EPISODE · Jul 6, 2022 · 41 MIN
Nem só de Pão… Consequências (Deuteronômio 21) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Na lei sobre o filho rebelde (vv. 18-21), vemos um retrato do primeiro "filho pródigo" (Lc 1 5:11-32), exceto pelo fato de que esse filho não saiu de casa, mas continuou vivendo com a família; desobedecia ao quinto mandamento, envergonhava os pais e desgraçava a comunidade. Dia após dia, resistia aos apelos, advertências e repreensões dos pais ao recusar-se a trabalhar, ao divertir-se com os beberrões sem fazer contribuição alguma ao lar ou à comunidade. Esse tipo de pecado era tão hediondo que foi incluído nas maldições lidas na terra de Canaã (Dt 27:16; ver Êx 21:17). Era mais do que uma questão familiar, pois envolvia a paz e a reputação da comunidade. A solidariedade do povo de Israel era um elemento importante de sua vida civil, social e religiosa, pois o pecado de uma só pessoa, família, cidade ou tribo poderia afetar a nação como um todo (ver Dt 13; Js 7:1-1 5). Isso também vale para a Igreja, pois como membros de um corpo espiritual (1 Co 12) pertencemos uns aos outros e afetamos a vida uns dos outros (1 Co 5). Os pais do filho rebelde deviam levá-lo ao conselho local na porta da cidade, dar testemunho da rebeldia e da obstinação do filho e deixar que o conselho decidisse o que fazer. Se o filho se recusasse a mudar seu comportamento, o único veredicto era a morte por apedrejamento, com a participação de todos os homens da comunidade. Isso era feito para eliminar o mal do meio do povo e para alertar outros filhos pródigos ao que poderia acontecer com eles. A oração "eliminarás o mal do meio de ti" aparece nove vezes em Deuteronômio, e a expressão "ouvirá e temerá" é usa da quatro vezes (Dt 13:11; 17:13; 19:20; 21:21). Para o Senhor e para Moisés, o castigo público de um transgressor podia servir para refrear outros pecadores. Além disso, o que estava em jogo era o futuro daquela família, caso fosse permitido que o filho continuasse a pecar. Essa "lei do pródigo" nos ajuda a entender um aspecto da parábola que Jesus contou: o fato de o pai correr de encontro ao filho (Lc 15:20). No Oriente, não era costume um homem mais velho correr. Sem dúvida, o amor do pai por seu filho o impeliu a se apressar para encontrá-lo. A notícia da vida devassa do rapaz no país distante certamente havia chegado a sua cidade natal, e os cidadãos que respeitavam a lei sabiam que ele havia desgraçado a cidade. Ao ver o rapaz se aproximar, os anciãos na porta poderiam ter sido tentados a não deixá-lo passar ou, em sua ira, poderiam ter pego pedras para atirar nele! Porém, com o pai segurando o rapaz em seus braços, beijando-o e dando-lhe as boas vindas, não havia nada que os anciãos pudessem fazer. Se alguém tivesse atirado pedras, poderia ter acertado o pai. Para nós, esse é um retrato do Calvário, onde Deus assumiu nosso castigo para que nos recebesse em seu lar. WIERSBE, Warren - Comentário Expositivo da Bíblia
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