EPISODE · Oct 12, 2025 · 22 MIN
🤖 Robôs, Intencionalidade e Inteligência Artificial
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O artigo de João de Fernandes Teixeira, intitulado "ROBOTS, INTENCIONALIDADE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL," aborda questões filosóficas complexas relativas à natureza da intencionalidade e da representação mental. A primeira seção do texto fornece um panorama histórico do problema, revisitando as contribuições de filósofos como Descartes e Kant, e enfatizando a retomada do conceito de intencionalidade por Brentano, que postulou um hiato entre o físico e o mental. Na segunda parte, o autor examina o Argumento do Quarto Chinês de J. Searle, uma crítica veemente à capacidade de sistemas artificiais de gerarem estados intencionais e compreensão genuína, alegando que a manipulação de símbolos nesses sistemas possui apenas sintaxe, mas não semântica. A terceira seção apresenta argumentos contra a adequação do modelo funcionalista da mente na construção de robôs autônomos, destacando as dificuldades em distinguir representações (como memória ou percepção) de estados internos não representacionais ou alucinações. Por fim, o autor conclui que, embora os objetivos da Inteligência Artificial não sejam inatingíveis, o modelo funcionalista tradicional precisa ser revisado, apontando o conexionismo como uma alternativa promissora.
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O artigo de João de Fernandes Teixeira, intitulado "ROBOTS, INTENCIONALIDADE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL," aborda questões filosóficas complexas relativas à natureza da intencionalidade e da representação mental. A primeira seção do texto fornece um panorama histórico do problema, revisitando as contribuições de filósofos como Descartes e Kant, e enfatizando a retomada do conceito de intencionalidade por Brentano, que postulou um hiato entre o físico e o mental. Na segunda parte, o autor examina o Argumento do Quarto Chinês de J. Searle, uma crítica veemente à capacidade de sistemas artificiais de gerarem estados intencionais e compreensão genuína, alegando que a manipulação de símbolos nesses sistemas possui apenas sintaxe, mas não semântica. A terceira seção apresenta argumentos contra a adequação do modelo funcionalista da mente na construção de robôs autônomos, destacando as dificuldades em distinguir representações (como memória ou percepção) de estados internos não representacionais ou alucinações. Por fim, o autor conclui que, embora os objetivos da Inteligência Artificial não sejam inatingíveis, o modelo funcionalista tradicional precisa ser revisado, apontando o conexionismo como uma alternativa promissora.
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