EPISODE · Dec 6, 2020 · 5 MIN
O Profeta mais sofrido da Bíblia: Pessoas Violentas (Jeremias 41) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Ismael, filho de Netanias, é um exemplo a ser evitado. Traidor e violento. Traidor, usou o sublime momento de uma refeição, gesto maior da hospitalidade, para matar. Violento, fez da força o seu método. Ele queria vencer a qualquer preço. Quando ficamos sabendo do que fez, ficamos horrorizados com a guerra, aquela estampada na primeira página dos jornais. No entanto, queremos vencer a discussão com o nosso cônjuge (para que assim ele se submeta a nós), queremos ganhar o debate travado com os colegas (para que assim sejamos mais elogiados), queremos que os aplausos a nós dirigidos dure mais do que os dirigidos ao outro maestro (para ficar evidente que somos melhores), queremos que o nosso livro venda mais do que os de outros autores (porque escrevemos melhor), queremos que a nossa igreja esteja mais cheia do que as outras (de modo que possamos cantar que nela o poder de Deus é maior). Isso é o que queremos, mas não achamos que isso seja guerra. Mas o que é guerra senão a busca por mais espaço, tirado do outro, pela derrota do outro? Somos moldados pela ideologia da guerra, como se ela fosse o motor do crescimento pessoal. Muitos pais ensinam aos seus filhos que primeiro devem bater, antes que batam neles, como se a vida fosse uma guerra, como se a violência fosse inevitável. A sociedade nos obriga a participar da guerra. Os postulantes a um curso ou a um emprego precisam estudar o suficiente para derrotar os inimigos, mesmo que alguns tenham crescido com eles. Os fracos são violentos, não importa a face que tome: irar-se, esmurrar a mesa, bater a porta, elevar o tom da voz, argumentar perfidamente para ferir o antagonista no seu ponto vulnerável, emburrar, debochar, ironizar, chutar, empurrar, esbofetear, gritar, atirar. A violência é intrínseca à condição humana, mas pode ser desarmada. A violência também se aprende, mas a espiral pode ser desfeita. Aprendemos que os conflitos, próprios de nossas diferenças, não devem ser administrados. Eles devem ser eliminados — aprendemos — com a sujeição do outro. A paz também se aprende, por isso são felizes os que a promovem (Mateus 5.9). Podemos resolver nossos conflitos sem agredir. Quando estamos mergulhados nele, nós os resolvemos quando entendemos que os dois lados precisam vencer. Precisamos descobrir que precisamos uns dos outros. Somos chamados a viver em paz com todos, na medida do possível. Somos convidados a não reagir com violência. Conhecedor da nossa natureza, Deus nos diz para deixar a vingança para ele, porque ele não pesa a mão como nós quando estamos cheios de ódio (Romanos 12.18-19). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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