PODCAST · arts
Literatura em Ação
by Tatyana e Mateus
Literatura em Ação é um Podcast para motivar jovens escritores. A escritora Tatyana Casarino e o escritor Mateus Bülow vão compartilhar as suas experiências literárias, fornecendo dicas e conselhos sobre literatura fantástica, ficção e poesia. Saiba como ser um bom influenciador literário e transformar a sua escrita em uma grande ferramenta de força, poder e voz na sociedade ao escutar esse Podcast. Dizem que a caneta pode ser mais poderosa do que a espada. Então, vamos incentivar você, escritor, a tirar as suas poesias e textos da gaveta e a mostrar a sua literatura com coragem para todos.
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Sobre escrever enquanto escuta música
Músicas para auxiliar na escrita. Leia a descrição para saber mais e descobrir as músicas tocadas! Essa dica é um tanto pessoal, ao menos em comparação com as anteriores, mas se funciona comigo, talvez ajude outras pessoas, além de ser a instrução mais fácil de seguir. Apenas escolha uma música para cada situação, e vá em frente! Tudo bem, não é tão simples assim... Existem músicas que servem para situações específicas, e nem sempre aquela trilha inesquecível de Sandy & Júnior, dos Beatles, do Nirvana ou do Mano Lima caberá com o que você deseja escrever. Essa é uma das razões pela qual eu prefiro usar trilhas sonoras de videogames e filmes, geralmente desprovidas de letras cantadas. Tentar escrever e ouvir palavras ao mesmo tempo pode ser desconcertante para algumas pessoas, porém o mesmo não ocorre quando a música possui apenas ritmo. Quando o ritmo de uma trilha sonora encontra sua mão empunhando o lápis, ou então o dedilhar sobre o teclado do computador, uma estranha e deliciosa harmonia toma controle de sua criatividade... Claro, não é exatamente isso o que ocorrerá, mas vocês entenderam o recado. Resta ainda uma dúvida: como escolher a trilha sonora adequada para cada situação? Pessoalmente, prefiro apanhar trilhas de games em comparação com músicas de filmes, por estas serem mais “enérgicas” e ligeiras. Músicas de jogos de RPG são boas pedidas, pois estes são games que costumam investir pesado na emoção, mesmo com gráficos simples e mecânicas limitadas. O mais adequado ao procurar uma música para a escrita é tentar mais de uma delas, até encontrar “aquela” perfeita, moldada ao seu estilo de prosa. Se o seu estilo é mais sombrio ou macabro, trilhas sonoras assustadoras farão mais o seu estilo. Além de retratar aventuras e momentos tensos, uma boa história de fantasia deve conter momentos mais calmos, a fim de deixar os personagens (bem como os leitores) se aliviarem por algum período de tempo. Geralmente, as músicas mais calmas em games de RPG pertencem às cidades e vilas, lugares onde os aventureiros se reúnem antes de se prepararem para a próxima etapa da jornada. Não existem limites para a escolha da trilha sonora. Se quiser, misture trilhas de games e filmes até atingir um resultado desejado, e deixe a criatividade aflorar! E agora que terminamos com as dicas... O que está esperando? Apanhe seu lápis e caderno (ou laptop) e ponha a criatividade para funcionar! Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. Músicas apresentadas como exemplos: *Intensa: Legend of Zelda: A link to The Past music. Overworld theme. *Melancólica: Tales Of Phantasia - Be Absentminded SNES version. *Serena: Final Fantasy V : 1 - 11 - Town Theme. Symphonic Remaster. *Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é propiciar dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html
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Entrelinhas religiosas na Escrita de Ficção!
Os 9 segredos da Fantasia Mística! Segredo 2 no episódio do Podcast "Literatura em Ação" desse mês. *Obs: Esse é um Podcast mensal. Temos o episódio de um autor diferente de fantasia a cada mês, já que Tatyana Casarino e Mateus Bülow revezam os seus episódios por mês. Nesse mês, temos uma dica da escritora criativa e poetisa Tatyana Casarino. 2) Entrelinhas religiosas Sabe aquela passagem bíblica de Jesus que é a sua favorita? Ou aquela parábola budista bonita? Faça releituras dela através da ficção. Coloque dilemas éticos e morais em sua história que são solucionados através de antigas filosofias ou ensinamentos religiosos. Junte os elementos da sua religião (ou de várias religiões ao mesmo tempo se sua mente for mais aberta) e crie cenas fantásticas ou arquétipos sobre eles. Traduza os grandes conhecimentos filosóficos em uma linguagem de entretenimento. Eu, particularmente, gosto de beber nas fontes bíblicas para me inspirar a escrever. As passagens bíblicas de Salomão inspiram a escrever sobre dilemas de justiça (Reis 3:16-28), assim como a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) pode inspirar o autor místico a criar situações onde o raro espírito de caridade foi essencial para salvar a história. Você pode se inspirar nas passagens bíblicas, por incrível que pareça, para criar histórias de fantasia. Isso dará a "aura" mística para a sua história, mas deixe apenas sinais de sua inspiração. Nunca seja tão explícito, senão estraga a "magia". A graça da literatura mística é deixar o leitor perceber a referência religiosa por si próprio e ficar encantado pelas analogias. Você que é místico, como leitor, adoraria ver referências místicas espalhadas em um livro e ficar tendo "insights" o tempo todo, não é mesmo? Espalhe referências místicas nas suas entrelinhas, como escritor, e faça a alegria do seu leitor. Tatyana Casarino. Leia o texto no blog "Recanto da Escritora": Os 9 segredos da Fantasia Mística https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/os-9-segredos-da-fantasia-mistica.html
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O segredo da linguagem dos personagens!
Faça linguagens adequadas a cada personagem. Antes que alguém se levante e faça objeções, quero deixar claro que esta dica não se trata de criar idiomas novos, como fez Tolkien, Frank Herbert (autor da série Duna), entre outros escritores, mas não vejo nada de errado em quem desejar fazê-lo. Por “fazer linguagens adequadas a cada personagem”, eu me refiro a escrever os diálogos de forma convincente, conforme o histórico e plano de fundo disponível sobre eles. Um aspecto comum da literatura fantástica é a presença de muitos personagens com histórias passadas diferentes entre si, vendo-se obrigados a montar uma equipe. Experiências de vida moldam não apenas o caráter, como também a linguagem: um guerreiro bárbaro não terá o vocabulário de um cavaleiro nobre; um bruxo nascido e criado em um lugar ermo, longe da civilização, não se comunicará com a formalidade de um rei. À primeira vista, criar vocabulário diferenciado pode soar difícil, porém é mais simples que se imagina. Pessoas de origens modestas costumam falar de forma direta, e raramente soltam expressões como “porvir”, “gorjeio”, “veemência” e “triênio”. Não estou afirmando que estes indivíduos são ignorantes, e sim apontando um fato; e se a história se passa durante a Era Medieval (ou num mundo fantástico inspirado nesse período), pode ter certeza que a diferença de linguagem entre nobres e plebeus será ainda mais acentuada. Entretanto, a linguagem deve servir ao personagem, e não o contrário. Digamos, por exemplo, que o protagonista é um caçador rude vindo das terras montanhosas, em busca de serviço como mercenário nas tropas de um reino civilizado; o destino acaba aproximando-o da filha mais velha do rei, uma leitora contumaz, e ambos absorvem traços um do outro: o “bárbaro” aprende a gostar de ler, buscando falar de forma mais polida perto da princesa, enquanto ela utiliza menos formalidade ao lado dele. Essas mudanças graduais nas linguagens dos personagens são excelentes para demonstrar o crescimento deles. Na escrita da fantasia é comum ver dois vícios nos diálogos dos personagens mais humildes: uso frequente de erros propositais de ortografia e xingamentos. Evite o primeiro, e seja moderado no segundo. Retratar gente mais humilde falando errado é um método preguiçoso, ainda mais se considerarmos as dicas aqui apresentadas... E para os palavrões, sugiro deixá-los para ocasiões nas quais seu uso é compreensível, como quando um monstro horrível aparece diante dos heróis, ou quando um personagem está muito irritado. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. Mateus, o autor do episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html https://poetisataty.blogspot.com/
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Não revele toda a magia!
Não explique toda a magia. À primeira vista, essa dica parece incongruente, ao se tratar de histórias de fantasia, ainda mais ao tocar um assunto fundamental em sua caracterização. Por “magia” nessa dica, entenda tudo o que for estranho e fora da realidade, porém único à história, além de ser citado previamente no folclore interno. Como já falamos bastante no folclore interno como elemento importante na história, não irei me encompridar aqui, e comentarei apenas as consequências de explicar tudo no caminho. Cada regrinha extra em seu universo ficcional também serve de limitador à sua criatividade, assim como uma cerca em torno de um terreno; o mesmo elemento delimitador que serviu de ponto de partida não pode ser utilizado para definir toda a história e seu desenvolvimento. Obviamente, surgirão situações na qual será necessário explicar algumas regras do mundo fictício, sem escapatória. Mesmo assim, é possível seguir a mesma metodologia das outras dicas, aplicando o velho bom senso. Quais aspectos fantásticos são mais relevantes aos três pilares* da sua obra? Eles necessitam ser explicados? Revelar a natureza deles prejudicaria a escrita, ou não? Embora eu utilize a palavra “magia” para todos os aspectos do folclore interno, farei uma observação mais literal, aqui: delimitar regras para o controle da magia nem sempre acaba bem. Muitas vezes, o autor insiste em misturar aspectos científicos na concepção de seus bruxos e feiticeiros, causando uma estranheza fenomenal e certa artificialidade. Apesar de soar arbitrário, serei categórico: explique o que for necessário para o andamento do seu mundo fictício, porém evite explicar a magia em si. *Assim como uma casa é iniciada pelas suas fundações, a literatura fantástica possui uma base estrutural. Esses três pilares da fantasia são o Enredo, os Personagens e o Folclore. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html https://poetisataty.blogspot.com/
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Reflexo do psiquismo do autor
Os 9 Segredos da Fantasia Mística Olá, pessoal! Há 11 anos eu escrevo poesias místicas e textos místicos no meu blog "Recanto da Escritora". Muitas das minhas poesias têm sabor de mistério, religiosidade e misticismo como vocês podem ver na maioria das postagens poéticas do blog. Hoje eu vou revelar para vocês os meus segredos da literatura mística fantástica, ou seja, aquela onde a ficção fantasiosa revela, nas entrelinhas, ensinamentos místicos. Os 9 segredos da Fantasia Mística! Segredo 1 no Episódio de hoje! 1) Reflexo do psiquismo do autor. Pode parecer egocêntrico o que eu vou falar agora, mas a sua melhor fonte de inspiração é você mesmo (especialmente na literatura mística). Na verdade, não se trata de um egocentrismo tolo e sim de uma profunda e mística introspecção. Quais são as verdades que você carrega no coração? O que a sua intuição diz? Qual a sua história de vida? Quantos medos você já enfrentou? Reflita sobre essas questões com respeito e atenção. "Descascar" a própria alma abre as portas para o psiquismo do universo e você começa a compreender as outras pessoas e os dilemas humanos e psicológicos de maneira melhor. E você nem precisa ser psicólogo para mergulhar nisso -- basta ter uma "veia" poética. Uma música do grupo New Age místico chamado ERA diz assim em um dos versos: "If you look inside your soul, The World will open to your eyes. You'll see". Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para seus olhos. Você verá. E, quando a inteligência e o dom criativo encontram a intuição da alma, sua literatura atingirá um patamar que poucos autores conseguem tocar. Sabe aquele livro que faz sucesso e você nem sabe o porquê? A razão está no psiquismo. Quando você escreve com a alma, a alma do leitor se prende à escrita do seu livro. Eis a lei da atração atuando na sua escrita. Talvez a sua obra de sucesso não seja genial nem tenha grandes e inovadoras técnicas literárias, mas o fato de ser psíquica cria um "carisma" no enredo que faz o leitor se identificar. Afinal, todo leitor já experimentou alguma sensação psíquica que você expressa na literatura. Os sentimentos nos conectam e criam facilmente o fenômeno da identificação. Muitos questionam o sucesso do Paulo Coelho, por exemplo. A escrita dele pode ser simples, mas é profundamente psíquica -- eis a razão do sucesso dele. Paulo Coelho expressa muitos dilemas da alma humana, porque se inspira na jornada espiritual dele próprio. E, ao divagar sobre questões humanas, psíquicas e místicas, ele criou uma literatura sensível e facilmente atraente, pois quase todo leitor se identifica com as questões humanas das histórias dele. Você não precisa colocar a sua alma explicitamente no enredo (isso até faria a obra perder o sabor de mistério e perder a graça), mas é interessante expressar sentimentos já experimentados por você, vivências (narradas de outra forma e com elementos da ficção é claro, senão vira biografia) e tudo aquilo que você aprendeu na sua jornada espiritual. Por que você busca uma religião? Quais os vícios que você teve de lutar contra? Pense em tudo isso e crie um enredo único e cheio de personalidade. Tatyana Casarino. Link do texto: Os 9 Segredos da Fantasia Mística https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/os-9-segredos-da-fantasia-mistica.html
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Dicas e segredos para a criação de vilões!
Dicas e segredos para a criação de vilões! Antagonistas nem sempre são necessários ao desenrolar de uma história de fantasia, mas são raras as obras sem alguma forma de obstáculo com capacidade de raciocínio; mesmo histórias focadas em sobrevivência costumam ter predadores irracionais, porém inteligentes, ameaçando os heróis durante suas jornadas. Assim como o nosso Código Penal descreve inúmeros crimes em espécie, existem diversos vilões na fantasia: temos o chefe dos ladrões ou dos piratas, o conquistador bárbaro truculento, o conselheiro real que é o verdadeiro “poder por trás do trono”, o feiticeiro morto-vivo vingativo, entre outros malfeitores. Ao lado do herói, o vilão costuma ser o segundo personagem a ser concebido pelo autor, e formular uma lista de possíveis “profissões” para o antagonista de sua história pode servir como ponto de partida. Na construção do antagonista, alguns aspectos dos filmes de terror podem ser úteis: uma criatura de rara aparição, porém ainda ameaçadora, é mais eficiente que um sujeito bufante de risada histriônica, pela simples dificuldade da primeira opção cair no ridículo como a segunda. Estudar o comportamento de criminosos e psicopatas famosos também pode auxiliar o autor, ainda mais quando se percebe que os mais terríveis nesse “ramo” costumam falar pouco e manipular seus alvos, muitas vezes se passando por amigos. O estereótipo mais comum dos vilões da fantasia ainda é o “Lorde das Trevas”, um personagem sem bondade alguma e capaz dos piores atos em nome dos seus objetivos. Entretanto, minha dica para quem busca ser original é fugir desse arquétipo, ou temperá-lo com aspectos únicos, a fim de torná-lo mais realista e complexo. Vale até mesmo procurar exemplos reais de grandes conquistadores históricos e seus feitos. Outra sugestão para o autor desejoso de fazer um “Lorde das Trevas” diferenciado trata-se de uma lista bem humorada disponível na internet, chamada “Evil Overlord List” (literalmente, “Lista do Lorde Maligno”), onde são discutidos diversos clichês comuns a estes personagens, tais como ficar parado no trono e só partir para o combate quando todos os capangas foram derrotados, ou então forçar a donzela em perigo a se casar em uma cerimônia pública, um alvo fácil para os heróis. Não é necessário se opor a todos os clichês presentes na “Evil Overlord List”; escolha cinco ou seis dos aspectos, e busque fazer algo diferente. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do episódio de hoje no nosso Podcast, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê: Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: *10 Dicas de Escrita de Fantasia (texto que inspirou o episódio de hoje). https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html *Dica de leitura: 10 Governantes tirânicos que poderiam ser vilões da literatura. https://tatycasarino.blogspot.com/2018/04/10-governantes-tiranicos-que-poderiam.html
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Dicas para o planejamento dos capítulos
*Para planejar a estrutura dos seus capítulos, descreva as principais cenas que você imagina para cada capítulo e como elas vão se comunicar entre si (essa conexão entre capítulos deixará a sua história sólida, consistente e convincente). *Estipule também o número de páginas para cada capítulo de acordo com o tamanho planejado para o seu livro. Tatyana Casarino. *Saiba mais em: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/como-montar-o-projeto-do-seu-livro.html
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Donzela em perigo na Literatura
Donzela em perigo? Faça valer a pena! Voltando às personagens, entraremos em um ponto que se tornou polêmico, porém continua tão intimamente ligado à fantasia heroica que se tornou difícil ignorá-lo. A figura da donzela em perigo vem desde a antiguidade, sendo contestada por diversos motivos; entretanto, aqui deixaremos de lado a visão pós-moderna feminista, concentrando-nos na construção do enredo e das personagens. Em diversas histórias, percebemos que as donzelas em perigo não passam de artifícios para mover o enredo, ou ao menos para motivar o herói. Não afirmo que deveríamos riscá-las de vez dos enredos, e sim ponderar sobre seu papel na construção da trama. Faça um teste: quantas personagens femininas em obras de fantasia poderiam ser substituídas por objetos (pedras mágicas, amuletos e afins) roubados pelos vilões, sem ocorrer prejuízo no enredo? Se elas forem inexpressivas na trama, é o mais sensato a se fazer, até para evitar o excesso de personagens desinteressantes. O problema de caracterização costuma ser evitado quando a personagem é criada pelo autor antes da situação na qual ela precisará ser resgatada, ou se o leitor a conhece antes de assumir a condição de donzela em perigo na trama. Em tramas onde o resgate dessa donzela é o ponto principal do enredo, é possível dividir a história em dois núcleos, sendo um deles o dos heróis indo salvá-la e o outro focado na prisioneira e suas agruras; este segundo núcleo pode servir como uma oportunidade perfeita para desenvolver os vilões, mostrando sua base, seus exércitos, objetivos, etc... É possível aumentar a importância da donzela no enredo, de diversas maneiras: que tal uma princesa que escapa sorrateiramente da prisão, enquanto heróis e vilões digladiam? Ou então uma garota que seduz o vilão, a fim de arrancar segredos dele, e contá-los aos heróis mais tarde? A fantasia é tão ampla que permite alternativas interessantes para a mocinha em perigo se destacar. Por exemplo: a princesa foi induzida a um sono profundo pela magia do vilão, e trancafiada em um cristal gigante? Sem problemas! Ela é uma feiticeira que consegue viajar pelo mundo dos sonhos, e se comunica com o herói quando ele dorme. Se preferir o caminho tradicional, com a mocinha indefesa sendo salva pelo herói, apenas vá em frente. Não tenha medo de usar esse arquétipo, mesmo se aparentar clichê, ou se alguém o acusar de “diminuir a figura da mulher”, até porque essas possibilidades no resgate também são válidas para autores que preferirem usar homens em situação de perigo, no lugar das donzelas. O diferencial aqui está em tornar essa personagem relevante, bem como sua captura na história. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. *Blogue da Taty Casarino: https://tatycasarino.blogspot.com/ *Confiram o texto que o Mateus Bülow escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html
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Monte o Projeto do seu Livro - Parte III
Monte o Projeto do seu Livro - Parte III Ressalta-se que, muitas vezes, surgirão inspirações diferentes no meio da escrita da sua história que acrescentarão cenas jamais imaginadas antes em seu livro. Está tudo bem em deixar a inspiração surpreender você, pois a própria história é viva e terá o seu próprio rumo misterioso. Mas, para dar vida à história e permitir que novas inspirações sejam bem-vindas, é preciso ter uma estrutura primeiro. E como dar essa estrutura? Primeiramente, crie um bloco de notas no computador e separe um caderno para anotar o projeto do seu livro. Antes mesmo de escrever a sua história, escreva o projeto dela. Eu costumo chamar o projeto de "Preparação da história", pois é onde o escritor vai estruturar os desafios dos seus personagens e os elementos principais do seu livro. Nesse projeto, você, caro escritor, vai preencher os seguintes itens: 1) O título do meu livro será: 2) Os protagonistas serão: 3) As características dos protagonistas serão as seguintes: 4) Os desafios que os protagonistas enfrentarão serão os seguintes: 5) O foco da minha história será: 6) Local da história (aqui você indicará o nome da cidade, do país real ou da terra imaginária da sua história): 7) Tempo da história (aqui você indica se a sua história será contemporânea ou de época): 8) Mensagem moral da minha história (muitos escritores fazem histórias apenas com o foco no lazer literário do leitor, mas histórias profundas e cativantes costumam ter mensagens morais nas entrelinhas): 9) Elementos psicológicos da minha história (se você quer conquistar a psique do leitor, é interessante estudar um pouco de Psicologia e comportamento humano para colocar elementos e reflexões sobre os sentimentos e as reações psicológicas dos seres humanos através dos seus personagens): 10) Críticas sociais (a literatura precisa ter mais conteúdo e também poder ser uma forma de refletir sobre a sociedade, pois bons autores criticam as hipocrisias sociais e criam personagens autênticos e diferentes do senso comum): 11) O que quero mostrar com a com a minha obra literária? Onde quero chegar? 12) Uma frase para resumir a minha história: 13) Músicas que podem ser a "Trilha Sonora" da minha história (item divertido e que pode inspirar o jovem autor): Escreva com músicas tocando em seu ambiente de trabalho! A música pode abrir a fonte da inspiração. Crie uma Playlist para o seu livro no YouTube ou no Spotify e mergulhe em boas inspirações musicais! 14) Vilão da minha história (aqui você indicará se o enredo terá vilões e como eles serão): 15) Elenco da minha história (aqui você vai indicar os outros personagens além dos protagonistas e dos vilões): 16) Como imagino o início da minha história? 17) Como imagino o meio da minha história? 18) Como imagino o final da minha história? 19) Campo de pesquisa (aqui você anota tudo o que precisa pesquisar para criar a sua história). 20) Mitos, lendas e arquétipos que inspiram a minha história: 21) Ponto da virada: Separe um tempo para responder as questões ou itens do projeto do seu livro antes de escrever a sua história. Você verá que não será perda de tempo esse exercício, mas ganho de tempo. A organização e a disciplina do projeto representarão gestão de tempo, estrutura e produtividade para a sua escrita. Você verá como tudo ficará mais fácil após o planejamento. Você terá mais consciência da sua escrita e não ficará mais perdido, pois a sua inspiração terá estrutura. Tatyana Casarino. Leia o texto sobre o projeto de um livro no blogue da autora: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/como-montar-o-projeto-do-seu-livro.html Sobre a construção do herói do seu livro (Mateus Bülow): https://youtu.be/vtieMfy0ln8
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Os 33 Mandamentos dos Poetas Melancólicos!
Olá, leitores e ouvintes! Hoje, eu vou abordar um assunto que diz respeito tanto ao mundo da alma, o mundo místico, quanto ao mundo literário. Por isso, aproveitarei para postar este conteúdo nos meus 2 Podcasts: no Podcast para jovens escritores ("Literatura em Ação") e no Podcast "Assuntos da Alma" (onde eu trato de assuntos mais místicos). O próprio Podcast de escritores não traz apenas um conhecimento técnico. Eu também passo dicas psicológicas para jovens escritores, como, por exemplo, dicas sobre coragem e motivação. E hoje eu vou passar um conteúdo bem diferenciado, otimista, psicológico e motivacional para levantar escritores e poetas melancólicos. O universo dark pode ser charmoso e legal. Não sou moralista a ponto de desprezar o lado "dark" por completo. De vez em quando, é bom escrever algo mais "dark" desde que tenha consciência e bons propósitos. Mas, esse universo não pode ser a nossa única fonte de referência. Busque músicas alegres, busque "ares" frescos, fatores iluminados e inspirações mais alegres. É recomendável buscar uma sabedoria mais transcendental. Não fique somente em autores depressivos nem fique alimentando um universo "pesado". O excesso de densidade melancólica faz mal para o seu espírito, para a sua alma e também para a sua escrita. Considerando que o temperamento predominante de autores criativos e poetas é o temperamento melancólico, passarei conselhos sábios para equilibrar esse temperamento. Tais conselhos estão em formato de "mandamentos." Os 33 Mandamentos dos Poetas Melancólicos recitados no áudio (confiram os 07 primeiros mandamentos por escrito): 1) Não alimente a tristeza para que ela não se torne depressão. Deixe a amargura realista de lado e encare a vida com doçura e firmeza. 2) Não se deixe levar por pensamentos tristes e seja fiel a você mesmo e a sua consciência. 3) Não supervalorize o seu talento por ser diferenciado senão você cairá no orgulho. E o orgulho levará à ruína. Encare a sua natureza artística com simplicidade, humildade e espontaneidade. 4) Não se subestime caso você não seja reconhecido, aprovado ou compreendido. Tenha amor-próprio, autoestima e siga fazendo um trabalho bem feito ainda que ele não seja valorizado. O importante é a liberdade de expressão e de consciência. 5) Jamais experimente drogas para fugir da realidade. Elas não apagarão a sua angústia ou deixarão a vida colorida. Pelo contrário, as drogas apenas trarão uma realidade mais dura e uma vida mais cinza com as dificuldades multiplicadas. 6) Busque o autoconhecimento, a lucidez da consciência, o amadurecimento emocional, a sabedoria interna, o fortalecimento interior para viver melhor. 7) Cultive a temperança, a gentileza e o equilíbrio emocional e comportamental. Texto escrito por Tatyana Casarino. Esse Podcast foi baseado em dois textos da autora Tatyana Casarino: 1) Os 33 Mandamentos dos Poetas Melancólicos. Clique no link a seguir para ter acesso ao texto completo: https://tatycasarino.blogspot.com/2017/01/os-33-mandamentos-dos-poetas.html 2) Não seja um poeta emo para sempre. Clique no link a seguir para ter acesso ao texto completo: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/10/nao-seja-um-poeta-emo-para-sempre.html Tatyana Casarino. *Conheçam o Podcast "Assuntos da Alma" de Taty Casarino: https://open.spotify.com/show/4LxvT5ntkUfAudxtPZrsr5?si=UhD-bZEWQcOJBQtTXSovKg *Conheçam o Podcast "Literatura em Ação" de Taty Casarino e Mateus Bülow: https://open.spotify.com/show/3Nqc44j01TlisrngKyVIMB?si=xBGktO9-QR6A0jD98ixODQ *Conheçam o Podcast "Direito em Harmonia" de Taty Casarino: https://open.spotify.com/show/4TjcjeioMVZtJf4xClq3eS?si=ekbSMHPdSsW1AL8N9_M0hA
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A importância de escrever bem o cenário!
A importância de escrever bem o cenário! Busque informações sobre o tipo de terreno que será apresentado. Chega de falar nos personagens, ao menos por enquanto. Nossa próxima dica é muito importante para os autores interessados em fazer mundos fictícios ou retratar longas jornadas em terras inóspitas, e provavelmente despertará aquele cartógrafo amador dormente em cada amante da fantasia (não se esconda, eu sei que você está aí!). Em algumas obras, o próprio cenário parece um ator, dada a sua relevância no enredo e no desenvolvimento dos personagens, pois uma longa e dura jornada molda o caráter de muitas pessoas. Mas o cenário de nada servirá na jornada se não receber uma boa retratação. Não é necessário ser um geólogo ou cartógrafo para fazer um cenário/terreno convincente na fantasia, mas uma dose razoável de pesquisa é bem vinda. Vamos pegar um exemplo básico: imagine que os personagens necessitam atravessar um vasto deserto. Não basta apenas citar a areia, afinal mesmo os desertos possuem suas diferenças; o Saara, na África, não é igual ao Atacama, na América do Sul, ou ao Gobi, na Mongólia e na China. Como é a vegetação, caso ela esteja presente? Que animais e perigos aguardam pelos personagens? E se um dos personagens for nativo desse deserto, deverá ser destacada a resiliência dele frente aos obstáculos do deserto, em comparação com seus parceiros desacostumados à aridez. Alguns autores gostam de ir mais além ao construírem seus mundos de fantasia, e pesquisam aspectos avançados na geografia, tais como movimentos das placas tectônicas, efeitos das montanhas no surgimento de desertos e deslocamento de geleiras; outros se inspiram na arquitetura de cidades existentes para construírem localidades fictícias similares. Esse preciosismo é uma forma excelente de tornar o cenário fictício mais plausível, porém nada impede o autor de fazer uma montanha solitária no meio do nada e afirmar que ela está ali devido a uma decisão dos deuses desse mundo, ou “porque um mago assim o quis”. Todos esses detalhes na construção do cenário ajudam a fortalecer os três pilares da fantasia: o enredo seguirá enquanto os personagens se tornarão mais fortes, após superarem os obstáculos; a descrição do cenário atravessado, por sua vez, irá complementar o folclore de seu mundo fictício. Com os três pilares trabalhando juntos (não necessariamente de forma equitativa), mais coerente o seu mundo fictício ficará. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html
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Monte o projeto do seu livro - Parte II
Monte o projeto do seu livro - Parte II Como montar o projeto do seu livro? Não sente à frente do computador para escrever palavras soltas e formar uma história que você não sabe qual será o rumo dela. Não fique perdido no fluxo da sua história nem fique sem saber onde as palavras levarão você. O erro de muitos jovens escritores é achar que só a imaginação é a rainha da literatura. A imaginação é o sabor mágico da literatura, mas a rainha da literatura é a estrutura. Para ser uma "fábrica de sonhos" no meio literário, é preciso unir imaginação e estrutura. E, para escritores iniciantes, uma estrutura simples e equilibrada é a melhor opção para cativar o leitor no início da sua jornada literária. E como dar essa estrutura? Primeiramente, crie um bloco de notas no computador e separe um caderno para anotar o projeto do seu livro. Antes mesmo de escrever a sua história, escreva o projeto dela. Eu costumo chamar o projeto de "Preparação da história", pois é onde o escritor vai estruturar os desafios dos seus personagens e os elementos principais do seu livro. Nesse projeto, você, caro escritor, vai preencher os seguintes itens inicialmente: 1) O título do meu livro será: 2) Os protagonistas serão: 3) As características dos protagonistas serão as seguintes: 4) Os desafios que os protagonistas enfrentarão serão os seguintes: 5) O foco da minha história será: 6) Local da história (aqui você indicará o nome da cidade, do país real ou da terra imaginária da sua história): 7) Tempo da história (aqui você indica se a sua história será contemporânea ou de época): 8) Mensagem moral da minha história (muitos escritores fazem histórias apenas com o foco no lazer literário do leitor, mas histórias profundas e cativantes costumam ter mensagens morais nas entrelinhas): 9) Elementos psicológicos da minha história (se você quer conquistar a psique do leitor, é interessante estudar um pouco de Psicologia e comportamento humano para colocar elementos e reflexões sobre os sentimentos e as reações psicológicas dos seres humanos através dos seus personagens): 10) Críticas sociais (a literatura precisa ter mais conteúdo e também poder ser uma forma de refletir sobre a sociedade, pois bons autores criticam as hipocrisias sociais e criam personagens autênticos e diferentes do senso comum): 11) O que quero mostrar com a com a minha obra literária? Onde quero chegar? 12) Uma frase para resumir a minha história: 13) Músicas que podem ser a "Trilha Sonora" da minha história (item divertido e que pode inspirar o jovem autor): Escreva com músicas tocando em seu ambiente de trabalho! A música pode abrir a fonte da inspiração. Crie uma Playlist para o seu livro no YouTube ou no Spotify e mergulhe em boas inspirações musicais! 14) Vilão da minha história (aqui você indicará se o enredo terá vilões e como eles serão): Separe um tempo para responder as questões ou itens do projeto do seu livro antes de escrever a sua história. Você verá que não será perda de tempo esse exercício, mas ganho de tempo. A organização e a disciplina do projeto representarão gestão de tempo, estrutura e produtividade para a sua escrita. Você verá como tudo ficará mais fácil após o planejamento. Você terá mais consciência da sua escrita e não ficará mais perdido, pois a sua inspiração terá estrutura. Tatyana Casarino. Leia o texto sobre o projeto de um livro no blogue da autora: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/como-montar-o-projeto-do-seu-livro.html
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Saiba unir personagens!
Saiba unir personagens! Excesso de personagens? Hora de unir alguns deles em um único personagem! Se os leitores e ouvintes passaram pela minha análise do livro Vera Cruz – Sonhos e Pesadelos, no blog da Taty, talvez lembrem que eu critiquei o excesso de personagens, quase todos baseados em estereótipos rasos. Os arquétipos não são necessariamente ruins, porém eles servem como ponto de partida ao elaborar personagens, e não compõem todo o trajeto; é preciso dar um passo além na concepção. Não existe um número fixo de personagens em um romance de fantasia, porém o autor deve fazer um balanço da influência deles na trama, e então decidir quais são mais importantes ou irrelevantes. Mesmo assim, pode ser uma decisão difícil para alguns autores, especialmente quando não conseguem se decidir entre cortar apenas um ou então vários personagens do enredo. Felizmente, existem alternativas interessantes. Uma delas é unir as características mais relevantes de um personagem com outro, ou mesmo mais de três deles, a fim de conceber outro personagem. Não é necessário construir uma amálgama perfeita, e é melhor nem tentar fazer isso; uma construção natural envolve balancear as características mais condizentes com o novo personagem que aparecerá, a fim de tornar o mesmo plausível. Para quem deseja fazer uma fusão envolvendo mais de dois personagens, seria vantajoso começar aos poucos. Por exemplo: você quer fundir três deles de uma vez, porém não sabe quais características individuais deveriam ser combinadas; o melhor seria unir dois personagens por vez, até alcançar o resultado desejado. Existe um meme sobre essas junções, chamado “Hexafusion”; procure pela internet, e logo você encontrará fusões surpreendentes (algumas delas hilárias) de personagens famosos. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê: Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é propiciar dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. *Confiram o texto que ele escreveu sobre a Literatura Fantástica no Blogue da Taty (o texto também relata como unir vários personagens em um único personagem): https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html *Confiram também a análise crítica que o Mateus Bülow fez a respeito do Livro "Vera Cruz -- Sonhos e Pesadelos": https://tatycasarino.blogspot.com/2019/01/vera-cruz-sonhos-e-pesadelos-analise.html
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Monte o Projeto do seu Livro - Parte I
Monte o projeto do seu livro - Parte I Como montar o projeto do seu livro? Não sente à frente do computador para escrever palavras soltas e formar uma história que você não sabe qual será o rumo dela. Não fique perdido no fluxo da sua história nem fique sem saber onde as palavras levarão você. O erro de muitos jovens escritores é achar que só a imaginação é a rainha da literatura. A imaginação é o sabor mágico da literatura, mas a rainha da literatura é a estrutura. Para ser uma "fábrica de sonhos" no meio literário, é preciso unir imaginação e estrutura. E, para escritores iniciantes, uma estrutura simples e equilibrada é a melhor opção para cativar o leitor no início da sua jornada literária. E como dar essa estrutura? Primeiramente, crie um bloco de notas no computador e separe um caderno para anotar o projeto do seu livro. Antes mesmo de escrever a sua história, escreva o projeto dela. Eu costumo chamar o projeto de "Preparação da história", pois é onde o escritor vai estruturar os desafios dos seus personagens e os elementos principais do seu livro. Nesse projeto, você, caro escritor, vai preencher os seguintes itens inicialmente: 1) O título do meu livro será: 2) Os protagonistas serão: 3) As características dos protagonistas serão as seguintes: 4) Os desafios que os protagonistas enfrentarão serão os seguintes: 5) O foco da minha história será: 6) Local da história (aqui você indicará o nome da cidade, do país real ou da terra imaginária da sua história): 7) Tempo da história (aqui você indica se a sua história será contemporânea ou de época): Separe um tempo para responder as questões ou itens do projeto do seu livro antes de escrever a sua história. Você verá que não será perda de tempo esse exercício, mas ganho de tempo. A organização e a disciplina do projeto representarão gestão de tempo, estrutura e produtividade para a sua escrita. Você verá como tudo ficará mais fácil após o planejamento. Você terá mais consciência da sua escrita e não ficará mais perdido, pois a sua inspiração terá estrutura. Tatyana Casarino. Leia o texto sobre o projeto de um livro no blogue da autora: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/como-montar-o-projeto-do-seu-livro.html
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Sobre a construção do herói do seu livro.
Dicas para a Escrita Fantástica. Sobre a construção do herói do seu livro. Sempre existe uma pessoa antes do Herói. É comum o autor imaginar o protagonista antes de todos os outros personagens ao conceber uma história. Obviamente, existem tramas complexas sem um único protagonista, caso de Guerra dos Tronos; mas para autores iniciantes, o mais recomendável seria fazer histórias centradas no ponto de vista de um personagem, e ir modelando o restante de acordo com esse passo inicial. Nada impedirá que o protagonista possa ser concebido ao lado do folclore interno ou da trama, pois esta é uma forma interessante de estabelecer limites iniciais, e então seguir com elementos posteriores. No meu primeiro livro, chamado Taquarê – Entre a Selva e o Mar, criei o protagonista e a ambientação em torno de uma ideia básica: a história teria de se passar em um Brasil inspirado nas criaturas mitológicas do folclore, e o antagonista seria outra nação rival; o enredo, por sua vez, seria desenvolvido seguindo esses delimitadores. Um ditado antigo afirma que mesmo o mais poderoso guerreiro surgiu como um bebê indefeso, e este pensamento é importante ao modelar o herói. Obviamente, isto não significa começar a história logo após o nascimento do protagonista, e sim demonstrar o que ele fazia antes do chamado da aventura. Ele vivia sozinho, ou com parentes ou amigos? Qual era sua profissão ou ocupação, e como esta forma de ganhar a vida influenciará na jornada? Quais eram seus sonhos e aspirações, antes de sua vida dar uma guinada brusca? Esses detalhes são importantes para tornar o herói mais palpável. Entretanto, não tente fazer históricos únicos para todos os seus personagens. É necessário balancear o seguimento da trama. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é propiciar dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html
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05 Dicas para você aperfeiçoar a sua escrita!
05 Dicas para você aperfeiçoar a sua escrita: 1) Leia muito e leia diversos textos em todas as fontes que você puder: revistas, jornais, gibis, livros, sites e blogues; 2) Treine a sua capacidade de interpretação de texto; 3) Desenvolva um estilo original; 4) Tenha espírito crítico, seja verdadeiro com os seus leitores e veja as críticas como sinais positivos do poder de impacto do seu texto; 5) "Especialize-se" em um tema, ganhe sabedoria nesse tema e compartilhe a sua sabedoria com todos os leitores. Autora: Tatyana Casarino. *Leia sobre o assunto no blogue da autora: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/05-dicas-para-voce-aperfeicoar-sua.html *Confira o trabalho da autora Tatyana no YouTube também: https://www.youtube.com/channel/UCsftxoZ2tD-YaV9EaQPXxZw?view_as=subscriber *Música de fundo: Artista: Dereck Fiechter https://www.youtube.com/channel/UCVRJdMxf_nuCR6C1ZMgn7Ug https://open.spotify.com/artist/01Er12nK5rrnHx8usFPJAs?si=yYc28i4jRcWL_rNVadUKug
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Seja direto nas descrições!
Dicas de Escrita de Fantasia pelo escritor Mateus Bülow - 2. Seja direto nas descrições. Se você pensa em escrever fantasia, inevitavelmente deixará boa parte do foco sobre aspectos inexistentes em nosso mundo, e que fazem parte do folclore interno de seu mundo fantástico. Como esses aspectos não são previamente conhecidos pelos leitores de sua obra, será necessário dar atenção extra em suas descrições. Alguém no fundo da sala provavelmente está pensando: “Ora essa! Todo mundo sabe o que é um dragão!”. Mas e como é esse dragão? Ele anda sobre duas ou quatro patas? Possui asas, ou não? Qual a cor das suas escamas? A face dele parece a de um crocodilo, uma serpente, ou um cachorro branco, como no filme da História sem Fim? O mesmo é válido para edificações importantes na trama: Quantas torres tem o castelo onde o vilão instalou sua base? Existe algo estranho na ponte a ser atravessada, causando receio nos heróis? Uma boa forma de treinar descrições é colecionando figuras de monstros, castelos, ruínas, cenários e outros elementos típicos da fantasia. Observe as imagens e tente descrevê-las em um parágrafo de quatro a cinco linhas, deixando o foco nos aspectos mais chamativos, dignos de nota, e cortando detalhes irrelevantes. Cenas de filmes de fantasia também podem servir de referência a autores, ao descreverem ações de personagens. Os personagens relevantes à trama também necessitam boas caracterizações, de preferência nas primeiras cenas deles, embora alguns autores gostem de quebrar essa regra e não dar nenhuma descrição física, ou apenas demonstrá-las perto do final, como é o caso do americano Robert Anson Heinlein, autor de Tropas Estelares. Entretanto, se o leitor tiver uma visão razoável da aparência do protagonista, será mais fácil retratá-lo movendo-se, lutando, se esgueirando por espaços estreitos, etc... Contudo, ponderação é bem vinda, pois não é necessário dar todos os detalhes físicos de um personagem. Se você descrever o protagonista como um rapaz alto de pele bronzeada, com cabelos curtos e negros, já parece meio caminho andado, não é verdade? Detalhes extras, tais como a cor dos olhos, a vestimenta, cicatrizes e afins, podem ser adicionados mais tarde; porém é bom deixar o leitor imaginar personagens e não exagerar detalhes nas descrições. Mateus Ernani Heinzmann Bülow. Mateus, o escritor da postagem, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". Mateus Bülow colabora com o Podcast "Literatura em Ação" da Tatyana Casarino no YouTube e no Spotify. Mateus Bülow também é colunista do blogue da Tatyana Casarino e escreve textos sobre curiosidades históricas e listas diversas com dicas culturais e literárias. Leia o texto do Mateus Bülow sobre dicas de literatura fantástica no blogue da Taty Casarino: https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html
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Revele a sua escrita para o mundo!
Revele a sua escrita para o mundo! Áudio na voz da escritora e advogada Tatyana Casarino. Peço desculpas por qualquer chiado ou falha no áudio. Esse Podcast é novo, mas pretendemos melhorar e evoluir. Gratidão pela compreensão! Acredito que, se o ouvinte ficar atento ao assunto, a mensagem será captada! Não há pretensão na exibição de um dom. Revelar a escrita não quer dizer que sou uma pessoa "metida", mas uma pessoa que segue o fluxo da sua vocação com naturalidade. Tudo na natureza existe para ser exibido. Nós não conheceríamos a beleza do pavão se ele não exibisse o colorido das suas penas. Os pássaros exibem o seu canto, a água exibe o seu refresco, o fogo exibe o seu calor, o dia exibe o sol, a noite exibe a lua e as suas estrelas, a flor exibe a sua beleza e o seu perfume para atrair polinizadores e etc. Por que os escritores não podem exibir a sua escrita? Por que os poetas não podem exibir a sua poesia? Eu acredito que tudo o que segue a sua própria natureza não é errado. O orgulho nasce do medo, da pretensão de ser mais do que a própria natureza e da falsa identificação com as posses efêmeras desse mundo. Revelar algo que é próprio da nossa natureza e vocação não é orgulho, mas naturalidade. A humildade está justamente em seguir a própria natureza sem medo, tendo a coragem de pisar no desconhecido para entregar-se absolutamente ao dom da nossa vocação. Afirmar "sou escritor" pode ser espontâneo e libertador. Não há nada de errado com isso nem é soberba alguma revelar aquilo que a sua vocação naturalmente aponta que você é. Você não precisa ter livros publicados nem ser um escritor famoso para afirmar que é escritor. Vejo muitos escritores iniciantes dizendo que são "aspirantes a escritor" e fico pensando como o excesso de modéstia e insegurança atrapalha a firmeza dos passos iniciais na vocação. É preciso ter força, ousadia e coragem para afirmar "eu sou escritor", pois os outros só reconhecerão você se você se reconhecer como escritor primeiro. Essa afirmação autoconfiante abre portas, garante mais oportunidades e realmente transforma você em um escritor. Antes mesmo de você ser um escritor de sucesso, você precisa acreditar que você é um escritor. Diversas vezes, na vida, precisamos ter a valentia de um "leão" para acreditar em nosso trabalho antes de qualquer outra pessoa e para enfrentar as lutas de evolução da nossa vocação nos ambientes mais inesperados. Tatyana Casarino. https://tatycasarino.blogspot.com/2020/08/como-revelar-sua-escrita-para-o-mundo.html
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Os três pilares da literatura fantástica
Dicas de Escrita de Fantasia pelo escritor Mateus Bülow - 1. Os três pilares da literatura fantástica. Assim como uma casa é iniciada pelas suas fundações, a literatura fantástica possui uma base estrutural. Esses três pilares da fantasia são o Enredo, os Personagens e o Folclore; todas as dicas seguintes serão influenciadas pela presença desses elementos. O enredo, grosso modo, trata do rumo dos acontecimentos, incluindo até mesmo fatos anteriores ao presente estágio da história. Sua comparação poderia ser a de uma estrada na qual os personagens viajam, deparando-se com tudo o que for relevante ao desenvolvimento, até alcançarem a conclusão. Os personagens são como atores de uma peça teatral ou filme, construindo o rumo dos acontecimentos e fazendo a história ter vida, sem aparentar um teatro de fantoches ou de marionetes. Nem todos os atos dos personagens necessitam influenciar diretamente o enredo, e tais ocorrências devem ser estimuladas pelo autor, a fim de aprofundá-los e tornar suas ações plausíveis. O folclore, às vezes chamado apenas de “lore”, é o universo fictício em si, onde o enredo será desenvolvido e os personagens vivem. Enquanto em outros gêneros o folclore é mínimo ou irrelevante, na fantasia e em seus subgêneros ele não pode ser desprezado, pois este pilar carrega os aspectos responsáveis por definir uma obra como tal. O folclore na fantasia pode ser caracterizado de diversas formas: criaturas mitológicas estranhas, terras diferentes do nosso mundo, magia, superpoderes, mortos que voltam à vida, realidades históricas alternativas... Caberá ao autor definir. Apesar de contarem com igual relevância na fantasia, os três pilares não costumam receber a mesma atenção. A maior parte das histórias de fantasia é focada no enredo e nos personagens, enquanto o folclore servirá de “palco” ou “plano de fundo”; entretanto, alguns autores buscam incorporar maior atenção ao folclore interno de suas obras, a fim de complementar a percepção de plausibilidade em seus mundos fictícios. Essa atenção redobrada ao folclore durante a escrita pode se tornar uma armadilha para escritores deslumbrados com a própria criatividade, e aqui eu falo por experiência própria: nem sempre aquele detalhe genial terá seu espaço em uma história, e a insistência em colocá-lo no livro pode prejudicar os dois pilares anteriores. A melhor forma de contornar esse obstáculo talvez seja combinar a apresentação do folclore com o andamento da trama, como fez John Ronald Reuel Tolkien, autor de O Hobbit e Senhor dos Anéis. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html
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A vocação do escritor - Parte II
Todo início vocacional requer um delicado equilíbrio entre humildade e autoconfiança. Devemos ser humildes para saber que precisamos de tempo para crescer dentro da nossa vocação e que é preciso muito trabalho e prática para alcançar uma boa qualidade na nossa atividade por mais que sejamos vocacionados e talentosos. Mas também devemos ser autoconfiantes para responder ao chamado vocacional e para saber que somos dignos do nosso chamado e que temos o nosso valor e a nossa importância dentro da nossa atividade. Se somos chamados para a escrita, isso naturalmente simboliza que somos capazes de escrever e que temos sim "alma" de escritor. Todo início vocacional também requer a nossa entrega absoluta ao chamado. Não pense em como será a opinião das pessoas sobre a sua escrita, não fique refletindo se você será um escritor de sucesso ou não nem especule o que virá depois que você aceitar o seu chamado. Entregue-se "cegamente" ao seu chamado e deixe a própria vocação ser a "professora" do seu destino. Simplesmente escreva e confie no desenvolvimento da sua escrita através da prática. Todos os inícios vocacionais exigem a nossa entrega absoluta, o nosso voto de confiança e até mesmo um impulso "cego" para que as nossas primeiras "sementes" vocacionais germinem em um território novo e desconhecido. Sem esse "impulso cego" e um ímpeto de coragem e autoconfiança, não conseguiremos iniciar nada diferente e especial. O início da escrita precisa de um "impulso cego", uma obediência "cega" ao seu chamado que leva você a transformar os seus pensamentos em palavras. Não fique especulando se você é capaz de transformar pensamentos em palavras. Apenas siga o impulso de escrever, escreva e confie no seu chamado. As palavras sairão naturalmente de você e seguirão o seu próprio fluxo. Até mesmo a história de um livro segue misteriosamente o seu próprio fluxo, e muitos escritores relatam que apenas registraram o que a história "pedia" e que se sentiam viajando no desconhecido ao escrever. Não se preocupe com perfeição no início. O aperfeiçoamento vem com o tempo. A prática naturalmente vai melhorar a sua escrita. No início da sua vocação, tudo é descoberta. Desbrave o território da sua vocação! Tenha coragem! Tatyana Casarino. Visite o Blogue da escritora Taty Casarino: https://tatycasarino.blogspot.com/ Leia um texto sobre esse assunto no Blogue da Taty: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/08/a-vocacao-do-escritor-e-o-inicio-da.html
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A vocação do escritor - Parte I
Nesse áudio, o jovem escritor vai descobrir como identificar a sua vocação literária através do autoconhecimento e dos seus cinco sentidos e será incentivado a confiar no chamado da sua própria vocação. Salienta-se que o escritor vocacionado também tem uma mente filosófica que naturalmente gosta de pensar na vida com profundidade não somente através do raciocínio lógico, mas também a partir de metáforas poéticas. Todos os sentidos do escritor chamam a sua mente para criar e as suas mãos para escrever. A vocação é um chamado e, nesse chamado, todos os nossos cinco sentidos ficam em alerta. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado. Mas, não basta sentir o chamado para escrever, é preciso arregaçar as mangas e escrever tudo aquilo que a cabeça imaginativa está pensando. Muitos não têm iniciativa para escrever por falta de autoconfiança, o que faz com que sociedade tenha a perda de vários escritores talentosos e vocacionados. Muitos não acreditam no próprio chamado e não se sentem dignos para a carreira de escritor, mas todo aquele que sente o chamado é digno da sua vocação. Visite o Blogue da escritora Taty Casarino: https://tatycasarino.blogspot.com/ Leia um texto sobre esse assunto no Blogue da Taty: https://tatycasarino.blogspot.com/2020/08/a-vocacao-do-escritor-e-o-inicio-da.html
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Podcast Literatura em Ação no Spotify e no YouTube
Apresentação do nosso Podcast. Literatura em Ação é um Podcast para motivar jovens escritores. A escritora Tatyana Casarino e o escritor Mateus Bülow vão compartilhar as suas experiências literárias, fornecendo dicas e conselhos sobre literatura fantástica, ficção e poesia. Além de dicas para escrever bem, pretendemos trazer dicas psicológicas e motivacionais para que jovens escritores tenham coragem de expressar as suas ideias para o mundo com autenticidade e espontaneidade. Acreditamos na escrita como uma poderosa ferramenta de transmissão das nossas ideias, razão pela qual vemos a literatura como um instrumento de ação a partir do momento que ela impulsiona novos comportamentos no leitor e no escritor. Sendo assim, devemos ter consciência do poder literário com responsabilidade, já que cada escritor tem vocação para ser uma espécie de "influenciador literário" na sociedade. Saiba como ser um bom influenciador literário e transformar a sua escrita em uma grande ferramenta de força, poder e voz na sociedade ao escutar esse Podcast. Dizem que a caneta pode ser mais poderosa do que a espada. Então, vamos incentivar você, jovem escritor, a tirar as suas poesias e textos da gaveta e a mostrar a sua literatura com coragem para o mundo. A principal aventura literária não é aquela vivida pelos seus personagens, mas a luta vivida pelo escritor, na vida real, quando coloca a sua literatura em ação.
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Sobre o Podcast Literatura em Ação
Literatura em Ação é um Podcast para motivar jovens escritores. A escritora Tatyana Casarino e o escritor Mateus Bülow vão compartilhar as suas experiências literárias, fornecendo dicas e conselhos sobre literatura fantástica, ficção e poesia. Além de dicas para escrever bem, pretendemos trazer dicas psicológicas e motivacionais para que jovens escritores tenham coragem de expressar as suas ideias para o mundo com autenticidade e espontaneidade. Acreditamos na escrita como uma poderosa ferramenta de transmissão das nossas ideias, razão pela qual vemos a literatura como um instrumento de ação a partir do momento que ela impulsiona novos comportamentos no leitor e no escritor. Sendo assim, devemos ter consciência do poder literário com responsabilidade, já que cada escritor tem vocação para ser uma espécie de "influenciador literário" na sociedade. Saiba como ser um bom influenciador literário e transformar a sua escrita em uma grande ferramenta de força, poder e voz na sociedade ao escutar esse Podcast. Dizem que a caneta pode ser mais poderosa do que a espada. Então, vamos incentivar você, jovem escritor, a tirar as suas poesias e textos da gaveta e a mostrar a sua literatura com coragem para o mundo. A principal aventura literária não é aquela vivida pelos seus personagens, mas a luta vivida pelo escritor, na vida real, quando coloca a sua literatura em ação.
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Literatura em Ação é um Podcast para motivar jovens escritores. A escritora Tatyana Casarino e o escritor Mateus Bülow vão compartilhar as suas experiências literárias, fornecendo dicas e conselhos sobre literatura fantástica, ficção e poesia. Saiba como ser um bom influenciador literário e transformar a sua escrita em uma grande ferramenta de força, poder e voz na sociedade ao escutar esse Podcast. Dizem que a caneta pode ser mais poderosa do que a espada. Então, vamos incentivar você, escritor, a tirar as suas poesias e textos da gaveta e a mostrar a sua literatura com coragem para todos.
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Tatyana e Mateus
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