EPISODE · Apr 27, 2021 · 18 MIN
Tirando Deus do Sério: Necessário, Somente o Necessário (Malaquias 3) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Roubamos a Deus quando dizemos que o dinheiro é mais importante do que Deus. Roubamos a Deus quando a nossa contribuição não é entregue com alegria. Roubamos a Deus quando dizemos que damos o dízimo e não damos. Roubamos a Deus quando “tentamos” (sim, tentamos, porque nunca conseguiremos) negociar com Deus, dando na expectativa de receber nove vezes mais. Roubamos a Deus, quando damos com uma mão (o dízimo) e esperamos (em forma de bênçãos materiais) com a outra. Roubamos a Deus quando não reconhecemos que o dinheiro que temos não foi ele quem nos deu, seja diretamente ou indiretamente (quando propicia as condições para que o ganhemos). Roubamos a Deus quando usamos os dons que nos deu apenas para ganhar dinheiro e não para ganhar dinheiro e abençoar outras pessoas. Roubamos a Deus quando, retendo o que podemos oferecer a ele por meio da igreja, impedimos que a igreja cumpra a missão que Deus lhe conferiu. Roubamos a Deus quando alardeamos o dízimo que damos. O texto áureo da Bíblia acerca do dízimo (Malaquias 3.10) provoca em nós certo mal-estar. Incomoda-nos ouvir que dar o dízimo é uma ordem de Deus. Preferimos a ideia de que deve ser algo voluntário. Incomoda-nos a ideia de pôr Deus à prova, já que conhecemos os frutos da sua soberania. Incomoda-nos a promessa de que Deus nos vai abençoar de uma maneira transbordante se obedecermos à sua ordem. Incomoda-nos ver essa passagem transformada num instrumento para os mercadores da prosperidade material como prova da fidelidade de Deus para com os que lhe são fiéis. Entendamos bem a passagem, para que nosso mal-estar se dissipe. Sim, o dízimo é uma ordem de Deus, como parte integrante da sua lei dada no deserto. A Nova Aliança, proposta e vivenciada por Jesus, não a anulou. A Lei continua, só que agora inscrita no nosso coração. Agora, obedecemos com o coração, não porque Deus mandou, mas porque gostamos de obedecer, gostamos de obedecer porque é o melhor para nós. No Novo Testamento, não há contradição entre compromisso e voluntariedade, entre obediência e prazer. Por isso, contribuímos com alegria, como nos ensina o apóstolo Paulo (2Coríntios 9.7). Não precisamos mais pôr Deus à prova, porque já sabemos quem ele é. Jesus já no-lo apresentou de modo completo. Nós já sabemos que ele nos dá muito mais do que merecemos. No entanto, se temos alguma dúvida, se nossa fé ainda é iniciante, podemos fazer o teste. Todo dizimista é abençoado com o dom maior de ver que a sua contribuição, somada a outras, faz milagres, levando pão onde não há, levando paz onde não há. Ser dizimista é ver todo mês o espetáculo da multiplicação, em casa e na casa de Deus. Não devemos fazer trocas com Deus. Se damos o dízimo sem esperar nada em troca, seremos abençoados de um modo que só ele sabe, porque ele conhece as nossas necessidades, sabe até quando não ter é melhor do que ter, e nos dá a bênção de não ter. Ele não olha a mão que desce ao recipiente da oferta, mas olha o coração que dirige aquela mão. Se o coração for puro, a bênção virá. Deus não vende sua graça. Ela é boa demais para ser comercializada. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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