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Falando Ciência

O Programa Falando Ciência tem como objetivo divulgar o conhecimento científico e tecnológico produzido pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É produzido pelos professores Raimundo Nogueira (Depto. de Física), Diana Azevedo (Depto. de Engenharia Química), Maria Giovanna Guedes Farias (Depto. de Ciências da Informação) e Hermógenes David (Depto. Bioquímica e Biologia Molecular).

  1. 144

    Processos Psicossociais. Convidada: Profa. Verônica Ximenes (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, as professoras Giovana Guedes e Diana Azevedo recebem a professora Verônica Morais Ximenes para uma conversa sobre Processos Psicossociais e seus desdobramentos na compreensão das dinâmicas sociais contemporâneas. O programa apresenta o trabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisa NUCOM – Identidade, Comunidade e Sustentabilidade, vinculado ao Departamento e ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC. São discutidas temáticas como vulnerabilidades sociais, psicologia comunitária, saúde coletiva e políticas públicas. Um episódio que evidencia como a pesquisa em psicologia contribui para interpretar a pobreza, a exclusão e os processos de fortalecimento comunitário. Um convite à reflexão sobre ciência, sociedade e compromisso social da universidade.

  2. 143

    100 anos da Física Quântica. Convidado: Prof. Paulo de Tarso Feire (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, celebramos os 100 anos da Física Quântica, revisitando a trajetória histórica, os marcos conceituais e as transformações científicas promovidas por essa área fundamental do conhecimento. Os professores Hermógenes David, Diana Azevedo, Raimundo Nogueira e Giovana Guedes recebem Paulo Tarso Cavalcante Freire, do Departamento de Física da UFC e autor do livro Ecos longínquos de ondas… de universos: História da Física Quântica (Editora Dialética). O programa discute a consolidação da física quântica, seus impactos tecnológicos e suas implicações filosóficas, destacando como um século de descobertas redefiniu nossa compreensão da matéria, da energia e do próprio universo. Um episódio dedicado a compreender o passado, o presente e os horizontes futuros da ciência quântica.

  3. 142

    Fissuras Labiopalatinas - Convidada: Profa. Virgínia Girão-Carmona (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, abordamos o tema “Fissuras de lábio e palato”, discutindo aspectos científicos, clínicos e sociais dessa condição congênita. As professoras Diana Azevedo e Giovana Guedes recebem a professora Virgínia Girão-Carmona para uma conversa sobre causas, diagnóstico precoce, tratamento multidisciplinar e impacto na qualidade de vida de crianças e famílias. Um episódio dedicado a informar, sensibilizar e ampliar a compreensão sobre um tema de grande relevância em saúde pública.

  4. 141

    Quem tem medo da Física Quântica? Convidado: Prof. Paulo de Tarso (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, abordamos o tema “Quem tem medo da Física Quântica?”, explorando os mitos, desafios conceituais e impactos dessa área fundamental da ciência contemporânea. Os professores Hermógenes David, Diana Azevedo, Raimundo Nogueira e Giovana Guedes recebem Paulo Tarso Cavalcante Freire, do Departamento de Física e autor do livro Ecos longínquos de ondas… de universos: História da Física Quântica (Editora Dialética). O programa discute a construção histórica da física quântica, seus principais conceitos e sua presença crescente no imaginário social. Um convite a desmistificar a física quântica e compreender como suas ideias transformaram nossa visão de mundo e a própria ciência moderna.

  5. 140

    A ciência tem espaço no mundo dos jovens? Convidada: Profa. Kamila Fernandes (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, discutimos o tema “O que os jovens pensam da ciência?” a partir de reflexões sobre percepção pública, formação crítica e cultura científica. Os professores Hermógenes David, Diana Azevedo, Raimundo Nogueira e Giovana Guedes recebem a professora Kamila Fernandes, do curso de Comunicação Social – Jornalismo da UFC, para uma conversa sobre como os jovens se informam, constroem opiniões e se relacionam com o conhecimento científico. O programa aborda desafios da comunicação da ciência, o papel da escola e da mídia, e as estratégias para aproximar a ciência das novas gerações. Um episódio dedicado a compreender expectativas, visões e caminhos para fortalecer a educação científica no Brasil.

  6. 139

    Quando a ciência encontra a arte. Convidada - Profa. Virgínia Girão-Carmona (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, exploramos o encontro entre ciência e arte na sexta edição da exposição Arte Sob o Microscópio. O programa discute como imagens microscópicas revelam a beleza oculta da natureza e ampliam nossa percepção estética do mundo científico. Um convite a observar o invisível e reconhecer na ciência uma potente fonte de sensibilidade, criatividade e inspiração artística.

  7. 138

    Você conhece a Agência UFC? Convidada - Profa. Kamila Fernandes

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, o tema em destaque é a Agência UFC, canal institucional dedicado à divulgação da produção científica e tecnológica da Universidade Federal do Ceará. O programa discute como a comunicação científica contribui para a transparência, a valorização da pesquisa e o fortalecimento da função pública da universidade. Um episódio que convida o ouvinte a conhecer como a ciência produzida na UFC chega à sociedade de forma clara, responsável e socialmente relevante.

  8. 137

    Microplásticos - Convidada: Profa. Rilvia Santiago-Aguiar (UFC)

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, o tema em destaque é “Microplásticos”, um dos grandes desafios ambientais contemporâneos. Os professores Hermógenes David, Diana Azevedo, Raimundo Nogueira e Giovana Guedes recebem a professora titular da UFC, Profa. Rilvia Santiago-Aguiar, para uma conversa sobre a origem, distribuição e impactos dos microplásticos nos ecossistemas e na saúde humana. Um episódio dedicado a compreender como partículas invisíveis se tornaram um problema global e qual o papel da ciência na busca por soluções sustentáveis.

  9. 136

    Mulheres e Meninas na Ciência - Edição 2025

    Neste episódio do Falando Ciência, da Rádio Universitária FM 107,9, discutimos o tema “Mulheres e meninas na ciência”, em alusão às ações de 2025 voltadas à equidade de gênero no ambiente científico. Os professores Hermógenes David, Diana Azevedo, Raimundo Nogueira e Giovana Guedes refletem sobre a trajetória histórica das mulheres na ciência, os desafios persistentes e as estratégias institucionais para ampliar a participação feminina nas carreiras científicas.

  10. 135

    Pesquisas Climáticas feitas pela UFC

    ConvidadoProf. Eduardo Sávio Passos Rodrigues MartinsDoutor pela School of Civil and Environmental Engineering - Cornell University em 2001. Atualmente é Presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, Professor Adjunto da Universidade Federal do Ceará, sendo membro da Pós-graduação em Recursos Hídricos da UFC.

  11. 134

    Impactos das mudanças climáticas no Brasil

    O Brasil enfrenta desafios climáticos sem precedentes. No coração desta narrativa está o estudo Brasil 2040, uma janela para o futuro que revela os impactos das mudanças climáticas em nossa hidrologia, energia, infraestrutura, drenagem urbana e agricultura. Especialmente no sul do país, onde as cheias se tornam mais extremas e frequentes, transformando rios pacíficos em correntes furiosas.Embarque conosco neste programa, onde ciência e narrativa se encontram, e descubra como podemos transformar um futuro incerto em um amanhã cheio de esperança e resiliência. Prepare-se para ouvir, aprender e se inspirar, enquanto desvendamos juntos os segredos do Brasil 2040.

  12. 133

    Como desenvolver um medicamento fitoterápico a partir das plantas medicinais?

    Como desenvolver um medicamento fitoterápico a partir das plantas medicinais? O fitoterápicoé um produto final que possui fórmula e forma farmacêutica obtido a partir de matéria-primavegetal ativa, com comprovação científica da segurança, eficácia e qualidade, o que permite seuregistro junto ao órgão regulatório, como ANVISA. O desenvolvimento de um medicamentofitoterápico à luz da regulação sanitária nacional e internacional, requer o cumprimento de váriasetapas envolvendo diversas áreas de conhecimento, iniciando com a determinação do nomecientífico/botânico da planta (o nome popular sofre variações e não assegura uma comunicaçãocorreta) (1); descrição da composição química da planta (2); avaliação do efeito farmacológico eda segurança em animais (estudo pré-clínico) (3); formulação farmacêutica (ex.: xarope,comprimido, etc) empregando como matéria-prima ativa vegetal (produto derivado ou drogavegetal) e controle de qualidade (4); avaliação da segurança e da eficácia clínica (humano)(5). Nesse contexto, nossas pesquisas multidisciplinares (botânica, agronomia, química, farmácia,farmacologia e medicina) priorizam plantas do bioma caatinga (exclusivo do Brasil).Desenvolvemos desde insumos farmacêuticos com ativos micro e nanoparticulados, àsformulações farmacêuticas a partir de plantas de interesse para o SUS e a indústria, priorizandodoenças de alto impacto social como Asma, Doença de Parkinson, Leishmaniose e Dor Crônica.

  13. 132

    Plantas Medicinais do Brasil e o Projeto Farmácias Vivas

    O projeto Farmácias Vivas (FV) idealizado pelo Prof. Francisco José de Abreu Matos, traz na sua essência uma visão de valorização da tradicionalidade do uso de plantas medicinais associado àciência, visando o uso racional e seguro de dezenas de plantas medicinais nativas e cultivadas no Nordeste. Tradição-Ciência é uma associação muito importante, a título de exemplo plantasaromáticas (rica em óleo essencial- OE) como o eucalipto não devem ser levadas ao aquecimento direto no preparo de chás, porque o OE (ativo) é sensível ao calor. Eucalyptus tereticornis é aespécie medicinal (princípio ativo: eucaliptol, expectorante e antimicrobiano) que pode sercultivada no NE, mas a espécie mais comum e usada no Ceará é o eucalipto-limão (Eucalyptuscitriodora) que possui ação repelente e desinfetante, e não deve ser inalado. Nesse contexto, éimportante perceber diferentes níveis do uso da fitoterapia, de preparações caseiras, como chá eo lambedor (xarope caseiro) à produtos farmacêuticos produzidos pela indústria – medicamentosfitoterápicos. A história da Fitoterapia cearense, da Farmácia, está intimamente associada àFamília Matos. O prof. F.J.A. Matos (Farmacêutico – UFC 1947) foi filho, neto e bisneto defarmacêuticos, herdeiro da histórica “Pílulas de Matos”. A família Matos (FJA Matos, MaurícioMatos e Elisa Matos) foi durante décadas professores da disciplina de Farmacognosia do Cursode Farmácia da UFC, fundado há 104 anos. O pioneirismo das FV fomentou avanços relacionadosao uso da fitoterapia no Brasil. Desde 2010 as FV está no SUS, e fitoterápicos estão na relaçãonacional de medicamentos essenciais do SUS, mas precisamos ainda avançar no estudo de nossasplantas e investir na difusão do conhecimento científico.

  14. 131

    Biblioteca Laboratório e Laboratório de Preservação da UFC

    Conheça dois projetos importantes para a UFC e para a sociedade, voltados para a preservação de nossos acervos bibliográficos. A convidada foi a Profa. Áurea Montenegro, do Departamento de Ciência da Informação.

  15. 130

    Bibliotecas e o papel da informação na sociedade

    Convidada: Maria Aurea Montenegro Albuquerque Guerra - Professora do Curso de Biblioteconomia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) do Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do referido curso. Doutora em Educação Brasileira pelo Programa de Pós Graduação em Educação pela UFC, Mestre em Avaliação de Políticas Públicas pelo Programa de Mestrado Profissional em Políticas Públicas da UFC, Especialista em Docência do Ensino Superior pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Bacharela em Biblioteconomia pela UFC. Lider do grupo de pesquisa em Gestão da Informação e do Conhecimento em Ambientes Educacionais. Interesse de pesquisa: Biblioteca universitária. Gestão da Informação. Gestão do Conhecimento. Avaliação do Ensino-aprendizagem.

  16. 129

    Laboratório de Estudos da Violência: conhece?

    Conheça o LEV: Laboratório de Estudos da Violência da UFC. O Laboratório de Estudos da Violência (LEV) é um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC), fundado pelo professor César Barreira em 1994, com objetivo de ser um centro de excelência em estudos sobre violência, crime, segurança pública e justiça no estado do Ceará. O grupo de pesquisa está institucionalmente vinculado ao Departamento de Ciências Sociais e ao Programa de Pós-graduação em Sociologia que integram o Centro de Humanidades da UFC. Ao longo de 28 anos de trabalho o LEV reuniu pesquisadoras e pesquisadores que desenvolveram monografias, dissertações e teses, além de livros, capítulos de livros e artigos publicados pelos principais periódicos científicos das áreas de Ciências Sociais.

  17. 128

    A ciência por trás dos estudos da violência e do crime

    O Prof. Luiz Fábio conversou conosco sobre a ciência e os estudos sobre violência. Luiz é professor de Sociologia do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV). Suas atividades de pesquisa se fundamentam em uma perspectiva de estudos compreensivos sobre os efeitos sociais do crime e da violência nas periferias urbanas do Ceará e na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

  18. 127

    Os mangues e sua importância para o Planeta

    Uma conversa com o Prof. Marcelo Soares do Instituto de Ciências do Mar - Labomar - UFC sobre a importância dos manguezais para o nosso planeta.

  19. 126

    Turismo Ecológico e o papel da UFC

    O episódio tem como assunto a criação da Estação Científica da UFC em Jericoacoara com a participação do Prof. Marcelo Soares, do Instituto de Ciências do Mar da UFC.

  20. 125

    É possível evitar os efeitos adversos dos tratamentos do câncer? Com: Prof. Roberto César

    O tratamento do câncer frequentemente apresenta efeitos adversos devido à natureza agressiva dessas terapias. Esses medicamentos afetam não apenas as células tumorais, mas também os tecidos saudáveis. Quimioterapia, radioterapia e imunoterapia podem afetar o funcionamento de células saudáveis, resultando em efeitos colaterais como perda de cabelo e redução da atividade do sistema imunológico. A variação na ocorrência desses efeitos colaterais entre indivíduos submetidos ao tratamento oncológico pode ser atribuída a diferenças genéticas e estado de saúde prévio do paciente. Contudo, os avanços na medicina de precisão têm permitido uma abordagem mais direcionada ao câncer e também abrem perspectiva para atenuar os efeitos adversos dos tratamentos. Para estudar esses efeitos em laboratório, os pesquisadores utilizam modelos celulares e animais para simular os efeitos das terapias no organismo humano. Esses estudos ajudam a compreender os mecanismos que levam aos efeitos adversos e no desenvolvimento de estratégias para reduzir sua ocorrência e gravidade. Além do conhecimento genético do paciente, pensar nas bactérias que vivem no intestino como aliadas, pode ser uma estratégia interessante para reduzir esses efeitos adversos. Vamos conhecer um pouco mais sobre como pesquisadores da UFC têm contribuído para o entendimento dos efeitos colaterais do tratamento do câncer e como esses estudos podem melhorar a vida dos pacientes que estão em tratamento.

  21. 124

    Como a ciência tem avançado na pesquisa sobre o câncer? (Prof. Roberto César)

    O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais que podem invadir outras partes do corpo. Existem diversos tipos de câncer, classificados de acordo com o órgão ou tecido afetado, sendo uma das principais causas de morte no mundo. Conhecer o câncer em detalhes é fundamental devido a seu impacto na saúde pública. Compreender os diferentes tipos de câncer, fatores de risco e métodos de prevenção ajuda na detecção precoce e no desenvolvimento de estratégias eficazes de tratamento. Nos últimos anos, têm sido observados progressos significativos acerca da biologia do câncer, viabilizando uma compreensão das bases moleculares da doença e permitido avanços no tratamento da doença. Nesse sentido, os tratamentos para o câncer têm passado por revoluções, com terapias mais direcionadas, como as terapias-alvo e a imunoterapia, que mostraram eficácia em muitos tipos de câncer. No entanto, surgem também fake news, como a alegação de que a indústria farmacêutica esconde a cura do câncer. Será? É crucial basear-se em informações confiáveis e seguir as orientações médicas para enfrentar o câncer de maneira eficaz. Hoje nós vamos conversar com o cientista e Prof. Roberto César, que nos contará um pouco sobre como a ciência tem avançado na pesquisa sobre câncer.

  22. 123

    Como as plantas lidam com o estresse? Prof. Danilo Daloso - UFC

    As plantas são organismos sésseis e estão constantemente sujeitas a situações de estresse, o que requer uma alta plasticidade desses organismos, ou seja, uma alta capacidade de se aclimatar a novas condições ambientais. O estresse pode ser definido como uma condição a que a planta é submetida que conduz a uma ruptura de sua homeostase, o que pode levar a danos reversíveis ou não na fisiologia e morfologia da planta. O processo de domesticação e melhoramento das culturas agrícolas no último século resultou em plantas altamente produtivas, porém com maior sensibilidade ao estresse. Assim, diante do quadro de emergência climática, em que situações de estresse são cada vez mais comuns, torna-se imprescindível entender como as plantas respondem às diferentes situações de estresse, a fim de nortear a engenharia metabólica de plantas agrícolas para que se tornem mais resistentes ao estresse. Neste sentido, o feijão-caupi e o cajueiro são dois ótimos modelos de estudo, em virtude da alta resiliência dessas espécies. Vamos conhecer um pouco mais sobre como a UFC tem pesquisado estas duas espécies para entender melhor como torná-las menos susceptíveis às mudanças climáticas.

  23. 122

    Adaptações das plantas às mudanças climáticas - Prof. Danilo Daloso (UFC)

    As mudanças climáticas representam um desafio sem precedentes para a humanidade, particularmente no que diz respeito à agricultura e à preservação das florestas. O aumento da concentração atmosférica de CO2 e da temperatura, a intensificação de eventos climáticos extremos e a alteração nos padrões de precipitação afetam diretamente a produtividade das plantações, a saúde das florestas e a segurança alimentar global. Os benefícios causados pelo aumento da concentração atmosférica de CO2 nas plantas são diminuídos devido ao estresse causado pelo aumento da temperatura e a escassez de água, aspectos que reduzem drasticamente a produtividade das plantas e as tornam mais susceptíveis a pragas e doenças. Para enfrentar esses desafios, é urgente promover mudanças de paradigmas na nossa sociedade, seja a forma pela qual produzimos e distribuimos alimentos, seja a forma que consumimos e exploramos os recursos da natureza. Enquanto a primeira mudança pode ser alcançada pelo avanço da biotecnologia agropecuária, o segundo aspecto é mais complexo e envolve mudanças sociais substanciais. Ações nestes diferentes âmbitos são essenciais para garantir a segurança alimentar global e evitar o iminente colapso do planeta.

  24. 121

    Ética da Informação - Professor Marco Schneider - IBICT

    A ética da informação é a área que investiga as questões éticas decorrentes do desenvolvimento e aplicação das tecnologias de informação. Ele fornece uma estrutura crítica para considerar questões morais relativas à privacidade informacional, agência moral (por exemplo, se os agentes artificiais podem ser morais), novas questões ambientais (especialmente como os agentes devem se comportar na infosfera), problemas decorrentes do ciclo de vida (criação, recolha, gravação, distribuição, processamento, etc.) de informação (especialmente propriedade e direitos de autor, exclusão digital). Objetivos educacionais da ética da informação são os seguintes: ser capaz de reconhecer e articular conflitos éticos no campo da informação, ativar o senso de responsabilidade em relação às consequências das interações individuais e coletivas no campo da informação, melhorar a qualificação para o diálogo intercultural com base no reconhecimento de diferentes tipos de culturas e valores de informação, fornecer conhecimentos básicos sobre teorias e conceitos éticos e sobre a sua relevância no trabalho diário de informação. As questões éticas relativas ao acesso e disseminação da informação estão relacionadas a problemas de acesso público e serviços de referência, bem como ao direito (humano) de comunicar. A questão do acesso pode ser estudada tanto como uma questão individual como social.

  25. 120

    Fake news e seus efeitos no território da ciência

    Imagine um laboratório científico. Cientistas de jalecotrabalhando em pesquisas que podem mudar o mundo. Mas, de repente, a porta se abre e uma enxurrada de notícias falsas invade o local. As fake news, como vírus, se espalham rapidamente, contaminando a mente das pessoas com informações distorcidas e manipuladas. E o que era para ser um espaço de descobertas e avanços se torna um campo de batalha, onde a verdade luta para ser ouvida. As fake news não são um problema novo. Desde a invenção da imprensa, a manipulação da informação tem sido usada para influenciar a opinião pública. Mas, com o advento da internet e das redes sociais, a velocidade e o alcance das notícias falsas se multiplicaram exponencialmente. Sem o desenvolvimento de um senso crítico aguçado, as pessoas podem facilmente acreditar em informações falsas e distorcidas, o que pode ter consequências graves para sua visão de mundo e para o futuro da sociedade. As fake news também representam uma ameaça à democracia. Ao minar a confiança nas instituições e na ciência, elas podem levar à polarização social, ao extremismo político e à fragilização das instituições democráticas. Mas nem tudo está perdido. No campo da ciência, iniciativas como a checagem de fatos, a educação científica e a divulgação científica de qualidade são ferramentas poderosas no combate à desinformação. É necessário proteger o território da ciência e garantir que o conhecimento continue a ser a base para o progresso da humanidade.

  26. 119

    Mudanças ambientais globais: Perspectivas da pesquisa com clima, oceano e sustentabilidade

    A crise ecológica e climática é o maior desafio atual da humanidade. A conexão entre os problemas ambientais, a conservação marinha e as mudanças climáticas está no cerne das investigações que tenho conduzido com colegas no Ceará, Brasil e no exterior. Ao buscar entender os impactos das mudanças climáticas na zona costeira e marinha, acidentes ambientais (como o derramamento de óleo no Brasil), invasão de espécies (como o peixe-leão) e a poluição plástica busco fornecer soluções locais e globais para auxiliar o poder público. Tais soluções incluem a melhoria da gestão das unidades de conservação, educação ambiental e o monitoramento da qualidade do meio ambiente. Tenho atuado em projetos nacionais e internacionais com esse foco multidisciplinar. Além disso, tenho colaborado com políticas públicas inovadoras regionais (como o Programa Cientista-Chefe em Meio Ambiente) e ações de divulgação científica na área de cultura oceânica, incluindo no contexto da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) da UNESCO.

  27. 118

    Vacina brasileira contra a dengue - Conversa com o Prof. Ivo Castelo Branco

    As arboviroses representam um conjunto de doenças infecciosas causadas por vírus denominados arbovírus, termo derivado do inglês "arthropod-borne virus", que significa vírus transmitido por artrópodes, incluindo insetos e aracnídeos como aranhas e carrapatos. Dentre as 545 espécies conhecidas de arbovírus, aproximadamente 150 são responsáveis por enfermidades em humanos. Tradicionalmente, a classificação de arbovirose abrange uma variedade de vírus causadores de doenças como mayaro, meningite e encefalites virais. Contudo, na contemporaneidade, o termo tem sido frequentemente associado às doenças veiculadas pelo mosquito Aedes aegypti, notavelmente a Zika, Chikungunya, dengue e febre amarela. O pioneirismo na identificação dos artrópodes como vetores de doenças pertence ao médico e cientista cubano Carlos Finlay, que em 1881 propôs que a febre amarela era transmitida não por contato direto entre humanos, mas sim através de mosquitos. Esta hipótese foi posteriormente confirmada pelo major Walter Reed, médico do exército americano, em 1901. Além disso, em 1906, a transmissão da dengue pelo Aedes aegypti foi descoberta, marcando dengue e febre amarela como as primeiras doenças reconhecidas por serem transmitidas por vírus através de mosquitos. O Aedes aegypti, principal vetor dessas doenças, é um mosquito pequeno, com menos de meio centímetro de tamanho, que raramente voa mais de meio metro acima do solo. Originário do nordeste da África, especificamente da região do atual Egito, esse mosquito foi introduzido no Brasil em 1685 por navios e desde então tem sido uma constante ameaça à saúde pública brasileira. A dengue, por exemplo, ressurgiu no Brasil em 1846, afetando cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Curiosamente, a doença recebeu apelidos culturais como "polca" no Rio de Janeiro e "urucubaca" em São Paulo. Já a febre amarela reemergiu de forma intensa em 1849, demonstrando a facilidade com que essas doenças podiam se espalhar na ausência de medidas sanitárias adequadas. No início do século XX, a criação da Diretoria de Saúde Pública e a formação de uma brigada especializada na erradicação de mosquitos sob a liderança de Oswaldo Cruz marcaram um ponto de virada na luta contra o Aedes aegypti no Brasil. A implementação de campanhas de saneamento, o uso de inseticidas e a vacinação compulsória foram estratégias fundamentais adotadas, embora a última tenha levado a uma das maiores manifestações populares contra medidas de saúde pública, conhecida como a Revolta da Vacina. A história das arboviroses no Brasil é um testemunho da complexa interação entre doenças infecciosas, saúde pública e desenvolvimento socioeconômico. Enquanto avanços significativos foram alcançados na prevenção e no controle dessas doenças, os desafios persistem, exigindo vigilância contínua, pesquisa e políticas de saúde pública adaptativas para proteger as populações vulneráveis.

  28. 117

    Vacina funcionam e contra a dengue não será diferente - Conversa com o Prof. Ivo Castelo Branco

    A origem das vacinas remonta ao século XVIII, com a pioneira inovação de Edward Jenner. Em 1796, Jenner observou que leiteiras que contraíam a varíola bovina, uma doença similar mas muito menos severa do que a varíola humana, pareciam adquirir imunidade à varíola. Ele testou sua hipótese inoculando James Phipps, um menino de 8 anos, com material coletado de lesões de varíola bovina. Posteriormente, Jenner expôs Phipps à varíola humana, observando que o menino estava protegido contra a doença. Esse método foi chamado de vacinação, derivado de "vacca", que significa vaca em latim, em referência à origem do vírus utilizado. A descoberta de Jenner abriu caminho para o desenvolvimento de vacinas contra outras doenças infecciosas. No século XIX, Louis Pasteur fez avanços significativos, desenvolvendo vacinas para a cólera das galinhas, antraz e raiva. Pasteur aprimorou a técnica de atenuar patógenos para torná-los inofensivos, mas ainda capazes de induzir uma resposta imune, um princípio fundamental na criação de muitas vacinas modernas. No século XX, a ciência das vacinas avançou rapidamente, com o desenvolvimento de vacinas para prevenir doenças como difteria, tétano, coqueluche, gripe, poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola. Essas descobertas foram cruciais para reduzir significativamente a incidência e a mortalidade de doenças infecciosas em todo o mundo. Um marco histórico no campo da imunização foi a erradicação da varíola. Graças a uma intensa campanha de vacinação global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola foi declarada erradicada em 1980, marcando a primeira vez que uma doença humana foi eliminada por esforços de saúde pública. No século XXI, a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas continuam a evoluir com tecnologias inovadoras, como as vacinas de RNA mensageiro (mRNA), que foram cruciais na resposta à pandemia de COVID-19. Essas vacinas utilizam uma abordagem genética para induzir uma resposta imune, representando um avanço significativo na velocidade e na eficácia com que novas vacinas podem ser desenvolvidas. A história das vacinas é um testemunho do poder da ciência e da inovação para transformar a saúde pública. Ao salvar incontáveis vidas, as vacinas destacam-se como uma das intervenções médicas mais eficazes e custo-efetivas, demonstrando a importância da pesquisa contínua, do investimento em saúde pública e da cooperação internacional na luta contra doenças infecciosas.

  29. 116

    UFC 70 anos: a festa da instituição que é patrimônio do povo cearense

    Sejam bem-vindos a mais um episódio do Falando Ciência. Hoje, vamos falar sobre uma instituição que é referência no ensino superior, na pesquisa e na extensão no Brasil: a Universidade Federal do Ceará, que completa 70 anos de existência em 2024. A UFC nasceu como resultado de um amplo movimento de opinião pública, liderado pelo intelectual Antônio Martins Filho, que se tornou o seu primeiro reitor. Foi criada pela Lei nº 2.373, em 16 de dezembro de 1954, e instalada em 25 de junho do ano seguinte. Desde então, a UFC vem contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico, social e cultural do Ceará e do país, formando profissionais qualificados, produzindo conhecimento relevante e realizando ações de extensão junto à comunidade. Neste ano de festa, o que vai rolar na instituição que é patrimônio do povo cearense? Vem com a gente, que você descobre.

  30. 115

    Meninas e Mulheres na Ciência: desafios e necessidades de agora!

    Olá, ouvintes! Sejam bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast Falando Ciência. Hoje, vamos falar sobre uma data muito importante: o dia internacional das meninas e mulheres na ciência, que é celebrado em 11 de fevereiro. Você sabia que as mulheres representam apenas 33% dos pesquisadores do mundo? E que nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla STEM em inglês, elas são apenas 35% dos estudantes? Esses números mostram que ainda há muitos desafios e obstáculos para a participação plena e igualitária das mulheres na ciência, como estereótipos, discriminação, falta de incentivo e de oportunidades. Por isso, a ONU, em parceria com a UNESCO e a ONU-Mulheres, criou em 2015 esse dia internacional, com o objetivo de reconhecer o papel fundamental das mulheres e das meninas na ciência e na tecnologia, e de promover ações que estimulem seu acesso, sua formação e sua carreira nessas áreas. A ideia é que a ciência e a igualdade de gênero avancem juntas, para enfrentar os principais desafios globais e alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável. Neste podcast, conversamos com a Profa. Diana Azevedo, vice-reitora da Universidade Federal do Ceará, para conhecer algumas histórias inspiradoras de mulheres e meninas que se destacaram na ciência, e também para discutir os desafios e formas de apoiar a presença feminina na ciência. Vamos começar?

  31. 114

    Pesquisas sobre Saúde da Mulher e Populações Vulneráveis na UFC

    Você sabia que a UFC é referência em pesquisa na área da enfermagem em saúde sexual e reprodutiva, especialmente junto a populações vulneráveis? A saúde sexual é uma das áreas de atuação prioritárias da Atenção Básica à saúde e objetiva promover a saúde das pessoas no que diz respeito à promoção da igualdade entre os sexos, a autonomia das mulheres para o planejamento reprodutivo; a melhoria da saúde no ciclo gravídico-puerperal; o combate ao HIV/Aids; a prevenção, controle e rastreamento precoce dos cânceres cérvico-uterino e de mamas, entre outras ações. Além dos referidos campos de estudo, a área tem outras frentes para assegurar que as políticas de saúde estejam em consonância com as diretrizes de promoção da igualdade racial, étnica, de gênero, de geração e de orientação sexual. As pesquisas desenvolvidas abordam estudos epidemiológicos, populacionais, desenvolvimento tecnológico e ensaios clínicos acerca da saúde de mulheres e população LGBTQIA+ com outras vulnerabilidades sociais, como a situação de rua, a privação de liberdade ou a prostituição. Atualmente, nossa entrevistada Profa Ana Karina coordena os seguintes projetos: a) pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde e CNPq acerca das vulnerabilidades ao HIV das mulheres e população LGBTQIA+ em privação de liberdade; b) pesquisa financiada pelo Programa Cientista Chefe (FUNCAP/Secretaria de Administração Penitenciária) sobre a qualidade de vida e promoção da saúde no sistema prisional, com realização do censo penitenciário do estado do Ceará e inquérito acerca da vida e saúde dos policiais penais. Estão sendo desenvolvidas tecnologias para a promoção da saúde de policiais e realizados três estudos controlados randomizados para analisar os efeitos de tecnologias para prevenção do câncer cérvico-uterino, prevenção de infecções urinárias e prevenção de vulvovaginites em mulheres privadas de liberdade.

  32. 113

    A História da Ciência da Enfermagem

    A Enfermagem surgiu como resposta intuitiva ao desejo de manter as pessoas saudáveis, como também de proporcionar conforto, cuidado e proteção ao doente. Esta resposta emanou de certas mulheres que provaram ser particularmente aptas em proporcionar um ambiente doméstico saudável. A enfermagem Moderna, com base científica, iniciou-se somente a partir do século XIX, com Florence Nightingale.  A Enfermagem, para Nightingale, era uma arte que requeria treinamento organizado, prático e científico. Autora da teoria ambientalista (primeira teoria de enfermagem) que até na contemporaneidade, deu suporte às ações em meio à pandemia da COVID-19 e à grave crise estrutural e política dos sistemas de saúde em todo o mundo. O foco da atenção da enfermagem é o ser humano, com suas necessidades bio-psico-sócio-espirituais e a função precípua do enfermeiro é o cuidado de enfermagem, cujo objetivo centra-se na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na recuperação e reabilitação da saúde. Como toda ciência, a enfermagem tem um corpo de conhecimentos próprios e uma linguagem específica que permitem aos seus exercentes compreender seu fazer e, assim, prestar cuidados significativos capazes de atender às reais necessidades dos seres humanos por eles assistidos. O cuidado científico é a essência e o foco central da enfermagem como disciplina acadêmica e profissão, de maneira que a unifica e a distingue de outros campos de conhecimento. O método científico do processo de trabalho em enfermagem é denominada metodologia da assistência ou sistematização da assistência.

  33. 112

    A Importância do Mundo Islâmico na Ciência da Idade Média

    Durante a Idade Média, o conhecimento clássico correu risco de cair em esquecimento devido a vários fatores, incluindo o declínio do Império Romano, invasões de tribos bárbaras e a supressão do aprendizado pela Igreja.  Muitas obras clássicas foram destruídas e as poucas que sobreviveram foram em grande parte esquecidas. No entanto, haviam regiões de preservação e avanço do conhecimento, especialmente no mundo islâmico, que mais tarde ajudaram a reacender o interesse pelo aprendizado durante o Renascimento. A preservação e transmissão do conhecimento matemático das civilizações grega, indiana e outras por meio de traduções e comentários árabes também desempenhou um papel crucial na preservação e desenvolvimento do conhecimento matemático. Idade de Ouro Islâmica, que ocorreu entre os séculos VIII e XIII, produziu um notável impacto no desenvolvimento da matemática. Durante esse tempo, os matemáticos persas e árabes fizeram importantes contribuições, incluindo avanços na álgebra, trigonometria e teoria dos números. Um dos matemáticos mais famosos dessa época foi Al-Khwarizmi, considerado o pai da álgebra. Ele é responsável pela introdução do conceito moderno de álgebra e de apresentar soluções de equações lineares e quadráticas. Outro matemático notável foi Al-Battani, que fez importantes contribuições para a trigonometria. Ele calculou com precisão a duração do ano e a posição do sol, da lua e das estrelas, e seu trabalho foi posteriormente usado como referência por Copérnico e Tycho Brahe. As obras dos matemáticos Islâmicos foram amplamente traduzidas para o latim e tiveram um impacto significativo no desenvolvimento da matemática na Europa, onde foram estudadas e desenvolvidas por matemáticos europeus medievais.

  34. 111

    A História da Matemática

    A história da matemática remonta a civilizações antigas, como Suméria, Babilônia, Egito, Grécia e Índia, onde conceitos e técnicas matemáticas básicas foram desenvolvidos para uso prático no comércio, arquitetura e engenharia. Na Grécia, matemáticos como Euclides e Pitágoras fizeram contribuições significativas à geometria e à teoria dos números. Na Índia, o matemático Brahmagupta desenvolveu regras para aritmética de números negativos. Durante a Idade Média, a matemática continuou a se desenvolver no mundo islâmico, onde matemáticos persas e árabes fizeram importantes contribuições. Na Europa, a redescoberta dos desenvolvimentos dos matematicos da antiguidade durante o Renascimento levou a um interesse renovado pela matemática, com figuras como Leonardo de Pisa (também conhecido como Fibonacci) e Niccolò Fontana Tartaglia fazendo contribuições notáveis. Nos séculos 17 e 18, matemáticos como Isaac Newton e Gottfried Leibniz fizeram avanços significativos no cálculo e desenvolveram os fundamentos da matemática moderna. Nos séculos 19 e 20, novos ramos da matemática foram desenvolvidos e os existentes foram amplamente expandidos, levando à criação da análise, da álgebra abstrata e topologia entre outros. A história da matemática continua a evoluir, com novas áreas de estudo sendo desenvolvidas e novas soluções para velhos problemas sendo descobertas

  35. 110

    ChatGPT e a Falência da Educação

    No final de 2022 a Inteligência Artificial ganhou mais uma ferramenta que promete alavanca do mercado o ChatGPT. Criado pela OpenIA, empresa que tem como fundadores e investidores nomes como Elon Musk e Sam Altman,  o ChatGPT é uma ferramenta de Inteligência Artificial utilizada para diálogos virtuais. Para isso utiliza algoritmos que realizam o processamento de linguagem que possibilita a interação humana com o computador, vale dizer que o realismo do os criados no chatGPT se deve ao uso da tecnologia machine learning ou aprendizado de máquina o que significa que o algoritmo utilizado faz com que o sistema aprenda com as orações e torna o diálogo cada vez mais refinado. Na prática um bate-papo com o ChatGPT tende a se tornar cada vez mais realista, já que a cada conversa a máquina aprende novas palavras e expressões.E você já imaginou as implicações do Chat GPT na educação? O The Wall Street Journal discreveu a trapaça no inglês no ensino médio americano com a ferramenta ao publicar uma redaçãogerada pelo  ChatGPT. Professores em todo país debatem sobre como reconhecer e evitar textos entregues por estudantes que tenham sido gerados pela ferramenta. Alguns sugerem inclusive uma política de exames orais, se o aluno foi fortemente suspeito de enviar um artigo gerado pela Inteligência Artificial. UM Estudante da Universidade de Princeton afirmou que criou um programa, o GPT0, que detecta se o ensaio é escrito por humanos ou não para combater o plágio acadêmico. E agora como educar e aprender nesse admirável mundo novo?

  36. 109

    ChatGPT

    No final de 2022 a Inteligência Artificial ganhou mais uma ferramenta que promete alavanca do mercado o ChatGPT. Criado pela OpenIA, empresa que tem como fundadores e investidores nomes como Elon Musk e Sam Altman,  o ChatGPT é uma ferramenta de Inteligência Artificial utilizada para diálogos virtuais. Para isso utiliza algoritmos que realizam o processamento de linguagem que possibilita a interação humana com o computador, vale dizer que o realismo do os criados no chatGPT se deve ao uso da tecnologia machine learning ou aprendizado de máquina o que significa que o algoritmo utilizado faz com que o sistema aprenda com as orações e torna o diálogo cada vez mais refinado.  Na prática um bate-papo com o ChatGPT tende a se tornar cada vez mais realista, já que a cada conversa a máquina aprende novas palavras e expressões.E você já imaginou as implicações do Chat GPT na educação? O The Wall Street Journal discreveu a trapaça no inglês no ensino médio americano com a ferramenta ao publicar uma redaçãogerada pelo  ChatGPT. Professores em todo país debatem sobre como reconhecer e evitar textos entregues por estudantes que tenham sido gerados pela ferramenta. Alguns sugerem inclusive uma política de exames orais, se o aluno foi fortemente suspeito de enviar um artigo gerado pela Inteligência Artificial. UM Estudante da Universidade de Princeton afirmou que criou um programa, o GPT0, que detecta se o ensaio é escrito por humanos ou não para combater o plágio acadêmico. E agora como educar e aprender nesse admirável mundo novo?

  37. 108

    Arqueologia: Desravamentos e Descobertas

    Os Segredos nas Areias: Projeto de cunho arqueológico, que visa desbravar as areais do Ceará e Rio Grande do Norte em busca de desvendar estruturas antigas descobertas na fronteira entre esses dois estados. No encontro de hoje, trouxemos Augusto César Bastos e Roberto Bonfim. O Augusto ele é empresário, membro do Instituto Histórico Geográfico do Ceará, é arqueólogo subaquático, com especialização em mergulhos em naufrágios e um dos autores do Atlas de Naufrágios do Ceará. Já o Roberto Severiano Bonfim Júnior é jornalista, documentarista e pesquisador e tem realizado filmes documentais com temática social educacional e cultural a partir da perspectiva histórico-social. Ele é o fundador da Confraria chapéu-de-couro que tem como objetivo detectar as tradições de um povo e cearenses a ganhador de editais e primos diversos como o filme Charqueadas que em 2012 levou o prêmio de melhor documentário. cinema de Cascavel no Paraná.

  38. 107

    A presença holandesa no Siará Grande

    No encontro de hoje, trouxemos Augusto César Bastos e Roberto Bonfim. O Augusto ele é empresário, membro do Instituto Histórico Geográfico do Ceará, é arqueólogo subaquático, com especialização em mergulhos em naufrágios e um dos autores do Atlas de Naufrágios do Ceará. Já o Roberto Severiano Bonfim Júnior é jornalista, documentarista e pesquisador e tem realizado filmes documentais com temática social educacional e cultural a partir da perspectiva histórico-social. Ele é o fundador da Confraria chapéu-de-couro que tem como objetivo detectar as tradições de um povo e cearenses a ganhador de editais e primos diversos como o filme Charqueadas que em 2012 levou o prêmio de melhor documentário. cinema de Cascavel no Paraná. O bate papo transitará entre arquitetura, história e sociedade.

  39. 106

    Geração Fotovoltaica

    A conversão fotovoltaica significa a conversão direta de luz em energia elétrica, principalmente através de materiais semicondutores como o silício. O interesse e o uso da energia solar para produção de eletricidade estão cada vez mais crescentes. Essa tendência tem sido impulsionada pela importância da sustentabilidade, redução dos custos dos sistemas fotovoltaicos e políticas específicas para seu uso.  Devido ao aumento do interesse nos mercados globais de energia sustentável, a energia solar está atraindo grande atenção de pesquisadores, o que tem acarretado no desenvolvimento de novas e sofisticadas tecnologias de células e módulos fotovoltaicos. Porém, apesar do desenvolvimento de materiais de alto desempenho, a maior desvantagem dos sistemas fotovoltaicos continua sendo sua eficiência limitada na conversão de energia solar. Atualmente, a maioria dos módulos disponíveis no mercado é composta por células com eficiência de conversão de cerca de 14% a 25%. Outra desvantagem está associada à característica intermitente do recurso solar: metade do dia é noite e mesmo durante as horas de Sol ocorrem sombreamentos por nuvens. Assim, o desenvolvimento da geração fotovoltaica implica o uso intensivo de novas tecnologias de armazenamento de energia, como o hidrogênio.

  40. 105

    Conversão de Energia

    A energia é ingrediente fundamental para qualquer ser vivo, o ser humano não é exceção. Ao longo do seu desenvolvimento, a humanidade construiu civilizações inicialmente baseadas na lenha e em moinhos de água e de vento, todas tecnologias sendo usadas com baixa eficiência de conversão energética, caracterizando a primeira era solar. Com o progresso tecnológico, a máquina a vapor e o uso intensivo de combustíveis fósseis caracterizaram as sociedades da era industrial, com grandes impactos sociais e ambientais. Dentre estes impactos se destaca a aceleração das mudanças climáticas, causada pelo grande acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera do planeta. Na atual conjuntura, momento em que o respeito ao meio ambiente se torna fundamental, as fontes renováveis de energia, utilizando tecnologias eficientes e com mínimo impacto ambiental, têm assumido uma importância crescente, caracterizando uma nova era solar. Neste cenário, países como o Brasil, possuidores de enorme potencial solar, eólico e de biomassa, podem lançar as bases para um desenvolvimento sustentável. Para o país, a transição rumo ao fim dos combustíveis fósseis criará oportunidades de mudanças positivas do ponto de vista social e ambiental.

  41. 104

    Ensino de Matemática

    Certa vez ao contar histórias para um grupo de crianças objetivando trabalhar como estações lógicas e matemáticas uma criança com deficiência visual perguntou, após a leitura da história do patinho feio “como é que um ganso, o Patinho Feio, nasceu de uma pata?” e não parou por aí... “o Lobo Mau da história da Chapeuzinho Vermelho é o mesmo da história dos Três Porquinhos?”. A imaginação é de grande Agitação é de grande valia para a introdução intuitiva de conceitos matemáticos. Esse é foco do livro intitulado Ensino de matemática reflexões vivências e convivências com a deficiência visual de autoria do professor Jorge Brandão nosso entrevistado de hoje e ele apresenta algumas estratégias para formação de conceitos matemáticos com ênfase no ensino fundamental.

  42. 103

    Matemática Inclusiva

    No primeiro dia de trabalho de um professor recém formado e concursado, ele, ainda no ônibus,  viu dois jovens andando na rua com bengalas. Pensou que os jovens estariam com algum problemas de coluna.   Era 01 de abril de 1998, mas a historinha não é mentira... Às 13h15, o professor entrou em sala para sua primeira aula naquela escola. Antes mesmo de concluir a saudação "boa tar...", dirigiu o olhar para o lado esquerdo de quem entra e o que viu? Ali estavam os dois jovens que usavam bengala; um deles estava limpando a sua prótese ocular... e o professor viu, literalmente,  o fundo do olho do aluno. O docente teve um choque,  suas pernas tremiam e suas mãos suavam... afinal, nunca fora treinado para trabalhar com alunos com deficiência visual, no caso, dois cegos... Como ensinar Matemática,  Física ou Química,  disciplinas muito auxiliadas por figuras e símbolos? Como ensinar cegos em escolas regulares?

  43. 102

    Prêmio Nobel 2022

    O prêmio foi idealizado por Alfred Nobel, Químico e Engenheiro Sueco nascido no ano de 1833, que era dono de uma grande fabricante de armas chamada Bofors, Nobel também foi responsável pela criação do balistite, o precursor da dinamite, o que o fez receber a alcunha de “Mercador da Morte”. Alfred Nobel Morreu em 1896 aos 63 anos devido a uma hemorragia cerebral e em seu testamento deixou 94% de sua fortuna para criar um prêmio para aqueles que realizam "o maior benefício para a humanidade" nas áreas de física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. Um trecho de seu testamento diz: "A primeira parte a quem tiver feito a descoberta ou a invenção mais importante no campo da Física; a segunda a quem tiver realizado a descoberta ou progresso mais importante em Química; a terceira a quem tiver conseguido a descoberta mais importante no âmbito da Fisiologia ou da Medicina; a quarta a quem tiver produzido a obra mais destacada de tendência idealista no campo da Literatura; a quinta a quem tiver trabalhado mais ou melhor em favor da fraternidade entre os povos, da abolição ou da redução dos exércitos permanentes e da realização ou difusão de congressos pela paz".- Trecho do testamento de Alfred Nobel Assim, em 29 de Junho de 1900 foi criada a Fundação Nobel, uma instituição privada que tem função de gerenciar as finanças e a administração dos prêmios, hoje a fundação é constituída por um conselho de cinco cidadãos Suecos ou Noruegueses, com sede em Estocolmo. No programa de hoje conversamos sobre a joia da coroa de todo cientista, o prêmio Nobel! Nossos apresentadores irão falar um pouco sobre os trabalhos vencedores do para a premiação de 2022.

  44. 101

    Derreamento de óleo na costa do Nordeste

    Entre agosto de 2019 e março de 2020, as praias do litoral brasileiro foram afetadas pela chegada de um volume de óleo que variou de 5.000 a 12.500m3, espalhando-se por 3.000km da costa brasileira. Pela extensão geográfica do acidente, bem como pelos impactos sociais, econômicos e ecológicos, é considerado o maior derramamento na costa da América do Sul e ambientes tropicais; foi mais impactante do que outros derramamentos, como o derramamento de óleo de Madagascar (ilha de Madagascar), o naufrágio RFA Darkdale (Santa Helena, Território Britânico), o derramamento de óleo do Golfo (Golfo Arábico), o derramamento de óleo Solar I (Ilha Guimaras, Filipinas ), o derramamento de óleo Husky (Saskatchewan, Canadá) e bastante reportado derramamento “Deepwater Horizon”.  Alguns estudos foram realizados para entender a origem desse óleo na tentativa de desvendar esse mistério, e existe uma grande semelhança química entre o óleo que chegou à costa brasileira e o óleo da Bacia da Venezuela, entretanto, foi reportado recentemente em um estudo envolvendo a Woods Hole Oceanographic Institution (USA) e a UFC que o material se tratava de combustível e não óleo cru. O litoral cearense recebeu óleos nas suas praias em 2022, no mês de janeiro e outro agora no mês de setembro, e os dados preliminares mostram que são matérias diferentes.

  45. 100

    Oceanografia química

    Oceanografia é a disciplina científica que estuda os oceanos da Terra. A oceanografia química está preocupada com o estudo dos elementos dissolvidos na água do mar e os numerosos ciclos químicos e bioquímicos do oceano. Os tópicos de estudo incluem a origem e evolução da água do mar, a origem do sedimento que cobre o fundo do mar, as relações entre os diversos constituintes químicos da água do mar e o significado das mudanças na química do oceano (ou seja, a influência da mudança na geologia, incluindo atividade biológica e poluição induzida pelo homem). A oceanografia química pode ser dividida em áreas de estudo focadas. Por exemplo, a química marinha está preocupada com a composição da água do mar. A geoquímica marinha também se preocupa com a química das rochas e sedimentos precipitados encontrados no fundo do oceano. Além disso, a biogeoquímica marinha está preocupada com o papel dos organismos (particularmente microorganismos) na alteração ou formação de características geológicas nos oceanos. O estudo de poluentes tem alta prioridade entre a ótica da oceanografia química, desses, se destacam: escoamento de esgoto, petróleo, combustível e produtos químicos agrícolas para os oceanos diminui a qualidade da água do mar, principalmente ao longo da costa. Outro aspecto cada vez mais importante da pesquisa em oceanografia química diz respeito ao estudo do papel dos oceanos no ciclo global do carbono. Os oceanos são uma importante fonte e reservatório de dióxido de carbono.

  46. 99

    Combustão Sustentável

    Apesar dos processos de combustão serem responsáveis por 85% da energia do mundo, eles costumam emitir na atmosfera substâncias danosas ao meio-ambiente. Uma das abordagens mais relevantes para a redução destas emissões a curto e médio prazo é o aperfeiçoamento das tecnologias de combustão existentes com foco na sustentabilidade. Utilizar combustíveis de baixo carbono (como o metano ou o H2) é considerada uma das opções mais viáveis para se atingir as metas mundiais de descarbonização até 2050. Isto gera um baixo impacto na infraestrutura existente e pode favorecer o uso crescente de fontes de energia renováveis. Apostar em combustíveis ditos “limpos” ou “verdes” e em processos de pré-combustão (reforma, gaseificação, pirólise com captura de CO2) são algumas das estratégias voltadas a reduzir emissões danosas e melhorar a eficiência da combustão. O uso mais eficiente e seguro de combustíveis de baixo carbono em sistemas existentes de energia, mobilidade e/ou propulsão traz importantes desafios científicos e tecnológicos. Ainda há fronteiras por desbravar na ciência da combustão e no conhecimento da utilização sustentável de portadores de energia renovável  como a biomassa, o gás de síntese e o hidrogênio. Você sabia que instituições cearenses participam de redes de pesquisa em melhorias de processos de combustão para uso industrial e no setor automobilístico? Vamos aprender um pouco mais no programa de hoje com a coordenadora da Rede Nacional de Combustão.

  47. 98

    Combustão

    Combustão ou queima é uma reação química  entre uma substância (o combustível) e um gás (o comburente), que emite calor e luz. O combustível, em geral, é qualquer substância que contenha átomos de carbono (lenha, gás natural, gás de cozinha, resíduos orgânicos, etanol, gasolina, carvão, entre outros. O comburente é o oxigênio, que pode ser encontrado no ar. Durante a reação de combustão são formados diversos produtos resultantes da combinação dos átomos dos reagentes. No caso da queima em ar de compostos orgânicos (por exemplo, biomassa, gasolina, etanol, diesel, etc) são formados centenas de compostos, como o CO2, CO, H2O, H2, NOx, SOx, fuligem, etc, sendo que alguns desses compostos causam a chuva ácida, danos aos ciclos biogeoquímicos do planeta e agravam o efeito estufa. Os processos de combustão são responsáveis pela produção de cerca de 85 % da energia do mundo, em transporte (carros, aviões, trens, navios, etc), usinas termoelétricas, processos industriais, aquecimento doméstico, geradores, cozimento de alimentos e outros. Usar a combustão para gerar energia e calor é tão antigo quanto a própria descoberta do fogo no período neolítico, ou seja, cerca de 7 mil anos a.C. Com a invenção do motor a vapor por James Watt, no século XVIII, a humanidade passou a utilizar a energia liberada pela combustão de forma controlada e em larga escala para acionar máquinas e gerar eletricidade. Hoje no século XXI, porque a combustão ainda desperta interesse científico e tecnológico? Este é o tema do programa de hoje.

  48. 97

    Proteínas Metálicas

    A química bioinorgânica é um ramo da química inorgânica que investiga o papel de metais na biologia, sejam estes presentes em seres vivas através de processos naturais ou não naturais e suas possíveis aplicações na medicina. Em 1777, o químico sueco Tornern Olof Bergman propôs a definição da química orgânica como sendo o ramo da química que estuda comportos extraídos de organismos vivos, em contraste com a química inorgânica, que estudaria os comportes do então denominado o Reino Mineral. Como os famosos metais. A química bioinorgânica, também chamada de bioquímica inorgânica, é o ramo da bioquímica que estuda o papel dos metais em sistemas biológicos. O campo de estudos da Química Bioinorgânica abrange o efeito da adição de metais exteriores aos sistemas vivos e a determinação da estrutura e função de metaloproteínas. Paul Ehrlich usou organoarsénico no tratamento da sífilis, numa das primeiras demonstrações da importância da química de metais em sistemas vivos. A descoberta da actividade anticancerígena da cisplatina (cis-PtCl2(NH3)2) por Rosenberg reforçou esta importância. A primeira proteína a ser cristalizada foi a urease, descobrindo-se mais tarde que possuía níquel no seu centro activo. Dorothy Crowfoot Hodgkin demonstrou a presença de cobalto na vitamina B12, usada no tratamento da anemia perniciosa.

  49. 96

    Química Bioinorgânica

    A química bioinorgânica é um ramo da química inorgânica que investiga o papel de metais na biologia, sejam estes presentes em seres vivas através de processos naturais ou não naturais e suas possíveis aplicações na medicina. Em 1777, o químico sueco Tornern Olof Bergman propôs a definição da química orgânica como sendo o ramo da química que estuda comportos extraídos de organismos vivos, em contraste com a química inorgânica, que estudaria os comportes do então denominado o Reino Mineral. Como os famosos metais. A química bioinorgânica, também chamada de bioquímica inorgânica, é o ramo da bioquímica que estuda o papel dos metais em sistemas biológicos. O campo de estudos da Química Bioinorgânica abrange o efeito da adição de metais exteriores aos sistemas vivos e a determinação da estrutura e função de metaloproteínas.

  50. 95

    Asfalto e Inteligência Artificial

    Com o desenvolvimento do homem e a necessidade de expandir o território, as estradas foram sendo criadas para deixar a superfície mais regular e livre de poeiras. Os egípcios, na Antiguidade, foram os pioneiros a criar as ligações entre locais. Para tanto, eles criaram rotas para facilitar e realizar os serviços religiosos e festivos. Em seguida, os romanos foram os primeiros povos que aperfeiçoaram essa técnica de asfalto, criando o que chamamos, hoje, de pavimentação.  A história do asfalto romano ficou marcada, e uma das primeiras vias desenvolvidas foi a Via Appia Antica, construída em 312 a.C, que tinha o objetivo de estabelecer a ligação entre a sede romana e as províncias orientais. Com o passar dos anos, surgiu a necessidade de expandir os territórios para interligar as cidades e os portos a fim de realizar operações agrícolas. Desse modo, a pavimentação foi se aprimorando. A princípio, a técnica dos romanos era construída por: Terreno natural, escavado até encontrar um material consistente; Statumen, lastro de pedras que ajuda a melhorar a condição de apoio cerca de 30 a 60 centímetros; Pedras fragmentadas, pedaços de ferro aglomerados com cal, areia, argila e cinza vulcânica, cerca de 25 a 30 centímetros; Pedras miúdas que funcionavam para impermeabilizar o pavimento, em torno de 30 a 50 centímetros; Rochas basálticas justapostas. O uso dessa técnica de asfalto romano se estendeu por um bom tempo, até o século XVIII. Em 1770, mais precisamente, o engenheiro Pier-Maria Jerolame Trésaguet criou novos critérios de pavimentação. Conforme foram surgindo esses novos critérios, a necessidade de aprimoração fez as técnicas evoluírem. Em 1820, o Engenheiro escocês John Loudon Mac-Adam criou uma nova maneira de desenvolver a pavimentação. Em suas anotações, ele mencionava que era preciso uniformizar o terreno com pedras cravadas e, em seguida, não era necessário utilizar a camada granular para o confinamento, o que permitiria, assim, o escoamento da água. As pedras tinham uma dimensão entre 40mm e 50mm, e eram espalhadas em camadas sobrepostas, de espessura crescente. Por volta de 1870, foi construído o primeiro asfalto de revestimento betuminoso, nos Estados Unidos da América. Daí em diante, o conceito de asfalto e os materiais utilizados foram se aperfeiçoando para conseguir resultados satisfatórios.

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O Programa Falando Ciência tem como objetivo divulgar o conhecimento científico e tecnológico produzido pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É produzido pelos professores Raimundo Nogueira (Depto. de Física), Diana Azevedo (Depto. de Engenharia Química), Maria Giovanna Guedes Farias (Depto. de Ciências da Informação) e Hermógenes David (Depto. Bioquímica e Biologia Molecular).

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