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EPISODE · Nov 14, 2025 · 27 MIN

Renan Santos | Café com Política

from Café com Política · host Jornal O TEMPO

O presidente do partido Missão e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, afirmou em entrevista ao Café com Política que parte da direita brasileira perdeu rumo ao se prender à idolatria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também criticou duramente governadores que, segundo ele, se comportam como dependentes políticos do ex-presidente. “O Tarcísio é o rei dos puxa-sacos. E o Zema, infelizmente, virou uma rêmora do Bolsonaro. Fica grudado, esperando o movimento do peixe grande pra ver pra onde vai”, declarou. Segundo Renan, o ex-presidente teve um papel relevante na reorganização da direita no Brasil, mas criticou o que considera um culto à figura de Bolsonaro. “Bolsonaro foi importante, mas não é eterno. O bolsonarismo não pode ser uma religião. Quando a política se transforma em fé, ela deixa de produzir resultados e passa a ser apenas adoração. E foi isso que aconteceu com boa parte da direita”, disse.Renan criticou ainda falta de unidade entre as lideranças conservadoras. “A direita se perdeu em brigas internas e idolatria. As pessoas passaram a disputar quem é o verdadeiro herdeiro de Bolsonaro, ao invés de discutir o que realmente importa para o país”, avaliou.Para o líder do Missão, as eleições de 2026 terão como tema central a segurança pública. “A eleição de 2026 será um plebiscito sobre a Guerra Contra o Crime Organizado. Ou o país enfrenta de frente o avanço das facções e do narcotráfico, ou o crime vai dominar os estados”, afirmou. Ele disse que o partido Missão vai defender uma política de segurança “dura e sem meias palavras”. “Não dá pra combater facção com discurso bonito. O Estado precisa ter poder de resposta”, pontuou.Questionado sobre o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), Renan Santos não poupou críticas. “Cleitinho é o Luva de Pedreiro da política e o Nikolas é a Virgínia. São influenciadores que vivem de polêmica, mas não entregam nada de concreto. Essa é a tragédia da nova direita: a política virou entretenimento”, ironizou.Segundo ele, ambos “esfaqueiam o próprio Bolsonaro pelas costas” quando lhes convém. “São oportunistas que usam a imagem dele pra crescer, mas que não têm nenhuma coerência ideológica.”Renan afirmou que o Missão deve lançar candidaturas em Minas Gerais e não descarta disputar o governo estadual. “Estamos estudando nomes, construindo uma base. Minas é um estado estratégico”, disse.O presidente do Missão também avaliou o desempenho do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “Zema nunca abriu a boca para falar dos erros do Bolsonaro. É um gestor que tem bons números, mas falta coragem política. Eu daria uma nota 5 e meio pra ele”, declarou.

O presidente do partido Missão e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, afirmou em entrevista ao Café com Política que parte da direita brasileira perdeu rumo ao se prender à idolatria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também criticou duramente governadores que, segundo ele, se comportam como dependentes políticos do ex-presidente. “O Tarcísio é o rei dos puxa-sacos. E o Zema, infelizmente, virou uma rêmora do Bolsonaro. Fica grudado, esperando o movimento do peixe grande pra ver pra onde vai”, declarou. Segundo Renan, o ex-presidente teve um papel relevante na reorganização da direita no Brasil, mas criticou o que considera um culto à figura de Bolsonaro. “Bolsonaro foi importante, mas não é eterno. O bolsonarismo não pode ser uma religião. Quando a política se transforma em fé, ela deixa de produzir resultados e passa a ser apenas adoração. E foi isso que aconteceu com boa parte da direita”, disse.Renan criticou ainda falta de unidade entre as lideranças conservadoras. “A direita se perdeu em brigas internas e idolatria. As pessoas passaram a disputar quem é o verdadeiro herdeiro de Bolsonaro, ao invés de discutir o que realmente importa para o país”, avaliou.Para o líder do Missão, as eleições de 2026 terão como tema central a segurança pública. “A eleição de 2026 será um plebiscito sobre a Guerra Contra o Crime Organizado. Ou o país enfrenta de frente o avanço das facções e do narcotráfico, ou o crime vai dominar os estados”, afirmou. Ele disse que o partido Missão vai defender uma política de segurança “dura e sem meias palavras”. “Não dá pra combater facção com discurso bonito. O Estado precisa ter poder de resposta”, pontuou.Questionado sobre o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), Renan Santos não poupou críticas. “Cleitinho é o Luva de Pedreiro da política e o Nikolas é a Virgínia. São influenciadores que vivem de polêmica, mas não entregam nada de concreto. Essa é a tragédia da nova direita: a política virou entretenimento”, ironizou.Segundo ele, ambos “esfaqueiam o próprio Bolsonaro pelas costas” quando lhes convém. “São oportunistas que usam a imagem dele pra crescer, mas que não têm nenhuma coerência ideológica.”Renan afirmou que o Missão deve lançar candidaturas em Minas Gerais e não descarta disputar o governo estadual. “Estamos estudando nomes, construindo uma base. Minas é um estado estratégico”, disse.O presidente do Missão também avaliou o desempenho do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “Zema nunca abriu a boca para falar dos erros do Bolsonaro. É um gestor que tem bons números, mas falta coragem política. Eu daria uma nota 5 e meio pra ele”, declarou.

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