Vidas Secas e Recursos Hídricos - Parte 2 episode artwork

EPISODE · Nov 18, 2019 · 27 MIN

Vidas Secas e Recursos Hídricos - Parte 2

from Falando Ciência · host Rádio Universitária FM 107,9

Na literatura brasileira, encontramos ricas obras que retratam a questão da seca, no sertão do Nordeste Brasileiro. Algumas dessas são: o Sertanejo de José de Alencar, o Alto da compadecida de Ariano Suassuna, Vidas Secas de Graciliano Ramos e O quinze de Raquel de Queiroz. Essa última obra retrata a grande seca de 1915, uma das piores secas do sertão nordestino. Historicamente, o Nordeste sempre foi afetado pela escassez de água. Relatos de secas nessa região podem ser encontrados desde o século 17. A preocupação com essa escassez implicou na construção dos primeiros recursos hídricos na região semiárida do Nordeste no final do século 19. O açude do Cedro no município de Quixadá no Estado do Ceará, é um bom exemplo disso. O Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate à seca realizadas pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca de 1877. A Grande Seca, ou a seca no Nordeste brasileiro de 1877–79, foi o mais devastador fenômeno de seca da história do Brasil, ocorrido no período imperial brasileiro. A calamidade foi responsável pela morte de milhares de pessoas. Foram três anos seguidos sem chuvas, sem colheita, sem plantio, com perda de rebanhos e com a fuga das famílias, deixando despovoado o sertão. A região mais afetada foi o Ceará. Só no ano de 1877, a estiagem motivou a retirada de 100 mil sertanejos do interior, rumo à Fortaleza. Como providência para minimizar essa calamidade, o imperador D. Pedro II pediu então um estudo das melhores áreas para construção de açudes. Iniciado em 1890, o açude do Cedro, seria concluído 16 anos depois, já no período republicano, com cinco barragens que represam o rio Sitiá. Foi a primeira grande construção no Brasil envolvendo canais de irrigação. Com capacidade para 125 milhões de m³ de água (ou 50 mil piscinas olímpicas), o açude se integrou à paisagem local, em que se destaca a Pedra da Galinha Choca. Ponto turístico tombado pelo patrimônio histórico nacional. Esse é o segundo programa com o Professor Francisco de Assis de Souza Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC). Demos continuidade a nossa conversa sobre a história das secas no Ceará, agora dando ênfase no estudo dos Recursos Hídricos, falando sobre as definições, a questão da locação da água, gestão das secas, relação dos recursos hídricos com o clima e muito mais!

Na literatura brasileira, encontramos ricas obras que retratam a questão da seca, no sertão do Nordeste Brasileiro. Algumas dessas são: o Sertanejo de José de Alencar, o Alto da compadecida de Ariano Suassuna, Vidas Secas de Graciliano Ramos e O quinze de Raquel de Queiroz. Essa última obra retrata a grande seca de 1915, uma das piores secas do sertão nordestino. Historicamente, o Nordeste sempre foi afetado pela escassez de água. Relatos de secas nessa região podem ser encontrados desde o século 17. A preocupação com essa escassez implicou na construção dos primeiros recursos hídricos na região semiárida do Nordeste no final do século 19. O açude do Cedro no município de Quixadá no Estado do Ceará, é um bom exemplo disso. O Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate à seca realizadas pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca de 1877. A Grande Seca, ou a seca no Nordeste brasileiro de 1877–79, foi o mais devastador fenômeno de seca da história do Brasil, ocorrido no período imperial brasileiro. A calamidade foi responsável pela morte de milhares de pessoas. Foram três anos seguidos sem chuvas, sem colheita, sem plantio, com perda de rebanhos e com a fuga das famílias, deixando despovoado o sertão. A região mais afetada foi o Ceará. Só no ano de 1877, a estiagem motivou a retirada de 100 mil sertanejos do interior, rumo à Fortaleza. Como providência para minimizar essa calamidade, o imperador D. Pedro II pediu então um estudo das melhores áreas para construção de açudes. Iniciado em 1890, o açude do Cedro, seria concluído 16 anos depois, já no período republicano, com cinco barragens que represam o rio Sitiá. Foi a primeira grande construção no Brasil envolvendo canais de irrigação. Com capacidade para 125 milhões de m³ de água (ou 50 mil piscinas olímpicas), o açude se integrou à paisagem local, em que se destaca a Pedra da Galinha Choca. Ponto turístico tombado pelo patrimônio histórico nacional. Esse é o segundo programa com o Professor Francisco de Assis de Souza Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC). Demos continuidade a nossa conversa sobre a história das secas no Ceará, agora dando ênfase no estudo dos Recursos Hídricos, falando sobre as definições, a questão da locação da água, gestão das secas, relação dos recursos hídricos com o clima e muito mais!

NOW PLAYING

Vidas Secas e Recursos Hídricos - Parte 2

0:00 27:17

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

Frequently Asked Questions

How long is this episode of Falando Ciência?

This episode is 27 minutes long.

When was this Falando Ciência episode published?

This episode was published on November 18, 2019.

What is this episode about?

Na literatura brasileira, encontramos ricas obras que retratam a questão da seca, no sertão do Nordeste Brasileiro. Algumas dessas são: o Sertanejo de José de Alencar, o Alto da compadecida de Ariano Suassuna, Vidas Secas de Graciliano Ramos e O...

Can I download this Falando Ciência episode?

Yes, you can download this episode by clicking the download button on the episode player, or subscribe to the podcast in your preferred podcast app for automatic downloads.
URL copied to clipboard!