EPISODE · Jul 3, 2022 · 20 MIN
Nem só de Pão… Liderança Secular: o valor da Honestidade (Deuteronômio 17) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
“Pecado é roubar e não poder carregar.” Ouvimos isso desde criança. Queremos um Brasil sem corrupção? Votemos bem em políticos que façam e não roubem. Teremos que procurar, mas encontraremos. Procuremos agir de maneira incorruptível em toda e qualquer situação. Quando encontrarmos um objeto perdido, deixemo-lo onde está, porque, diferentemente do ditado popular, achado é roubado. Quando comprarmos um produto, além de verificarmos se o fabricante tem um selo verde e se não emprega crianças no processo produtivo, chequemos se ele não ganha suas concorrências com fraude ou se não sonega seus impostos. Quando comermos num restaurante, confiramos se a gorjeta vai mesmo para o garçom. Quando formos declarar o imposto de renda, não omitamos receitas nem aumentemos despesas. Quando o guarda nos parar na rodovia por alguma infração, deixemos que aplique a multa que nos cabe, mesmo que nos peça algo para não preencher o talão. Quando nos enviarem pelo correio eletrônico, como anexo, o livro de que tanto precisamos, deletemos sem abrir, antes que a tentação argumente. Quando na roleta do ônibus o trocador nos oferecer um bom desconto para pularmos a catraca, não sejamos cúmplices dele. Lembremos que corromper é o meio de vida dos corruptores e corruptos. Ambos buscam benefícios que não conseguiriam sem essa prática. Num primeiro momento, o corruptor é sempre o algoz, e o corrupto, a vítima. O corruptor seduz; o corrupto adere. O corruptor precisa do corrupto para alcançar seu fim. O corrupto precisa do corruptor para que o seu desejo seja satisfeito. Duas faces da mesma moeda, corruptor e corrupto são tributários de uma sociedade que os trata de maneira leviana. No fundo, ambos estão certos de que não serão punidos. Talvez achem que não devam ser punidos. Olhando em redor, veem que o que eles fazem todo mundo faz. Comparando-se com seus colegas, concluem que quem não faz é porque não têm oportunidade, já que todos gostam dos benefícios da corrupção. Nesse caso, eles têm razão em parte. Parte da sociedade é conivente, especialmente quando afirma que “Fulano é melhor do Beltrano porque fulano rouba mas faz, enquanto Beltrano rouba e não faz”, como se não roubar fosse uma impossibilidade. Quando se escondem atrás da natureza humana (essencialmente corruptora e corrupta), estão igualmente certos em parte. De fato, todos somos capazes de praticar esse tipo de ação. Ao ouvirmos os argumentos possíveis dessa turma, precisamos cuidar para não os aceitar. Se formos na onda deles, primeiramente desejaremos corromper; depois, entraremos no jogo, desconfiados, se o jogo for leve (pouco dinheiro envolvido; logo, pouco risco assumido); em seguida, jogaremos abertamente, como se fôssemos invisíveis. Quando flagrados, repetiremos os argumentos, olhando para os lados e invejando aqueles que não foram (ainda) desmascarados. Quem não quer essa prática na sua vida, não deve começar. AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia
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