EPISODE · Jun 4, 2022 · 26 MIN
No Deserto: Os Homens “Mercúrio”: O Perigo das Más Companhias (Números 25) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Balaão foi o mentor do plano que seduziu Israel a participar de uma festa idólatra em Baal-Peor e cometer atos imorais com os midianitas (Nm 25). O mundo expressaria tal doutrina como: "Quando em Roma, faça como os romanos. Não seja um separatista pretensioso. Seja uma pessoa sociável e agradável. Afinal, vivemos numa sociedade pluralista, então aprenda a respeitar o modo de vida e as crenças dos outros". Mas do ponto de vista Deus, o que Israel fez foi uma transigência e uma transgressão de sua aliança no Sinai. O problema em Pérgamo, em Apocalipse 2, era que falsos mestres haviam se infiltrado na igreja e estavam atraindo pessoas para festas em templos idólatras. Em Baal-Peor, o pecado do povo havia sido uma combinação de idolatria e de imoralidade, mas não era assim que os falsos mestres apresentavam sua doutrina. Ensinavam que a graça de Deus dava a seu povo a liberdade de pecar, mas Judas chamou isso de "[transformar] em libertinagem a graça de nosso Deus" (Jd 4; e veja Rm 6:1ss). Os israelitas eram o povo escolhido de Deus, separados das outras nações para servir e para glorificar ao Senhor. Não deviam adorar os ídolos dos povos vizinhos nem tomar parte em suas festividades. Quando entrassem na terra prometida, deviam destruir todos os altares e templos e dar cabo de todos os ídolos (Dt 7; Js 23) para que Israel não fosse tentado a deixar o verdadeiro Deus vivo e a começar a imitar seus vizinhos pagãos. É triste dizer que foi exatamente isso o que aconteceu depois da morte de Josué (Jz 2:10 - 3:6). A doutrina de Balaão é a mentira de que é permitido aos salvos viver como não salvos, que a graça de Deus dá o direito de desobedecer à lei divina. Ao longo de todo o Antigo Testamento, a transigência de Israel com a idolatria é chamada de "adultério" e de "ser infiel", pois a nação "casou-se" com Jeová no Sinai (ver Jr 2:19, 20; 3:1-11; Ez 16; 23; e Os 1 - 2). Essa mesma imagem de "casamento" é usada para falar da relação de Cristo com a Igreja no Novo Testamento (2 Co 11:1-4; Ef 5:22-33; Tg 4:4; Ap 19:6-9). A condescendência do cristão com o pecado é como o marido ou a esposa que comete adultério. Qualquer ensinamento que facilite ou que permita o pecado é uma falsa doutrina, pois a Palavra de Deus nos foi dada a fim de nos capacitar para uma vida de santidade (1 Tm 6:3, 4; Tt 1:1). Paulo enfatiza a necessidade de a igreja ter uma "sã doutrina", ou seja, uma "doutrina saudável" (1 Tm 1:10; 2 Tm 4:3; Tt 1:9; 2:1), sendo que o apóstolo compara a falsa doutrina a um câncer (2 Tm 2:17). Séculos atrás, quando Israel matou Balaão, não conseguiu matar as mentiras que continuaram a influenciar os israelitas depois que conquistaram Canaã (Js 22:15-18). Es sas mentiras ainda exercem influência sobre indivíduos e igrejas hoje em dia, e o câncer da condescendência enfraquece nosso testemunho e consome nossa energia espiritual (2 Co 6:14 - 7:1). Devemos dar ouvidos à admoestação de F. W. Robertson: "Irmãos, tenham cuidado. Vejam como um homem pode proferir palavras agradáveis, verdades ortodoxas e, no entanto, ter um coração corrompido". "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv 4:23). WIERSBE, Warren - Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento
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