EPISODE · Aug 2, 2021 · 38 MIN
Sal da Terra: Santuários feitos à mão (Atos 7) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Nesta seção que conclui sua defesa Estêvão entreteceu vários fios de seu pensamento. (1) Insiste nas rebeliões contínuas e repetidas e na desobediência do povo. Nos dias de Moisés se rebelaram fabricando o bezerro de ouro. Nos tempos de Amós seus corações foram atrás de Moloque e dos deuses das estrelas. (2) Insiste em que tiveram os privilégios mais surpreendentes. Receberam os profetas; o tabernáculo do testemunho, assim chamado porque nele se guardavam as tábuas da Lei; a Lei que lhes foi entregue pelos anjos. Duas coisas devem ficar lado a lado: havia contínuas rebeliões e desobediências e também privilégios contínuos. A pessoa quanto mais privilégios tem, maior é sua condenação se tomar o caminho equivocado. De modo que Estêvão insiste em que a condenação da nação judia é completa porque apesar do fato de haverem tido todas as oportunidades para agir melhor, eles se rebelaram contínua e conseqüentemente contra Deus. (3) Estêvão insiste em que limitaram a Deus equivocadamente. O templo que deveria ter sido a bênção maior se converteu em sua maior maldição. Tinham chegado a adorar o templo em lugar de a Deus. Tinham terminado com um Deus judeu que vivia em Jerusalém em lugar de ter um Deus para todos os homens, cuja morada era todo o universo. (4) Estêvão os acusa de terem açoitado continuamente os profetas; e logo chegamos à acusação máxima: ele os acusa de terem assassinado o próprio Filho de Deus. E notemos que Estêvão não os escusa com a desculpa de sua ignorância como o fez Pedro. Não é a ignorância, mas sim a desobediência rebelde a que os levou a cometer esse crime. Há ira nas palavras finais de Estêvão, mas também tristeza. Existe a ira do homem que vê que seu povo cometeu o mais terrível dos crimes; mas existe a tristeza do homem que vê que seu povo rechaçou o destino que Deus lhe ofereceu… Um discurso como este não podia ter outro final; Estêvão desafiou a morte e ela chegou. Mas Estêvão não viu as caras retorcidas de ira. Seu olhar tinha transpassado o tempo e viu Jesus à mão direita de Deus. Há na cena certas coisas que devemos notar a respeito de Estêvão. 1) Vemos o segredo de seu valor. Seu segredo era que além do que todos esses homens pudessem fazer com ele, via que à sua espera estavam as boas-vindas de seu Senhor. Via o martírio como a entrada ao trono de Cristo. 2) Vemos Estêvão seguindo o exemplo de seu Senhor. Assim como Jesus orou pelo perdão dos que O executavam (Lucas 23:34) Estêvão também o fez. Quando George Wishart ia ser executado, o verdugo duvidou. Wishart se aproximou e o beijou. "Vamos", disse, "eis aqui uma prova de que te perdôo." Toda a lição da história é que o homem que segue a Cristo até o fim, achará forças para fazer coisas que parecem humanamente impossíveis. 3) Para Estêvão o terrível tumulto terminou em uma estranha paz. Dormiu. Chegou-lhe a paz que sobrevém ao homem que fez o que era certo embora tenha que morrer por isso. BARCLAY, Acts of the Apostles
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