EPISODE · May 11, 2021 · 6 MIN
Romanos 12 - Episódio 4 - Presidência com Diligência e a Alegria na Esperança - Introdução
from Meditações Cristãs · host Metanoia Valley
Hoje, vamos prosseguir no estudo, analisando os versículos 11 e 12, vendo o que podemos aprender com a presidência com diligência e a alegria na esperança. Logo no versículo 11, podemos ver muitos significados e tirar muitos entendimentos um tanto quanto reveladores e que reforçam o fundamento. A tradução bíblica da Nova Almeida Atualizada, diz: Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos. Sejam fervorosos de espírito, servindo o Senhor. A versão King James já traz um sentido mais ligado à atenção: não sejais descuidados do zelo. Em duas outras traduções podemos ler: Na dedicação, não hesitantes; ou então, de forma ainda mais direta: O diligente, não hesitante. Precisamos nos lembrar sempre de que toda e qualquer ação deve estar fundamentada na vontade de Deus, que passou a ser conhecida e discernida com a renovação da mente, com o sacrifício vivo e com o culto lógico e racional. A partir daí podemos prosseguir. Primeiramente, o zelo, ou a dedicação, estão ligados ao versículo 8 do mesmo capítulo, que diz que “quem preside o faça com zelo, com dedicação”. Presidir, que também é traduzido como liderar, ou exercer liderança, tem o significado, para o grego, de "preestabelecido", referindo-se a um caráter pré-definido, e bem estabelecido, que fornece o modelo necessário para direcionar os outros, ou seja, para impactá-los positivamente por meio do exemplo. A liderança, portanto, se baseia num modelo pré-definido, que é a vontade de Deus. Seguindo esse molde, quem tem o dom da liderança deve liderar com diligência, ou zelo. Esse comportamento, não é de excesso de cuidado somente, mas um esforço para se extrair o “melhor” de alguém. Um pouco mais aprofundado, tem o sentido de obedecer rapidamente ao que o Senhor revela ser a Sua prioridade. Isso eleva o melhor acima do bom - o mais importante acima do importante - e o faz com sincera rapidez e intensidade. Resumidamente, temos que a liderança é feita a partir da vontade divina e deve ser feita com prioridade. Reforçando essa ideia, Paulo nos ensina que quem lidera não deve ser preguiçoso, mas, sim, fervoroso. Em oposição à diligência, o homem não pode ser hesitante, ou então relutante, mas sim estar profundamente comprometido com algo, de tal modo que, juntamente com esse comprometimento, surja um desejo de concretização. A pessoa deve colocar o coração em exercer a liderança, deve estar completamente empenhado nisso. Essa vontade de trazer à tona o “melhor” de Deus deve ser fervorosa, fervendo de interesse ou desejo, a ponto de a pessoa se tornar ardentemente apaixonada por essa ideia . Agora… o versículo 12, em que Paulo nos diz: Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação e perseverem na oração, poderia a grosso modo ser resumido em uma simples ideia: medita na palavra de Deus de dia e de noite. O conceito de esperança, ἐλπίς, elpis, para os gregos, trazia o sentido de “se antecipar” ou “se acolher bem algo”, ou, propriamente, “a expectativa do que é certo”. Enquanto alegrar-se, χαίρω, Kairó, trazia a ideia de se experimentar a graça, o favor de Deus. Ou então de se estar consciente de sua graça. Quem pôde discernir sobre a vontade de Deus, não tem motivo para não estar consciente do que o espera, logo, a alegria é uma consequência daquele que está sempre em contato com o evangelho. Para aqueles que sabem que está próximo o reino de Deus, onde cegos vêem, coxos andam e os surdos ouvem, que o sabem por estarem meditando e orando, não há motivos para perderem a esperança, mas devem ter coragem e bom ânimo. (Continua ...)
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Hoje, vamos prosseguir no estudo, analisando os versículos 11 e 12, vendo o que podemos aprender com a presidência com diligência e a alegria na esperança. Logo no versículo 11, podemos ver muitos significados e tirar muitos entendimentos um tanto quanto reveladores e que reforçam o fundamento. A tradução bíblica da Nova Almeida Atualizada, diz: Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos. Sejam fervorosos de espírito, servindo o Senhor. A versão King James já traz um sentido mais ligado à atenção: não sejais descuidados do zelo. Em duas outras traduções podemos ler: Na dedicação, não hesitantes; ou então, de forma ainda mais direta: O diligente, não hesitante. Precisamos nos lembrar sempre de que toda e qualquer ação deve estar fundamentada na vontade de Deus, que passou a ser conhecida e discernida com a renovação da mente, com o sacrifício vivo e com o culto lógico e racional. A partir daí podemos prosseguir. Primeiramente, o zelo, ou a dedicação, estão ligados ao versículo 8 do mesmo capítulo, que diz que “quem preside o faça com zelo, com dedicação”. Presidir, que também é traduzido como liderar, ou exercer liderança, tem o significado, para o grego, de "preestabelecido", referindo-se a um caráter pré-definido, e bem estabelecido, que fornece o modelo necessário para direcionar os outros, ou seja, para impactá-los positivamente por meio do exemplo. A liderança, portanto, se baseia num modelo pré-definido, que é a vontade de Deus. Seguindo esse molde, quem tem o dom da liderança deve liderar com diligência, ou zelo. Esse comportamento, não é de excesso de cuidado somente, mas um esforço para se extrair o “melhor” de alguém. Um pouco mais aprofundado, tem o sentido de obedecer rapidamente ao que o Senhor revela ser a Sua prioridade. Isso eleva o melhor acima do bom - o mais importante acima do importante - e o faz com sincera rapidez e intensidade. Resumidamente, temos que a liderança é feita a partir da vontade divina e deve ser feita com prioridade. Reforçando essa ideia, Paulo nos ensina que quem lidera não deve ser preguiçoso, mas, sim, fervoroso. Em oposição à diligência, o homem não pode ser hesitante, ou então relutante, mas sim estar profundamente comprometido com algo, de tal modo que, juntamente com esse comprometimento, surja um desejo de concretização. A pessoa deve colocar o coração em exercer a liderança, deve estar completamente empenhado nisso. Essa vontade de trazer à tona o “melhor” de Deus deve ser fervorosa, fervendo de interesse ou desejo, a ponto de a pessoa se tornar ardentemente apaixonada por essa ideia . Agora… o versículo 12, em que Paulo nos diz: Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação e perseverem na oração, poderia a grosso modo ser resumido em uma simples ideia: medita na palavra de Deus de dia e de noite. O conceito de esperança, ἐλπίς, elpis, para os gregos, trazia o sentido de “se antecipar” ou “se acolher bem algo”, ou, propriamente, “a expectativa do que é certo”. Enquanto alegrar-se, χαίρω, Kairó, trazia a ideia de se experimentar a graça, o favor de Deus. Ou então de se estar consciente de sua graça. Quem pôde discernir sobre a vontade de Deus, não tem motivo para não estar consciente do que o espera, logo, a alegria é uma consequência daquele que está sempre em contato com o evangelho. Para aqueles que sabem que está próximo o reino de Deus, onde cegos vêem, coxos andam e os surdos ouvem, que o sabem por estarem meditando e orando, não há motivos para perderem a esperança, mas devem ter coragem e bom ânimo. (Continua ...)
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