EPISODE · Apr 26, 2021 · 8 MIN
Tornar-se Sujeita
from INFLAMADAS · host Amanda Pereira e Lorrane Lopes
Hoje tem!! Como fã da psicóloga/artista plástica Grada Kilomba nossa Inflamada, Amanda Pereira, não podia deixar de trazer reflexões sobre a construção árdua e diária de ser sujeita de sua própria história, já que de forma incessante o mundo tenta anular a humanidade e subjetividade da mulher negra. Obs: Sim esse é um episódio inteiramente dedicado a Grada Kilomba Informativas: Memórias da Plantação - Grada Kilomba Episódios do Sul | Massa Revoltante Vol.2 | Conversa com Grada Kilomba Enquanto eu escrevo (poema) - Grada Kilomba Tuas epistemologias são nossas! Gratidão Então, por que eu escrevo? Eu tenho que fazê-lo Eu estou incrustada numa história De silêncio impostos, De vozes torturadas, De línguas interrompidas por Idiomas forçados e Interrompidas falas. Estou rodeada por Espaços brancos Onde, dificilmente, eu posso Adentrar e permanecer. Então, por que eu escrevo? Escrevo, quase como na Obrigação, para encontrar a mim mesma. Enquanto eu escrevo Eu não sou o Outro Mas a própria voz Não o objeto, Mas o sujeito. Torno-me aquela que descreve E não a que é descrita Eu me torno autora, E a autoridade Em minha própria história Eu me torno a oposição a absoluta Ao que o projeto colonial Predeterminou Eu retorno a mim mesmo Eu me torno: existo.”
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Hoje tem!! Como fã da psicóloga/artista plástica Grada Kilomba nossa Inflamada, Amanda Pereira, não podia deixar de trazer reflexões sobre a construção árdua e diária de ser sujeita de sua própria história, já que de forma incessante o mundo tenta anular a humanidade e subjetividade da mulher negra. Obs: Sim esse é um episódio inteiramente dedicado a Grada Kilomba Informativas: Memórias da Plantação - Grada Kilomba Episódios do Sul | Massa Revoltante Vol.2 | Conversa com Grada Kilomba Enquanto eu escrevo (poema) - Grada Kilomba Tuas epistemologias são nossas! Gratidão Então, por que eu escrevo? Eu tenho que fazê-lo Eu estou incrustada numa história De silêncio impostos, De vozes torturadas, De línguas interrompidas por Idiomas forçados e Interrompidas falas. Estou rodeada por Espaços brancos Onde, dificilmente, eu posso Adentrar e permanecer. Então, por que eu escrevo? Escrevo, quase como na Obrigação, para encontrar a mim mesma. Enquanto eu escrevo Eu não sou o Outro Mas a própria voz Não o objeto, Mas o sujeito. Torno-me aquela que descreve E não a que é descrita Eu me torno autora, E a autoridade Em minha própria história Eu me torno a oposição a absoluta Ao que o projeto colonial Predeterminou Eu retorno a mim mesmo Eu me torno: existo.”
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