EPISODE · Oct 27, 2012 · 3 MIN
Vagabundo II (Ao Vivo)
from Grupo FATO Curitiba · host Grupo FATO
Composição de Ulisses Galetto, arranjo do Grupo FATO. Voz: Daniel Fagundes. Letra/Lyrics VAGABUNDO II / VAGABUND II Acordei antes do sol e liguei pro vagabundo meio tonto, meio tudo meio-a-meio por inteiro disse a ele o que devia o que queria, o que me havia o que passava na cabeça deste preto do avesso Eu era a ginga total era a mulata fatal eu era o homem sem o queixo era o lindo Pão de Açúcar era os Arcos da Lapa e as escolas suntuosas explodindo a avenida de alegria Num dia lindo e cinzento usava a minha capa bacana em sua Copacabana e num dia claro de sol vestia a sunga colorida num dos parques da Curita aflita Eu era o avesso do mar era um deserto cheio de vida onde havia o mundo inteiro mas também muito espaço pra quem o mundo nem sabia que existia Eu era um poço, um desgosto mas de qualquer maneira eu não tinha fundo Apenas, eu queria que o querer do vagabundo se juntasse ao meu Pra que tudo o que sonhamos fosse um dia o dia-a-dia de todo mundo E desse sonho total eu tava quase acordando mas ainda tinha muito o que dizer pro vagabundo A vida é quase real e o que seria ou não seria se não fossem nossos sonhos, nossos medos, nossas dores? Mas o tempo não para a estrada não fecha a longa caminhada não termina no meu sonho Eu era apenas um homem um louco, quase pouco, um viajante carregando muito peso nos ombros - - - - - - - - - - - - - - - - I rose before the sun and phoned the vagabund half crazed, half of everything wholly half and half I told him what i had to what i wanted to, what had gone through the head of this white nigga I was all jive I was the mulatta femme fatale I was the man without a chin I was the splendid Pão de Açúcar (sugar loaf) I was the Lapa Arches and the sumptuous samba schools exploding the avenue with joy On a beautiful grey day I wore my classy mac on your Copacabana and on a clear sunny day I dressed in my colored trunks to a park in gloomy “Curitiba” I was the reverse of the sea I was a desert full of life which held the whole world but also lots of space for whom the world didn’t even know he existed I was a well, a drain But in any case I was bottomless I just wanted the bum’s longing to join mine So that everything we dream would be everyone’s day to day one day And from the entire dream I was almost waking but still had lots to tell the bum Life is almost real And what would it be or not be if not for our dreams, our fears, our grief? But time doesn’t stop The road doesn’t end The long journey doesn’t end in my dream I was only a man A looney, almost nearly, a traveler carrying a heavy load on his shoulders
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