relembra desde quando comprou um terreno no bairro do São João e foi residir por lá. Na época em que se estabeleceu no bairro, Dita disse ter tido um árduo trabalho para limpar o terreno onde iria construir sua futura casa. Foi uma ação trabalhosa. No inicio, o São João era uma área que tinha muita mata e composta por casas dispersas uma das outras.As lembranças das festas do São João estão extremamente vividas na memória de “dona” Dita, ela nos descreve sobre a pompozidade e alegria de tal acontecimento. Diz, ter conhecido o saudoso João Julião, rezador e um dos mais ativos organizadores da festa do São João. As enormes fogueiras e os brincantes dançando ao som dos tambores é revivido por Dita com detalhes preciosos. Uma das características da festa na época era a sua organização coletiva e popular, diferentemente do que acontece hoje em dia, em que as festas religiosas são exclusivamente organizadas pela igreja e empresariado, dando, assim, um viés fundamentalmente comercial para as festas, onde Igreja, Poder Publico e Empresariado organizam e estruturam a configuração das festas religiosas que acontecem no município.Mãe de quatorze filha(o)s, Dita casou-se com quatorze anos de idade e diz ter feito o parto de todas as filha(o)s. Além de ter casado muito cedo, Dita foi muito controlada e maltratada pelo companheiro; e teve uma relação opressiva com o companheiro por cerca de quarenta anos, desde quando casou-se até a morte de seu companheiro. A seguir ouça o áudio contendo a entrevista na integra com a “dona” Dita.
Desobediência Produtiva com Ivan Moré Ivan Moré Desobedecer pode ser um ótimo caminho. É com essa premissa que o jornalista Ivan Moré conversa com profissionais de diferentes áreas, mas que um ponto em comum: nenhum deles seguiu o caminho convencional. Moré e seus convidados discutem temas atuais sob a ótica da inovação, criatividade e da fuga do lugar comum.Desobediência Produtiva no YouTube e Instagram:https://www.youtube.com/c/IvanMoré1instagram.com/desobedienciaprodutiva Desobediência Digital Desobediência Conteúdo sobre marketing, vendas e empreendedorismo de um jeito que ninguém tem coragem de falar! Vem ver. Madres Ambiciosas by Roxana Marroquin Roxana Marroquin Este es un espacio para dejar de obedecer sin darte cuenta.No es un podcast para encontrar tu propósito.Aquí hablo con mujeres brillantes que, desde fuera, “lo tienen todo”:carrera, estabilidad, reconocimiento.Y que por dentro empiezan a notar otra cosa:cansancio que no se quita descansando,fricción constante,la sensación de estar funcionando en una vida que ya no sienten propia.No porque estén perdidas.Sino porque llevan demasiado tiempo sosteniendo algo que ya no encaja.Este podcast no te va a decir que saltes al vacío.Tampoco te va a dar fórmulas para reinventarte.Aquí hablamos de Desobediencia Emocional:de las reglas internas que sigues cumpliendo por lealtad, miedo o sensatez,y del precio de seguir igual cuando ya sabes que algo se rompió.Si buscas motivación, este no es tu sitio.Si llevas tiempo fingiendo que “todo está bien”, quizá sí.Soy Roxana Marroquín.Y este podcast no está aq Contratiempos ContratiemposCT Podcast de precariedades, disidencias y desobediencias.✨ Odiar a los ricos es de guapes ✨
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