EPISODE · May 23, 2023 · 34 MIN
Trechos do Debate: O Cavaleiro do Cavalo Branco de Apocalipse
from Natan Rufino | Áudio
Apocalipse seis está apenas relatando as características do início da tribulação, exatamente como já havia sido previsto em outros textos proféticos das Escrituras. A primeira metade da Tribulação, também chamada por Jesus de “princípio das dores”, será o período em que o Anticristo aparecerá no mundo causando guerras, revoluções, morte, escassez, fome e morte. Ele oferecerá a paz, mas trará a guerra. Terá aparência de cordeiro, mas falará como dragão. Fará sinais, prodígios, mas serão todos procedentes do engano e da mentira. Muitos perecerão, mas palavra e o reino de Deus serão anunciados aos quatro cantos da terra, como o prenúncio de uma nova era que iniciará depois da restauração de todas as coisas.
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Embora ao longo do livro de Apocalipse encontremos diversas menções a cavalos e cavaleiros, não há dúvida de que os mais citados, e mais populares, sejam os quatro primeiros que aparecem no livro. “Os quatro cavaleiros do Apocalipse” tornou-se frase comum na cultura popular como sinônimo para “destruição”, “punição” ou coisa semelhante. A acepção do conceito está plenamente correta. O DIA DA IRA Para quem ainda não entendeu do que se trata a maior parte do livro de Apocalipse, é importante que se diga, que, sua mensagem, se refere ao cumprimento da reiterada promessa de Deus de que, um dia, o mundo será punido pela sua impureza e obstinação no pecado. Será tão evidente aos homens que, tais acontecimentos futuros, se tratarão da manifestação da ira de Deus, que, eles mesmos, o reconhecerão facilmente. A Bíblia revela que no rompimento do sexto selo os homens dirão aos montes e aos rochedos: “caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles” (Apocalipse 6.17). A afirmação “chegou o Dia”, como se encontra no versículo citado, revela que ele já era conhecido, por já ter sido anunciado. Se os pecadores, mencionados no livro, esperavam ou não, que ele realmente se cumprisse, é outra história. A verdade, porém, é que este dia de punição já está marcado na agenda divina. De fato, no ressoar da sexta trombeta, se diz que “foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens” (Apocalipse 9.15). Observe a precisão temporal no texto: “hora, dia, mês e ano”. Uau! Nos mais diversos lugares das Escrituras, este tempo futuro de punição, é retratado como “o Dia do Senhor”. Dando a entender com isto, que, os acontecimentos que se desenrolarão “neste dia”, serão regidos diretamente pelo Senhor, numa espécie de intervenção extraordinária no curso normal da vida. Não custa nada avisar, embora possa parecer óbvio demais, que, quando as Escrituras se referem a este futuro tempo de punição divina como “o Dia do Senhor”, isso não quer dizer que a Bíblia esteja tratando sobre um dia de vinte e quatro horas. No texto bíblico, a palavra “dia” é usada, pelo menos, de três formas diferentes. Pode ser uma referência ao período de doze horas correspondente ao tempo da luz, como em João 11.9, quando Jesus fez menção “às doze horas do DIA”. Pode ser uma referência ao período de vinte e quatro horas, como se pode ver em Gênesis 1.13: “houve tarde e manhã, o terceiro DIA”. E, finalmente, pode ser uma referência a um período indefinido de tempo, que não se limita, necessariamente, a doze ou vinte e quatro horas, como acontece em Gênesis 2.4, quando o texto fala sobre “as origens dos céus e da terra, quando foram criados; NO DIA em que o Senhor Deus fez a terra e os céus”. A criação dos céus e da terra, como registrado em Gênesis, não se limitou a um período de doze ou vinte e quatro horas, mas, se estendeu por um período, de pelo menos, seis dias, quando, finalmente, “foram acabados os céus e a terra, e, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, descansou nesse dia” (Gênesis 2.12). É precisamente neste último sentido, de tempo indefinido, que a expressão “Dia do Senhor” é usada nos textos proféticos para se referir a esta futura intervenção divina para a punição dos pecadores que vivem sobre a terra. SELOS, TROMBETAS E TAÇAS Este período de punição, onde a ira de Deus se revelará do céu contra os moradores do mundo, transcorre no livro de Apocalipse através do rompimento de sete selos, do ressoar de sete trombetas e do derramamento de sete taças. Estes três segmentos refletem uma narrativa linear e crescente deste período de grande aflição humana.
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