EPISODE · Jun 24, 2021 · 2 MIN
Não revele toda a magia!
from Literatura em Ação · host Tatyana e Mateus
Não explique toda a magia. À primeira vista, essa dica parece incongruente, ao se tratar de histórias de fantasia, ainda mais ao tocar um assunto fundamental em sua caracterização. Por “magia” nessa dica, entenda tudo o que for estranho e fora da realidade, porém único à história, além de ser citado previamente no folclore interno. Como já falamos bastante no folclore interno como elemento importante na história, não irei me encompridar aqui, e comentarei apenas as consequências de explicar tudo no caminho. Cada regrinha extra em seu universo ficcional também serve de limitador à sua criatividade, assim como uma cerca em torno de um terreno; o mesmo elemento delimitador que serviu de ponto de partida não pode ser utilizado para definir toda a história e seu desenvolvimento. Obviamente, surgirão situações na qual será necessário explicar algumas regras do mundo fictício, sem escapatória. Mesmo assim, é possível seguir a mesma metodologia das outras dicas, aplicando o velho bom senso. Quais aspectos fantásticos são mais relevantes aos três pilares* da sua obra? Eles necessitam ser explicados? Revelar a natureza deles prejudicaria a escrita, ou não? Embora eu utilize a palavra “magia” para todos os aspectos do folclore interno, farei uma observação mais literal, aqui: delimitar regras para o controle da magia nem sempre acaba bem. Muitas vezes, o autor insiste em misturar aspectos científicos na concepção de seus bruxos e feiticeiros, causando uma estranheza fenomenal e certa artificialidade. Apesar de soar arbitrário, serei categórico: explique o que for necessário para o andamento do seu mundo fictício, porém evite explicar a magia em si. *Assim como uma casa é iniciada pelas suas fundações, a literatura fantástica possui uma base estrutural. Esses três pilares da fantasia são o Enredo, os Personagens e o Folclore. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html https://poetisataty.blogspot.com/
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Não explique toda a magia. À primeira vista, essa dica parece incongruente, ao se tratar de histórias de fantasia, ainda mais ao tocar um assunto fundamental em sua caracterização. Por “magia” nessa dica, entenda tudo o que for estranho e fora da realidade, porém único à história, além de ser citado previamente no folclore interno. Como já falamos bastante no folclore interno como elemento importante na história, não irei me encompridar aqui, e comentarei apenas as consequências de explicar tudo no caminho. Cada regrinha extra em seu universo ficcional também serve de limitador à sua criatividade, assim como uma cerca em torno de um terreno; o mesmo elemento delimitador que serviu de ponto de partida não pode ser utilizado para definir toda a história e seu desenvolvimento. Obviamente, surgirão situações na qual será necessário explicar algumas regras do mundo fictício, sem escapatória. Mesmo assim, é possível seguir a mesma metodologia das outras dicas, aplicando o velho bom senso. Quais aspectos fantásticos são mais relevantes aos três pilares* da sua obra? Eles necessitam ser explicados? Revelar a natureza deles prejudicaria a escrita, ou não? Embora eu utilize a palavra “magia” para todos os aspectos do folclore interno, farei uma observação mais literal, aqui: delimitar regras para o controle da magia nem sempre acaba bem. Muitas vezes, o autor insiste em misturar aspectos científicos na concepção de seus bruxos e feiticeiros, causando uma estranheza fenomenal e certa artificialidade. Apesar de soar arbitrário, serei categórico: explique o que for necessário para o andamento do seu mundo fictício, porém evite explicar a magia em si. *Assim como uma casa é iniciada pelas suas fundações, a literatura fantástica possui uma base estrutural. Esses três pilares da fantasia são o Enredo, os Personagens e o Folclore. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html https://poetisataty.blogspot.com/
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