EPISODE · Apr 12, 2022 · 38 MIN
Yoga Bija| O Germe do Yoga
from Yoga Contemporâneo · host Dr. Roberto Simões
Os assuntos abordados por aqui podem parecer estranhos, espinhosos e, aparentemente, desconexos com o "mundo (des)encantado" dos yogas mais "legitimados". É sobre isso… Há muitas "estórias" sobre a história do yoga. Yoga é Malandro, pois desviante. Ninguém consegue puxar o fio 🧶 do Yoga. Por ex, sem entender o nascimento da organização social capitalista (e sua linha-de-fuga mais recente, o neoliberalismo), não conseguiremos romper a bolha paradigmática hegemônica que os yogins brasileiros (e da gringa) orbitam. Há uma dupla sedentária que andam de mãos dadas: os conservadores-paranóicos e os capitalistas-neuróticos. Estes (são categorias e não indivíduos, saca?) se retroalimentam da polaridade obtusa(nte) de qual é + yoga do q outro. Os paranoicos (e veja que não é qq conservador, mas me refiro ao paranoico) disputam suas legitimidades (que até os anos 60-70 era de domínio exclusivo deles) com os capitalistas-neuróticos. Estes (todos nocivos), se pensam hoje em dia, como "naturais por natureza". Os neuróticos, crescem sob a égide da "teologia" que kaivalya virá de forma espontânea, sem a intermediação de qualquer ordem institucional, mas de um esforço e mérito pessoal e individualista, aumentando o narcisismo e a competitividade entre os yogas e yogins. Os conservadores-paranoicos, por seu lado, acreditam na hierarquia e força de suas "tradições" como garantidoras de uma "ordem" ancestral como único meio de ascensão espiritual yoguica. Sim, é possível traçar novas matizes yoguicas que se entrecruzam. Um exemplo é o Mindfulness, uma prática budista inventada durante a guerra do Vietnã, tanto para os comunistas vietnamitas quanto aos “soldados do bem” norte-americanos, enviados para lá para acabar com o “mal vermelho”, foi, em poucas décadas, desterritorializada de sua função desalienante (fim de avidya, como todos os yogas) para “terapia de amenização de mal-estar”. Yoga Bija é um texto do séc.XIV da tradição yoguica Natha, escrito por Goraksanath. Essa é a tradução em espanhol do colega Adrian Muñoz, disponível em https://estudiosdeasiayafrica.colmex.mx/index.php/eaa/article/view/2070
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Os assuntos abordados por aqui podem parecer estranhos, espinhosos e, aparentemente, desconexos com o "mundo (des)encantado" dos yogas mais "legitimados". É sobre isso… Há muitas "estórias" sobre a história do yoga. Yoga é Malandro, pois desviante. Ninguém consegue puxar o fio 🧶 do Yoga. Por ex, sem entender o nascimento da organização social capitalista (e sua linha-de-fuga mais recente, o neoliberalismo), não conseguiremos romper a bolha paradigmática hegemônica que os yogins brasileiros (e da gringa) orbitam. Há uma dupla sedentária que andam de mãos dadas: os conservadores-paranóicos e os capitalistas-neuróticos. Estes (são categorias e não indivíduos, saca?) se retroalimentam da polaridade obtusa(nte) de qual é + yoga do q outro. Os paranoicos (e veja que não é qq conservador, mas me refiro ao paranoico) disputam suas legitimidades (que até os anos 60-70 era de domínio exclusivo deles) com os capitalistas-neuróticos. Estes (todos nocivos), se pensam hoje em dia, como "naturais por natureza". Os neuróticos, crescem sob a égide da "teologia" que kaivalya virá de forma espontânea, sem a intermediação de qualquer ordem institucional, mas de um esforço e mérito pessoal e individualista, aumentando o narcisismo e a competitividade entre os yogas e yogins. Os conservadores-paranoicos, por seu lado, acreditam na hierarquia e força de suas "tradições" como garantidoras de uma "ordem" ancestral como único meio de ascensão espiritual yoguica. Sim, é possível traçar novas matizes yoguicas que se entrecruzam. Um exemplo é o Mindfulness, uma prática budista inventada durante a guerra do Vietnã, tanto para os comunistas vietnamitas quanto aos “soldados do bem” norte-americanos, enviados para lá para acabar com o “mal vermelho”, foi, em poucas décadas, desterritorializada de sua função desalienante (fim de avidya, como todos os yogas) para “terapia de amenização de mal-estar”. Yoga Bija é um texto do séc.XIV da tradição yoguica Natha, escrito por Goraksanath. Essa é a tradução em espanhol do colega Adrian Muñoz, disponível em https://estudiosdeasiayafrica.colmex.mx/index.php/eaa/article/view/2070
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