EPISODE · Jul 16, 2026 · 19 MIN
O Brasil 🇧🇷 na 2 Guerra Mundial
from Brasileiríssimo · host Rafael Leite
Neste episódio, vamos falar sobre um ponto muito interessante da história do Brasil: a nossa participação na Segunda Guerra Mundial.Pelo que pude pesquisar, há duas razões principais que podem ser levadas em consideração para a entrada do Brasil no conflito. A primeira delas remonta ao início dos anos 30, logo após a ascensão de Hitler, quando o governo alemão começou a propor acordos bilaterais de compensação com alguns países, dando a possibilidade do Brasil negociar produtos entre os dois países. Aos poucos, essa parceria foi crescendo e, entre 1937 e 1938, a Alemanha se tornou o maior parceiro comercial do Brasil. Quando a guerra começou, no segundo semestre de 1939, o Governo Vargas sofreu forte pressão dos Estados Unidos e da Inglaterra para cortar as relações comerciais com os alemães, mas o rompimento só veio a acontecer no início de 1942, justamente devido aos bons contratos que os dois países mantinham.Para liquidar de vez a relação do Brasil com a Alemanha, os Estados Unidos assinaram o contrato de empréstimo que o presidente Getúlio Vargas havia pedido em 1940 para a construção da primeira siderúrgica brasileira. Praticamente assim que o dinheiro chegou, Vargas cortou as relações com Berlim. Curiosamente, a Alemanha havia sido a primeira a oferecer esse empréstimo para a siderúrgica; quando os americanos souberam disso, correram para assinar o contrato antes, até porque os Estados Unidos ainda não tinham entrado na guerra, apenas estavam como um país neutro. Assim, irritado com a perda da parceria com o Brasil, o governo alemão mandou um submarino atacar a nossa costa.Vale ressaltar que, durante os anos de 1941 e 1942, o Brasil também ajudou os Estados Unidos em uma série de situações. A maior ajuda ocorreu quando os EUA entraram na guerra, no primeiro semestre de 1941: as duas nações firmaram um acordo financeiramente muito benéfico ao Brasil para a construção de duas bases militares no Nordeste brasileiro. Uma delas, perto da cidade de Natal, a chamada Base de Parnamirim, tornou-se a maior base americana fora dos Estados Unidos. O Brasil era o que os historiadores chama de “trampolim para a África e a Europa”, onde os navios e aviões abasteciam antes de seguir para os seus destinos. Com toda a certeza, esse foi um dos fatores determinantes para o governo alemão atacar o Brasil, pois a presença de bases americanas em território nacional significava que a costa brasileira, em especial a nordestina, era agora uma zona de guerra e poderia sofrer investidas a qualquer momento.E foi exatamente o que aconteceu. O governo alemão enviou o submarino U-507 à costa brasileira em agosto de 1942. Ele atacou seis navios mercantes nacionais: cinco em águas brasileiras e um no Caribe. Infelizmente, todos foram afundados. Os dois primeiros torpedos que a Alemanha disparou contra o primeiro navio, na costa entre Recife e Salvador, erraram o alvo. Logo em seguida, vieram mais dois mísseis, e desta vez o navio foi atingido, matando 320 pessoas; apenas 28 escaparam com vida. Duas horas depois, houve o segundo ataque, que matou 131 passageiros e deixou apenas quatro sobreviventes. Em apenas cinco dias, o mesmo submarino atacou outros quatro navios brasileiros, totalizando um pouco mais de 600 mortos.Mesmo sem nenhum preparo para uma guerra desse porte, o Brasil começou a se defender antes mesmo de declarar guerra formalmente à Alemanha.Para continuar, acesse:
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Neste episódio, vamos falar sobre um ponto muito interessante da história do Brasil: a nossa participação na Segunda Guerra Mundial.Pelo que pude pesquisar, há duas razões principais que podem ser levadas em consideração para a entrada do Brasil no conflito. A primeira delas remonta ao início dos anos 30, logo após a ascensão de Hitler, quando o governo alemão começou a propor acordos bilaterais de compensação com alguns países, dando a possibilidade do Brasil negociar produtos entre os dois países. Aos poucos, essa parceria foi crescendo e, entre 1937 e 1938, a Alemanha se tornou o maior parceiro comercial do Brasil. Quando a guerra começou, no segundo semestre de 1939, o Governo Vargas sofreu forte pressão dos Estados Unidos e da Inglaterra para cortar as relações comerciais com os alemães, mas o rompimento só veio a acontecer no início de 1942, justamente devido aos bons contratos que os dois países mantinham.Para liquidar de vez a relação do Brasil com a Alemanha, os Estados Unidos assinaram o contrato de empréstimo que o presidente Getúlio Vargas havia pedido em 1940 para a construção da primeira siderúrgica brasileira. Praticamente assim que o dinheiro chegou, Vargas cortou as relações com Berlim. Curiosamente, a Alemanha havia sido a primeira a oferecer esse empréstimo para a siderúrgica; quando os americanos souberam disso, correram para assinar o contrato antes, até porque os Estados Unidos ainda não tinham entrado na guerra, apenas estavam como um país neutro. Assim, irritado com a perda da parceria com o Brasil, o governo alemão mandou um submarino atacar a nossa costa.Vale ressaltar que, durante os anos de 1941 e 1942, o Brasil também ajudou os Estados Unidos em uma série de situações. A maior ajuda ocorreu quando os EUA entraram na guerra, no primeiro semestre de 1941: as duas nações firmaram um acordo financeiramente muito benéfico ao Brasil para a construção de duas bases militares no Nordeste brasileiro. Uma delas, perto da cidade de Natal, a chamada Base de Parnamirim, tornou-se a maior base americana fora dos Estados Unidos. O Brasil era o que os historiadores chama de “trampolim para a África e a Europa”, onde os navios e aviões abasteciam antes de seguir para os seus destinos. Com toda a certeza, esse foi um dos fatores determinantes para o governo alemão atacar o Brasil, pois a presença de bases americanas em território nacional significava que a costa brasileira, em especial a nordestina, era agora uma zona de guerra e poderia sofrer investidas a qualquer momento.E foi exatamente o que aconteceu. O governo alemão enviou o submarino U-507 à costa brasileira em agosto de 1942. Ele atacou seis navios mercantes nacionais: cinco em águas brasileiras e um no Caribe. Infelizmente, todos foram afundados. Os dois primeiros torpedos que a Alemanha disparou contra o primeiro navio, na costa entre Recife e Salvador, erraram o alvo. Logo em seguida, vieram mais dois mísseis, e desta vez o navio foi atingido, matando 320 pessoas; apenas 28 escaparam com vida. Duas horas depois, houve o segundo ataque, que matou 131 passageiros e deixou apenas quatro sobreviventes. Em apenas cinco dias, o mesmo submarino atacou outros quatro navios brasileiros, totalizando um pouco mais de 600 mortos.Mesmo sem nenhum preparo para uma guerra desse porte, o Brasil começou a se defender antes mesmo de declarar guerra formalmente à Alemanha.Para continuar, acesse:
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