EPISODE · Jul 19, 2022 · 24 MIN
Nem só de Pão… A Balada de Jesurum (Deuteronômio 32) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Quando consideramos a nossa própria história vemos que, se permitirmos, Deus sempre nos encontra. Moises sabe disso. Moisés não conhecia Deus o suficiente. Por isso, perguntou-lhe o nome. Moisés tinha uma carreira certa, medíocre tendo em vista o alcance do que podia fazer, mas certa. Diante do tamanho da missão que Deus lhe tinha designado, era muito melhor ser empregado do sogro. No entanto, sua resistência não durou muito. A missão lhe ardeu, como ardia a acácia. Moisés era tímido a ponto de gaguejar nas situações mais tensas. Na verdade, ele se achava inferior. Suas palavras são bem reveladores: “Ó Senhor, eu nunca tive facilidade para falar, nem antes nem agora, depois que começaste a falar comigo. Quando começo a falar, eu sempre me atrapalho” (Êxodo 4.10). Quando lemos os discursos longos de Deuteronômio, notamos como Moisés venceu sua gagueira. Parece que ficou curado logo depois das missões diante do Faraó, porque depois disso não usou mais Arão como porta-voz. Moisés, preparado no palácio, tinha agora o palácio como um dos seus locais de trabalho. Ele conhecia as regras dos cerimoniais. Ele conhecia os atalhos. As coisas não deviam ter mudado, porque naquele tempo as coisas mudavam devagar. Moisés não estava preparado apenas intelectualmente. O encontro com Deus o preparou espiritualmente e disso a vara na sua mão era o símbolo. A vara de Moisés é também o símbolo de que já temos nas mãos os recursos de que precisamos para cumprir o nosso chamado. E Moisés vai. Moisés é um homem chamado (como todos nós) e com a consciência de que é chamado (como poucos de nós). E Moisés vai. Protótipo de vidas que mudam, ele muda de novo aos 80 anos. Agora, no caminho inverso, ele marcha do campo para a cidade. Aos 80 anos ele se torna um peregrino. O peregrino enfrenta o Faraó, mas não o vence. Quem vence é Deus. O peregrino tem apenas uma vara. Sem a vara, é incompetente. Com a vara na mão, é um guerreiro invencível, embora não branda a vara. É Deus que convence e vence. Quando não convence, vence porque faz o mar se abrir ao meio. O Faraó deixa o povo ir. Deus não lhe deixa escolha. O Faraó não obedece; como muitas pessoas, cede. O povo segue em direção à terra prometida, a mesma terra prometida a Abraão e pisada por ele, mas abandonada pelos seus descendentes por causa da fome. Olhando hoje para trás, podemos ver onde estávamos e como avançamos. Avançamos porque olhamos para frente. Eis o que devemos fazer hoje. Ainda não chegamos aonde podemos chegar. Sim, podemos realizar. Podemos chegar. A uma ideia que ainda não elaboramos. A uma viagem que ainda não percorremos. A um curso que ainda não fizemos. A um concurso que ainda não prestamos. A um livro que ainda não escrevemos. A um filho que ainda não concebemos. A um amor que ainda não vivemos. A um abraço que ainda não demos. A um projeto que ainda não acabamos. A erradicar um ódio que ainda não arrancamos. A um perdão que ainda não concedemos. AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia
Embed this episode
NOW PLAYING
Nem só de Pão… A Balada de Jesurum (Deuteronômio 32) #rpsp
No transcript for this episode yet
Similar Episodes
No similar episodes found.
Similar Podcasts
No similar podcasts found.