EPISODE · Mar 27, 2021 · 4 MIN
Se gritar pega ladrão... Chega de Guerra! (Miqueias 4) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Queremos ser felizes, mas com quem aprendemos sobre felicidade? Miqueias nos recomenda aprendermos com Deus. Aprendamos, então, com Jesus. Vemos nos dias de hoje a exacerbação da preocupação com a felicidade, que tomou um sentido espetacular. É como se o homem dissesse: “Avançamos tanto e não conseguimos o essencial, que é ser feliz”. Para muitos de nós, ser feliz: É ter saúde. Não é. O apóstolo Paulo tinha um espinho na carne (talvez um problema de saúde) e era feliz. Diante da doença, as pessoas costumam ter uma reação diferente: a de exasperar-se por ter de conviver com ela. É ter dinheiro (e o que ele possibilita, do necessário ao supérfluo: alimento, viagens). Não é. A propósito, a Bíblia contém 500 versículos sobre oração, menos de 500 sobre fé e mais de 2.000 sobre dinheiro. É ter reconhecimento (prestígio) dos pares ou da sociedade (fama). Não é. É ter conhecimento (sociedade da informação, e o poder/prazer que disso decorre). Não é. É ocupar o tempo pessoal (televisão, música, espetáculos) de modo livre. Não é. Segundo Jesus, como aprendemos em Mateus 5 e 6, ser feliz é ser e viver de maneira diferente de como o resto do mundo é e vive. A proposta de Jesus é radicalmente diferente, pois é feita por aquele que não se curvou (como nós, às vezes, fazemos) às três tentações de Satanás (honra, poder e dinheiro). Segundo Jesus, ser feliz é pôr o Reino de Deus em primeiro lugar, certo de que tudo de que realmente precisamos nos será dado (Mateus 6.33). Colocar o Reino de Deus em primeiro lugar é deixar Deus ser o Rei da nossa vida. Felicidade é saber que teremos as coisas de que precisamos. O sentido não é material, o que difere da teologia pagã da prosperidade, que já existia ao tempo do salmista Davi, que também se preocupava com a prosperidade dos ímpios, gigantesca se comparada à modéstia (pobreza) dos santos. Muitos igualam riqueza material ou bênção física com qualquer tipo de bênção de Deus em função de um comportamento justo, de modo que quem não tem saúde ou prosperidade financeira é porque está desagradando a Deus. Essa era a teologia dos amigos de Jó. Se fosse assim, Deus devia estar muito aborrecido com o apóstolo Paulo, já que ele passou por diferentes tipos de sofrimento e privação. Jesus nos faz, então, uma promessa. Trata-se de uma promessa, não de um contrato (não amarramos Deus com a opção de buscar primeiro seu reino e justiça). Trata-se de um promessa baseada apenas na misericórdia de Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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