EPISODE · Nov 30, 2022 · 24 MIN
NNNA #68 - Entrevista com Marina Cançado e Fábio Galindo, Co-CEOs da Future Carbon Group, por Gesner Oliveira e Artur Villela Ferreira
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🎧 NO AR o 68º episódio do podcast Nem Negacionismo, Nem Apocalipse! Artur Villela Ferreira, Luccas Saqueto Espinoza e eu conversamos com Marina Cançado e Fábio Galindo, Co-CEOs da Future Carbon Group, uma empresa brasileira com atuação global, que nasceu no começo de 2022 com a missão de desenvolver e escalar soluções de descarbonização, unindo visão de negócio e tecnologia, capital intensivo, alta governança e excelência técnica. Embora seja uma empresa nova, ela nasce com um time com mais de 15 anos de experiência nos mercados de carbono, finanças e governança. Já possui, inclusive, o maior portfólio de projetos de créditos de carbono em florestas (19) e energias renováveis (20). ✅ O tempo da natureza é urgente. A Future Carbon tem consciência desse fato, e por isso mesmo apresenta um modelo de negócios que incentiva o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil, aliado ao cumprimento das metas climáticas, com a geração de créditos de carbono. ✅ Para Marina e Fábio, a palavra-chave do mercado de carbono é integridade. Isso pressupõe um alto nível de governança das organizações e é parte dos pilares estratégicos da Future Carbon para levar o mercado de créditos de carbono brasileiro a um novo patamar. ✅ Além da alta governança, a excelência técnica, a visão sobre alternativas para financiar projetos em escala e a tecnologia integrada são os fatores que poderão alçar o Brasil à posição de maior gerador de créditos de carbono do mundo. ✅ A discussão na mídia sobre a COP 27 no Egito girou entorno do acordo de compensação de perdas e danos associados aos extremos climáticos para países mais vulneráveis. Este mecanismo tem importância, mas dificilmente será suficiente para enfrentar os desafios à frente. ✅ A obtenção da maior parcela de países emergentes para combater o aquecimento global deve vir de investimentos privados atraídos por oportunidades concretas de agregação de valor. O Brasil tem condições de atrair um enorme volume com as oportunidades de fontes renováveis de energia. Na mesma direção, o país tem vocação para ser um credor líquido em créditos de carbono para o que a regulação do mercado de crédito de carbono é fundamental. ✅ Mesmo que de maneira tímida, o Brasil começou o seu processo de regulação do mercado de créditos de carbono. Em 2022, foi editado um decreto que regulamenta o mercado e existe uma discussão no Congresso sobre o Marco Legal do Mercado de Carbono, essencial para conferir segurança jurídica para os investidores. ✅ Durante o episódio, Fábio Galindo comenta três cases de sucesso da atuação da Future Carbon Group: - A receita acessória da maior planta de energia eólica onshore do Nordeste está na faixa de R$ 50 a 150 milhões para os próximos 10 anos. - O caso de um produtor rural do norte do Mato Grosso, que em uma área de 10 mil hectares terá cerca de R$ 10 milhões a partir de créditos de carbono, propiciando investimentos em processos de restauração da vegetação e do solo, pecuária sustentável e neutralização da emissão de metano através do crédito de carbono da floresta nativa. - Uma operação financeira envolvendo a lógica do dinheiro no tempo e a antecipação do recebível através do comprometimento de entrega do carbono futuro, o que, para Fábio, será cada vez mais comum nos próximos anos. #créditosdecarbono #sustentabilidade #ESG
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